O segundo dia do NOS Alive 2026 começou sem tempo para despertares lentos. Coube aos Call Me inaugurar uma nova jornada de música no Passeio Marítimo de Algés, e a banda portuguesa fez questão de mostrar que os primeiros concertos de um festival também podem ser dos mais intensos.
Natural de Oeiras, a jovem banda tem vindo a afirmar uma identidade muito própria, dando voz às inquietações de uma nova geração. Entre temas que refletem a pressão do quotidiano, as dúvidas sobre o futuro e o impacto de um mundo em permanente excesso de informação, os Call Me transformam as experiências da Geração Z em canções que convidam tanto à identificação como à reflexão.
Ainda com o recinto a receber os primeiros festivaleiros, os Call Me entraram em palco com uma energia contagiante, conquistando rapidamente a atenção de quem chegava. As guitarras impuseram o ritmo desde o primeiro tema, enquanto a banda demonstrava uma entrega que transformou os primeiros minutos do dia num verdadeiro arranque em alta rotação.
Em palco, a cumplicidade entre os músicos foi evidente. A atuação desenrolou-se com naturalidade, alternando momentos de maior explosão com passagens mais melódicas, sempre sustentadas por uma presença de palco confiante e uma comunicação espontânea com o público.
Os Call Me abriram espaço para uma geração que encontrou na música uma forma de transformar inquietações em identidade, dando o primeiro grito de um segundo dia de NOS Alive cheio de promessas.
Alinhamento
– Black pepper
– Call me out
– 108
– Lights out
– What you deserve
– House
– Don’t wanna
– As long as you’re there
– Acting strange
– Little ones
– Back to back
– Fiinal boss
– Open bar blues
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🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


