Born-Folk antecipam disco com vídeo “Heat and Rum”

Junho de 2019 marca oficialmente o início dos Born-Folk, banda fundada na cidade de Lisboa por 3 músicos com vontade de assumir uma epopeia sonora conjunta para bem da humanidade. Com influências oriundas de épocas distintas, a banda descompromete-se com algum movimento em particular, assumindo uma dimensão criativa “pop”, livre e eclética. O grupo quer chegar ao âmago do coração, são assumidamente casuais românticos. A ideia de re/nascer (Born) sucessivamente através da intrínseca simplicidade (Folk) está na origem do nome da banda. “Come Inside!” é editado dia 25 de Outubro, um disco que apresenta 5 temas que tentam explorar diferentes ideias sonoras, onde o simbolismo e a ironia são presença assídua nas letras, bem como na própria imagem da capa.

 

A onda” que nos convida a entrar/ penetrar é o começo desta viagem pelas curvas delicadas (e apertadas) que a natureza (e as auto-estradas alemãs) nos põe diante de nós, dominar a prática do surf será o ponto de partida para esta aventura que nos diz claramente que “não entra, fica de fora” (como diria De La Palice). Um segundo lugar em Jerez é sempre um bom resultado, desde que haja champanhe francês no final (e rum claro), Olé!!!

 

“Heat and Rum” representa o km 1 de todo o trabalho em si e é, porventura, o baluarte do EP de estreia dos Born-Folk. Na letra está patente toda a simbologia ligada à temática do surf, calor, ondas, raparigas a exibirem-se e toda a parte subliminarmente escondida para M/18. O nome no EP deve-se, inclusive, a algo que é dito em dada altura, “I’m coming inside“. Sonoramente, é uma música de verão, descontraída, carregada de surf tremolo na guitarra e voz delicada. “Heat and Rum” é uma alegoria para outros títulos foneticamente possíveis (um trocadilho), na verdade é caso para dizer como nos filmes: “Isto não é o que parece“. Nenhum dos membros da banda faz surf, por enquanto, mas são claramente adeptos do ambiente casual chill. Há assobio, harmonias, e há o barulho da água a correr da querida Quinta das Conchas.

 

A ideia do vídeo era ter uma série de imagens de ambiente descontraído de surfistas a tentar domar o mar agitado, de mulheres vistosas e provocantes a passear como se de ondas se tratassem. Na montagem há a procura dum equilíbrio da cor com o preto-e-branco de forma a criar um jogo que depois se inverte. É um exercício visual que pretende acompanhar a vibe imposta pelo som mas, seguramente, é mais fácil visualizar do que explicar. Quiçá, faltou o Rum!

 

Photo: Ana Cristina Figueiredo

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