É preciso recuar quase 18 anos para encontrar as origens dos Balthazar. Formados em 2004, a banda belga rapidamente conquistou o sucesso em 2005 ao vencer o concurso de novas bandas Kunstbende.
Mas foi em 2010 que a banda impulsionada por Maarten Devoldere conquistou os mercados fora do seu país de origem, com o lançamento do álbum de estreia “Applause”.
Avançando na timelapse da banda, em 2022 regressam a Portugal e ao NOS Alive para apresentar as canções de “Sand” o mais recente álbum editado. “On a roll”, que não faltou ao alinhamento, foi o cartão de visita de um disco que traz a consolidação de uma banda que criou o seu espaço de culto no ano de 2019 com a edição de “Fever”, na altura apresentado ao vivo igualmente no Vodafone Paredes de Coura e no Super Bock em Stock.
Durante o concerto, um público adulto e a banda estiveram sintonizados na mesma frequência, a de absorver as canções debitadas em palco. Os temas de “Sand” bem como as de “Fever” fizeram parte do alinhamento.
Já é apanágio surgirem na Belgica bandas e artistas com uma linhagem mais indie, corrente essa iniciada em finais dos anos 80 com a criação da editora PIAS, por curiosidade a editora da banda. Ainda da Belgica conhecemos numa área musical mais energética os veteranos dEUS, mas os Balthazar são a personificação de uma corrente indie pop mais atual mas que não deixa que recuperar influências de bandas escocesas como é caso de Franz Ferdinand, com entoações de neo-psicadélico, electro-pop e até garage punk.
No alinhamento, o público foi brindado com a energia de “Hourglass” e “Claim”, a melancolia de “I’ll stay here” e “I want you“ entre muitos outros temas
Reportagem: Sandra Pinho
Fotografias: Paulo Homem de Melo
























