Auditório de Espinho reforça programação do segundo trimestre com sonoridades do Brasil, Moçambique, Alemanha e Arménia

Antes do final do primeiro trimestre, o Auditório de Espinho anuncia novos concertos para abril e maio. A Orquestra XXI revê a obra de Felix Mendelssohn a 4 de abril; o trio brasileiro de Mônica Salmaso, com Nelson Ayres e Teco Cardoso, atua dia 17; Selma Uamusse junta-se ao Projeto Benjamim, para dois concertos especiais, dias 25 e 26 de abril; e os arménios The Gurdjieff Ensemble regressam a 22 de maio. Espetáculos que se juntam aos já anunciados concertos da Orquestra de Jazz de Espinho com Seamus Blake e Hermon Mehari, a 11 de abril; e da violinista cubana Yilian Cañizares, a 9 de maio.

Terminado o primeiro trimestre, o saxofonista inglês Seamus Blake apresenta-se como solista convidado da Orquestra de Jazz de Espinho (OJE), ao lado do trompetista norte-americano Hermon Mehari, para o espetáculo “Miles & Coltrane: ♩=100”, dia 11 de abril. Com um repertório pensado para celebrar o centenário de Miles Davis e John Coltrane – dois gigantes que redefiniram não apenas o jazz, mas a própria linguagem musical do século XX –, este concerto vai enaltecer o que os tornou musicalmente inseparáveis: a busca pela inovação, a coragem de romper fronteiras e a criação de obras que continuam a inspirar gerações. Da cumplicidade do First Great Quintet à revolução de Kind of Blue, passando pela espiritualidade de Coltrane e pela reinvenção constante de Miles, esta homenagem é um mergulho na essência do jazz.

A 4 de abril, a Orquestra XXI apresenta “A Reforma de Mendelssohn”, um programa centrado nos temas da espiritualidade, renovação e reflexão, a partir de obras emblemáticas do repertório sinfónico. O concerto será dedicado à música de Felix Mendelssohn, com a abertura “Mar Calmo e Próspera Viagem”, inspirada em poemas de Goethe, e a Sinfonia n.º 5 (“Reforma”), obra de forte densidade simbólica, marcada por referências à tradição luterana. O programa integra ainda o “Concerto para piano e orquestra n.º 1” de Johann Sebastian Bach, interpretado e dirigido por Dinis Sousa.

A 17 de abril, Espinho recebe a apresentação ao vivo do espetáculo “Alma Lírica” da cantora e percussionista brasileira Mônica Salmaso, com o pianista Nelson Ayres e o flautista e saxofonista Teco Cardoso, registado em DVD em 2013, pelo realizador e fotógrafo Walter Carvalho. A 17 de abril, o Auditório de Espinho recebe uma homenagem a clássicos do cancioneiro brasileiro, de Vinicius de Moraes a Dorival Caymmi, Tom Jobim a Vinicius de Moraes, Edu Lobo a Chico Buarque, com arranjos que prezam pelo silêncio, a técnica e a emoção numa viagem pela história da música brasileira, onde o piano, os sopros e a voz se fundem em harmonia perfeita.

Dias 25 e 26 de abril, a cantora, compositora, performer e por vezes atriz, Selma Uamusse vai juntar-se ao Projeto Benjamim para dois concertos especiais. Nascida em Maputo, veio para Portugal em sete anos, mas continua a representar a cultura moçambicana, com soul, jazz e afrobeats, criando uma sonoridade única e espiritual. Com uma presença de palco magnética e uma voz poderosa, Selma Uamusse utiliza a música como uma ferramenta de transformação social e celebração da identidade. Dos ritmos tradicionais aos sintetizadores modernos, cada concerto é um ritual de alegria, resistência e liberdade que convida o público a uma viagem transatlântica inesquecível. Nestes concertos, vai partilhar o palco com o Projeto Benjamim, um ensemble composto por jovens alunos da Escola Profissional de Música de Espinho (EPME) e da Academia de Música de Espinho que tem como objetivo proporcionar-lhes uma experiência de performance profissional fora do contexto erudito/clássico. Recorde-se que o Projeto Benjamim já partilhou o palco com a espanhola Lorena Álvarez, o brasileiro Castello Branco, e Lena d’Água, entre outros.

Em maio, dia 9, a violinista cubana Yilian Cañizares, com o seu trio composto por Inor Sotolongo (percussão) e Childo Tomás (baixo), apresenta o mais recente “Vitamina Y”. Pela primeira vez em Espinho, uma celebração da vitalidade e da mistura cultural da violinista cubana, num universo deslumbrante e multifacetado: os ritmos afro-cubanos, a energia do jazz, a profundidade da música clássica e o pulsar de África encontram-se, reinventam-se e nutrem-se mutuamente.

Dia 22, The Gurdjieff Ensemble, grupo proveniente da Arménia, regressa a Espinho, para apresentar “Zartir” (lançado pela prestigiada editora ECM), sob a direção de Levon Eskenian. Um trabalho que dá vida ao profundo legado musical de Georges I. Gurdjieff (1877–1949), assim como outras referências da música tradicional arménia. É descrito pela crítica como uma experiência “hipnótica” e “espiritual”. Os arranjos de Levon Eskenian para instrumentos arménios e do Médio Oriente revelam a profundidade das composições de Gurdjieff, demonstrando as suas profundas ligações às tradições místicas e sagradas da Arménia, da Grécia e do Médio Oriente.

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🖋 Redação / press release

📸 Rori Palazzo

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