Com os olhos postos no futuro, a Casa Capitão celebra o primeiro aniversário a 19 de setembro.
A festa começa logo pela manhã e prolonga-se até de madrugada, com entrada livre antes das 23h e um alinhamento de Baile que é um verdadeiro luxo. Há propostas para agradar a todes.
O programa do primeiro aniversário da Casa Capitão é, ao mesmo tempo, um sumário do que foi este ano e um esboço do que espera que sejam os próximos. Vai haver concertos e dj sets espalhados pelos três pisos e pelo Terraço da Casa, instalações e sessões de contos, novos pratos para partilhar à Mesa e no Postigo.
As festividades começam pelas 12h30, com mais uma emissão ao vivo de “O Telefone Vermelho”, com Bruno Ferreira e Pedro Ramos, da Futura Rádio de Autor, a anunciarem a abertura da época do cozido — uma das novidades para os próximos meses, todos os sábados, na Mesa cá de Casa.
Logo a seguir, às 13h, inaugura-se a instalação interativa “Cocktail on the Dancefloor” de Mafalda Matos, no Sótão. É uma das propostas para toda a família deste sábado, a par da contação de histórias por Bruno Batista, no Primeiro Andar, e da seleção de jogos da Casa, que podem ser requisitados até às 18h ao Postigo.
Desligado “O Telefone Vermelho”, no Terraço, vai ser possível ouvir um set back-to-back de Bruno Pernadas e Femme Falafel; e mais um de Mafalda Nunes, da Sequin Fight Club, ladeada por Carlos Pereira, humorista, actor, argumentista e criador de séries que ainda não existem (mas vamos amar). Segue-se, a partir das 18h, um espetáculo inédito da Roda da MADDU; o Coach de Artista de Jhon Douglas, às 19h30; e a fechar o dia, entre as 21h e as 22h30, Cleiton Rasta & Vitor Cena.
Ao mesmo tempo que se escuta o Coach de Artista no Terraço, há um par de concertos a decorrer. No Rés do Chão, vai ouvir-se Maria Alice, inconfundível intérprete das mornas e coladeras de Cabo Verde, com a sua voz aguda e límpida. Para algo completamente diferente, no Sótão, a jarda dos Varge Mondar, formação thrashcore de Lisboa, com membros de The Youths e Cave Story nas suas fileiras. Saiu recentemente a primeira cassete, “Jogo do Bicho”: dez faixas em menos dez minutos, vendavais de porrada da boa.
Depois de uma pausa para respirar, às 21h30, tocam os Mangualde, uma das mais interessantes bandas de pós-hardcore a irromper pelo caminho aberto pelos Hetta ao longo desta década. Tocaram pela primeira vez as canções do álbum de estreia, “A Festa“, numa quarta-feira de Cinzas e regressaram agora, mais rodados, compelindo os corpos a colidirem enquanto o seu screamo vira grindcore vira sludge vira crust vira black metal. Com a bateria, o baixo e a guitarra em êxtase, enquanto o vocalista berra na cara da morte, como que a afastá-la dele.
Antes de cantar os parabéns (informação privilegiada: houve a ideia do último concerto da noite ser uma espécie de festival da canção, com uma dúzia de bandas e artistas a passar pelo palco, a cantar canções suas, de outros e os próprios dos “Parabéns”; não deu. Talvez para o ano), tocam os 800 Gondomar, verdadeira cereja no topo do bolo que vai ser este dia de aniversário com entrada livre e aberta a todes. Por esta altura em digressão pela Coreia do Sul, os bravos proletários de Rio Tinto aterram em Portugal e rumam praticamente a seguir para o o aniversário.
É a primeira vez que o espaço recebe o trio de Rui Fonseca, Alô Farooq e Luís Barreto desde o Ano Comum, em Fevereiro.
A partir da meia-noite, a Casa Capitão transforma-se em Baile. Um Baile inolvidável capitaneado por Quantic, alter-ego de Will Holland, DJ, produtor e multi-instrumentista britânico, sempre em busca do que soa a (e é) novo. Ao longo dos anos, passou pela Colômbia, onde se apaixonou pela cumbia e liderou projetos como Ondatrópica ou o Combo Bárbaro; também pelo Reino Unido, onde acompanhou de perto as mutações e inúmeras declinações da bass music britânica; e por Brooklyn, onde gere o estúdio e editora Selva.
Ao seu lado, no Rés do Chão, Quantic terá João Gomes, junkie do groove, teclista, produtor e dj; verdadeira referência do funk, da soul, do jazz e do hip-hop made in Portugal. E Cami Layé Okún, etnomusicóloga, colecionadora de discos e arqueóloga das caves poeirentas das lojas de discos onde se descobrem as melhores preciosidades. Vai partilhar connosco pérolas do disco-sound cubano, funk tropical e outros tesouros afro-caribenhos como aqueles que todos os meses partilha no seu programa “Insolar” da NTS.
Já no Primeiro Andar The Greatest Tits. Desta feita, as anfitriãs The Ema Thomas (isto é, Jenny Tall e Francisca Sousa tcp Techorpsen) partilham os holofotes com Katari, fundadora das riot grrls portuguesas Anarchicks, e Lizatron, promotora incansável e dj versátil, aqui numa onda mais electro-punk, industrial e sedutora.
Para o final, mas nem por isso menos importante, ficou o programa do Sótão, encabeçado por DJ Plead. Australiano de ascendência libanesa, agora radicado em Berlim, é conhecido por reformular as músicas de baile do mundo árabe ao ritmo do pós-dubstep e de outros subprodutos da bass music. Apesar de mais contemplativo do que os sets, o seu álbum deste ano, “Please”, é um dos melhores discos de electrónica que ouvimos em 2026. Partilha a cabine com o patrão da Ilektronik Sangeet, Khalil Suleman.
Com entrada livre, até às 23h00. Pagando-se apenas a partir da meia-noite.
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🖋 Redação / press release


