António Olaio duplica o imaginário com dois novos discos

António Olaio apresenta dois novos trabalhos discográficos editados pela Lux Records — “If My Heart Had a Brain”, em colaboração com Victor Torpedo, e “Next Stop is Yesterday”, com Manuel Guimarães.

Dois álbuns, duas linguagens, dois diálogos artísticos que confirmam a singularidade de um criador que continua a cruzar música, artes visuais e performance.

O que começou com a troca de duas canções rapidamente se transformou num álbum inteiro. Em “If My Heart Had a Brain”, António Olaio e Victor Torpedo constroem um universo onde música e palavra se contaminam mutuamente, num processo quase orgânico: às composições de Torpedo, densas e evocativas, juntam-se as letras de Olaio, que parecem descobrir melodias escondidas dentro das próprias melodias.

Canções como “Where Paris Used To Be”, “Les Amours de Salazar”, “Crying My Brains Out” ou a faixa-título revelam um disco onde o absurdo, o humor e a melancolia coexistem, como se o coração pensasse e o cérebro sentisse — invertendo papéis e expectativas.

Em “Next Stop is Yesterday”, o piano de Manuel Guimarães torna-se o território onde as palavras de António Olaio encontram novas formas de existência. Entre canções inéditas e outras que ganham aqui nova vida, o disco reflete a dimensão performativa do duo, aproximando-se da forma como estas composições se revelam ao vivo.

Temas como “Black Jello Birthday Party”, “I’m Just Another Brain in the Country”, “Heading West” ou “Next Stop is Yesterday” evidenciam a enorme plasticidade do piano de Guimarães — um instrumento que não acompanha apenas, mas transforma, expande e reinventa cada canção.

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🖋 Redação / press release

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