Cabrita apresenta “partytime”, o seu terceiro álbum a solo, acompanhado pelo novo single e videoclipe “Take me out”, realizado por Richard F. Coelho.
O disco encerra uma trilogia iniciada com “Cabrita” (2020) e continuada em “Umbra” (2023), desta vez com uma abordagem centrada na celebração da vida, na amizade e na importância das experiências partilhadas. Com uma identidade musical próxima do funk, da soul e da disco dos anos 70, o novo trabalho de João Cabrita procura recuperar a dimensão coletiva da música e da dança, num momento em que o individualismo ocupa um lugar cada vez mais presente na sociedade.
Se o primeiro álbum a solo, “Cabrita”, olhava para o passado e para três décadas de colaborações musicais, “Umbra” dirigia a atenção para o presente e para as perdas que acompanham a passagem do tempo e a chegada à meia-idade. Com “partytime”, Cabrita completa esse percurso voltando-se para o futuro, através de um disco que procura contrariar a negatividade e encontrar na festa, nos afetos e na convivência uma possibilidade de renovação.
A escolha de uma linguagem musical assente no groove e na dança acompanha essa mudança de perspetiva. Em vez de abordar a festa apenas enquanto espaço de entretenimento, Cabrita coloca-a no centro de uma reflexão sobre a necessidade de partilhar experiências e de construir relações através da música. A pista de dança e o palco surgem como lugares de encontro, onde a relação entre músicos e público pode contrariar, ainda que temporariamente, as formas de isolamento e individualismo que atravessam o quotidiano.
A inspiração para o álbum começou a ganhar forma em 2024, quando João Cabrita foi convidado a reunir uma secção de sopros portuguesa para acompanhar os norte-americanos The Temptations durante a sua passagem por Portugal, num evento realizado no Casino Estoril. O contacto com o universo musical do grupo, uma das referências históricas da soul, contribuiu para a aproximação às sonoridades que viriam a orientar “partytime”.
A partir dessa experiência, Cabrita reuniu um conjunto de músicos com quem mantém relações artísticas e pessoais construídas ao longo de vários anos. Ivo Costa e Rui Alves, na bateria, Iuri Oliveira, na percussão, Francisco Rebelo e Renato Chantre de Almeida, no baixo, João Gomes, nos teclados, e David Pessoa e Milton Gulli, nas vozes e guitarras, integram o universo musical do disco. Mais do que reunir diferentes instrumentistas, a escolha reflete a importância atribuída às relações de confiança, à experiência coletiva e à partilha de uma linguagem musical comum.
Editado com o selo da Omnichord Records, “partytime” representa também uma nova etapa no percurso individual de Cabrita. Com mais de três décadas de atividade na música portuguesa, o saxofonista, compositor e multi-instrumentista tem desenvolvido uma carreira marcada pela colaboração com diferentes artistas e projetos, entre os quais Sérgio Godinho, Dead Combo, The Legendary Tigerman, Cais Sodré Funk Connection, Virgem Suta, Susana Félix, X-Wife, Selma Uamusse e Márcia.
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