Bright Eyes, Amyl and The Sniffers, Foster the People e Future Islands no palco Heineken

Ao terceiro dia do NOS Alive’25 o palco Heineken surgia mais uma vez com propostas únicas e abrangentes. Desde a simplicidade de Bright Eyes até à aula de ginástica fora de horas de Future Islands, passando pelo punk rock da repetente Amyl and The Sniffers

Bright Eyes, Amyl and The Sniffers, Foster the People e Future Islands foram as propostas apresentadas no último dia do festival.

O terceiro e último dia do NOS Alive ’25 ‘arrancou’ ao som dos Bright Eyes, projecto liderado pelo cantautor Conor Oberst

Em palco encontramos um Conor Oberst artisticamente no seu melhor, apesar de cansado do mundo, mas separando a condição humana e lutando para reconciliar o passado com o que o futuro reserva, nesta que foi a sua estreia em Portugal.

“Five Dice, All Threes”, é o novo e 10º álbum de estúdio da banda, que quase 3 décadas depois do seu início continua a ser uma das referências do indie rock norte-americano e que surgiu no palco Heineken ao final da tarde do último dia do NOS Alive’25.

Os australianos Amyl & The Sniffers aterraram mais uma vez em Portugal, desta vez no NOS Alive para descarregar rajadas de energia punk, destiladas por uma vocalista que levanta plateias com a força de um tornado.

É o regresso a Portugal de  Amyl Taylor que chega da Austrália já com uma legião de fãs. Também não é para menos… Amyl Taylor, acompanhada pelos The Sniffers entra em palco como se costuma dizer… “a rasgar”

40 anos depois, o punk não morreu, pelo contrário, deixou sementes espalhadas pelo mundo.
Em 2016, Amyl and The Sniffers deram-se a conhecer na Australia com “Giddy up” mas a sua popularidade no mundo digital foi cobiçada logo pela editora britânica Rough Trade, a mesmo que em 1983 deu a conhecer a banda de uma rapaz vegetariano, os The Smiths.

Amyl Taylor em modo speed-up, ou talvez não, aqueceu a alma e o público ao final da tarde no palco Heineken do NOS Alive’25 com as canções do seu novo disco “Cartoon Darkness”.

Incorporando elementos de funk, disco, gospel e jazz ao lado de sintetizadores e arranjos orquestrais, a nova sonoridade de Foster The People marcou o regresso da banda de Mark Foster e Isom Innis na reta final do último dia do NOS Alive.

Neste regresso ao festival, a banda foi um dos nomes a pisar o palco Heineken. Mark Foster mostrou versatilidade em palco ao saltar entre instrumentos e interagir com o público com um  entusiasmo contagiante, onde “Pumped Up Kicks” foi o momento alto do concerto.

O quarteto Future Islands, liderado por Samuel T. Herring fechou o palco Heineken no último dia do festival. Entre um groove sensual e sintetizadores, o vocalista Sam Herring luta pela sua auto-preservação em palco, através dos seus vocais intensos, que são a sua imagem de marca.

“People Who Aren’t There Anymore” é o mais recente disco da banda de Baltimore aborda uma saga absorvente, transmutando a dor em esperança expressa em palco como de uma aula de ginástica se tratasse. O exercício físico de Samuel esbate-se nessa esperança transmitida de forma simples mas complexa na sua expressividade.

Há uma dor e uma alegria na voz de Herring em palco que rompe com as barreiras anteriormente apresentadas ao vivo.

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? Sandra Pinho

? Paulo Homem de Melo

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