O Barlos regressa a Barcelos no dia 26 de setembro para a sua quinta edição, continuando a explorar novas relações entre a olaria e o figurado de Barcelos e outras disciplinas artísticas. Com o Centro Comercial Barlos como ponto central, a programação estende-se a outros espaços do centro histórico, com uma exposição, oficinas, concertos, feira e refeições temáticas ao longo do dia.
Entre as propostas que cruzam diferentes práticas artísticas está a exposição Ornitofaunia, projeto de Carolina Garfo e Lendl Barcelos que junta cerâmica e experimentação sonora através de um inventário de pássaros imaginários materializado em apitos de cerâmica. Criado originalmente nos Açores, no contexto do festival Tremor, o trabalho é agora apresentado em Barcelos.
À quinta edição do Barlos, as oficinas voltam a criar espaços de encontro com algumas figuras da olaria e do figurado barcelense. António Ramalho, Bella Martins, Mina Gallos e Irmãos Mistério orientam quatro momentos, dedicados à experimentação e transmissão de diferentes práticas ligadas ao barro. Num ano em que o Figurado de Barcelos foi inscrito no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, o evento volta a aproximar estes saberes de novos públicos e linguagens.
Na música, estão previstos concertos de Camera, banda berlinense que cruza a pulsação motorik do krautrock com improvisação e experimentação, regressando a Barcelos depois de uma passagem pelo Milhões de Festa em 2013; dos Chicos de Nazca, projeto chileno radicado em Berlim que combina rock psicadélico com atmosferas hipnóticas e uma vertente mais melódica, com ecos da folk dos anos 70 e da pop dos anos 60; e dos barcelenses Criatura-dança, banda que habita o Barlos ao longo do ano, onde ensaia regularmente, e que navega entre a eletrónica, a pop e o rock em Nada no Lugar, EP editado este ano. Os concertos repartem-se pelo Theatro Gil Vicentee pelo Largo Dr. Martins Lima. A pista, reservada para o piso inferior do Centro Comercial Barlos, fica entregue a Jayde, produtor e DJ barcelense sediado no Porto, com as suas fusões de breakbeat, UK bass, techno e afro-futurismo, e a Saya, DJ que circula entre Portugal e a Galiza, com sets que viajam entre novas sonoridades do Arab club, ritmos quebrados, hard drums e gqom sul-africano.
A interseção de linguagens estende-se às ruas com uma arruada da Banda Plástica de Barcelos, o percussionista Jorge “Cientista” Carvalho e o trompetista Fábio Loureiro. No programa de rádio, a Barlos FM volta ao jardim do Centro Comercial Barlos com dez horas de emissão em direto, entre as 12h00 e as 22h00, reunindo dez programas selecionados através da convocatória aberta lançada pela organização.
Ao longo da tarde regressa também a Feira do Barlos, no Largo Dr. Martins Lima, reunindo propostas de diferentes áreas da olaria e do artesanato, entre o tradicional e o contemporâneo, num espaço de exposição, venda e contacto direto com os criadores.
As refeições temáticas ficam este ano a cargo de Bruno Veríssimo, cozinheiro com passagem por espaços do Porto como Holy Burger, Out to Lunch e Candelabro, atualmente dedicado também a eventos e catering e responsável pelo Voooltar!, projeto gastronómico vegetariano apresentado no One Star Donuts.
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