Bloom Festival revela o lineup de 2026

O Bloom Festival revela o line-up da sua segunda edição, que acontece nos dias 18 e 19 de setembro de 2026 no Aeródromo da Maia, Porto.

Depois da última edição que reuniu cerca de 15 mil pessoas e valeu ao festival a distinção de Best New Festival nos Iberian Festival Awards, o Bloom regressa com uma produção sem precedentes: mais de 40 artistas e 18 headliners internacionais, um número que não tem paralelo no historial dos festivais de música eletrónica em Portugal, mais de 35 horas de música, dois palcos e uma experiência pensada do início ao fim: do pôr do sol ao nascer do dia.

O cartaz de 2026 é uma declaração de curadoria. Não escolhe um género, escolhe uma sensibilidade. Num mesmo festival convivem a herança do house de Nova Iorque, a escola de Berlim e a emoção cinematográfica de Paris. Há o groove orgânico de quem construiu a história da música de dança, a intensidade melódica de uma nova geração que elevou a música eletrónica a outras plataformas, e a escola underground de clubes que resistem ao tempo. O Bloom não é um festival de nicho: é um festival de quem leva a sério a forma como a música eletrónica soa, sente e move.

Os The Blaze são a grande confirmação da edição: Guillaume e Jonathan Alric, o duo parisiense que conquistou o Grand Prix em Cannes Lions com o vídeo de “Territory” e acumulou quase 100 milhões de visualizações com uma música que nunca existiu sem imagem. Com o álbum ao vivo FOLK,  gravado no Royal Albert Hall de Londres em 2024, ainda fresco, os The Blaze chegam ao Bloom em DJ set, trazendo à pista uma sonoridade onde vozes profundas se sobrepõem a sintetizadores e onde cada faixa carrega algo difícil de definir: a sensação de reconhecer uma cena que ainda não se viu.

Seth Troxler cresceu nos subúrbios de Detroit, aprendeu a fazer música atrás de um balcão de uma loja de discos lendária da cidade e foi para Berlim aos 18 anos, com uma estreia no Panorama Bar que antecipou tudo o que se seguiu. Co-fundador do selo Visionquest, número um no Resident Advisor DJ Poll em 2012, nomeado para um Grammy em 2023. Louie Vega é um dos arquitectos do house de Nova Iorque,co-fundador dos Masters at Work com Kenny “Dope” Gonzalez, nome que moldou a ligação entre o ritmo latino e a pista de dança. A sua presença no Bloom não é apenas um booking: é uma aula de onde tudo começou.

Bedouin, a dupla Tamer Malki e Rami Abousabe, construíram o seu universo sonoro a partir da herança do Médio Oriente e das estadias em Burning Man: um house orgânico, tribal e hipnótico que foi duas vezes BBC Radio 1 Essential Mix e definiu o conceito de “desert house” para uma geração inteira. NTO (Live), o produtor francês Adrien Ottavy, apresenta uma música melodicamente intensa e cinematográfica que ganhou uma dimensão própria em palco, com o famoso set no Cercle a antecipar o que se tornou uma carreira de referência no techno melódico. Jimi Jules, da constelação Innervisions, a label de Berlim que reúne Dixon e Âme, representa a escola que mais claramente definiu o som contemporâneo da música de dança europeia: profundo, refinado e com uma atenção ao groove que nenhuma fórmula consegue replicar.

Dennis Cruz, é um dos pilares do tech house contemporâneo, múltiplos números um no Beatport, apoio regular de Jamie Jones e Marco Carola, e uma sonoridade que mistura funk, dub e influências latinas com uma precisão percussiva que poucos conseguem igualar. Reznik é um dos co-fundadores do coletivo berlinense Keinemusik, ao lado de Adam Port, &ME e Rampa, um dos grupos mais influentes do circuito europeu, com passagens por Coachella, Zamna e pelo maior concerto da história do coletivo no Aeroporto de Berlim-Tempelhof.

Tripolism são o trio de Copenhaga cujo tema “Dope Dance” foi o Essential New Tune de Pete Tong na BBC Radio 1 em 2023 e o bilhete de entrada para o Coachella 2025. ANTDOT, o produtor brasileiro Bruno Gustavo, funde afro house com ritmos da música popular brasileira,samba, baião, numa sonoridade construída em parceria com MAZ: co-fundadores do selo Dawn Patrol, actuam regularmente em back-to-back e abriram juntos a mainstage de Tomorrowland Bélgica. Bora Uzer, músico formado no Conservatório de Rotterdam, é multi-instrumentista e vocalista turco cujas actuações ao vivo misturam guitarra, sintetizadores e loops com uma imprevisibilidade que transforma cada set numa experiência singular. Residente no Flower Power do Pacha Ibiza, com passagens por Burning Man, Red Rocks e Tomorrowland.

No plano nacional, o lineup conta com vários artistas portugueses. Entre os confirmados está DJ Vibe, a figura central da música eletrónica em Portugal: mais de 40 anos de carreira, residente histórico do Lux Frágil de Lisboa, co-fundador da Underground Sound of Lisbon, que chegou ao número um do Billboard Dance Chart e da KAOS Records, o primeiro selo de música de dança do país.

Ao elenco acima referido juntam-se Sinego, Salomé Le Chat, Julya Karma, Maga, Viot, Yamagucci, Xinobi, Awka, Joff b2b 9T2, John Woods, Miguel Rendeiro, Paulo Assis, Paulo PG, Rodjy, Theus, Whitenoise, Xipnoise e Shia — alguns deles presentes desde a primeira edição, parte da identidade que o Bloom tem vindo a construir. Palcos e horários serão revelados brevemente.

Pela primeira vez, o Bloom Festival propõe uma experiência completa: Day, Night & Sunrise. Na sexta-feira, 18 de setembro, a festa começa antes do pôr do sol e constrói-se ao longo da noite. No sábado, 19 de setembro, a música não para: atravessa a madrugada, acompanha quem ficou e termina ao nascer do sol. Não é uma linha de programação. É uma arquitetura de tempo.

O momento mais simbólico da edição é o Bloom Sunrise: o closing set de sábado, pensado para acompanhar a primeira luz da manhã sobre a pista do Aeródromo da Maia, a 236 metros acima do nível do mar. Um amanhecer com música eletrónica, aeronaves em segundo plano e uma comunidade que escolheu ficar até ao fim

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🖋 Redação / press release

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