A terceira onda do SONS NO PATRIMÓNIO leva música e experiências a quatro lugares com história

Santa Maria da Feira, Santo Tirso, Vila Nova de Gaia e Paredes recebem, entre 2 e 5 de outubro, concertos, visitas e oficinas que cruzam experiência com património, criação contemporânea e identidade local

Depois de Vila do Conde, Valongo, Matosinhos, São João da Madeira, Póvoa de Varzim e Porto, o SONS NO PATRIMÓNIO prossegue a sua viagem pela Área Metropolitana do Porto, levando, entre 2 e 5 de outubro, música e experiências ao património de Santa Maria da Feira, Santo Tirso, Vila Nova de Gaia e Paredes.

Na sua 9.ª edição, promovida pela Área Metropolitana do Porto em parceria com os 17 municípios, o SONS NO PATRIMÓNIO continua a propor uma forma envolvente de descobrir o território: através dos lugares, das suas histórias e, sobretudo, dos sons que neles ganham vida.

A terceira onda começa na sexta-feira, 2 de outubro, em Santa Maria da Feira, com o concerto dos IBSXJAUR, às 21h30, na Casa do Povo.

Formado por JAUR, cantautora pop, e INFRABASSESATURE, produtor de música eletrónica, o duo cruza techno, drum and bass e hyperpop com uma pop crua, melódica e contemporânea. Depois de passagens por festivais como Vodafone Paredes de Coura, The Great Escape, Emergente, TiMilha e Som Riscado, IBSXJAUR apresentou, no final de 2025, o álbum “SANITY”, editado pela Cuca Monga.

A escolha da Casa do Povo acrescenta outra camada à experiência. Com raízes nas instituições criadas na década de 1930, o espaço desempenhou ao longo do tempo funções de apoio social e representação das comunidades rurais, assumindo posteriormente um papel relevante na preservação da identidade cultural do concelho. Hoje, mantém-se como espaço de dinamização cultural e de ligação à comunidade.

Antes do concerto, o SONS NO PATRIMÓNIO convida ainda à descoberta autónoma do centro histórico de Santa Maria da Feira, num percurso que passa pelo castelo, espaços museológicos, jardins e outros lugares emblemáticos, terminando à mesa com a tradicional Fogaça.

No sábado, 3 de outubro, o SONS NO PATRIMÓNIO chega a um dos grandes símbolos da memória industrial do Vale do Ave: a Fábrica de Fiação e Tecidos do Rio Vizela.

 A programação começa às 15h00, com a oficina “A Arte de Estampar em Têxtil”, por Isabel Guimarães, seguindo-se, às 17h00, uma visita guiada à antiga fábrica. Às 18h30, o espaço transforma-se em palco para o concerto dos mutu.

Projeto bracarense formado em 2020, mutu cruza eletrónica, música tradicional, jazz, psicadelismo, fado e post-rock, construindo uma linguagem contemporânea e minimalista marcada por uma forte dimensão identitária. O primeiro trabalho discográfico, “A Morte do Artista”, explora precisamente esse cruzamento de influências e lança um olhar crítico sobre o lugar da cultura e da criação artística no mundo contemporâneo.

Criada em 1845, a Fábrica de Fiação e Tecidos do Rio Vizela foi a primeira unidade de fiação do país e chegou a empregar mais de três mil pessoas. Tornou-se um dos grandes motores da industrialização e do desenvolvimento económico e social do concelho de Santo Tirso, assumindo um papel central na história da indústria têxtil do Vale do Ave.

No domingo, 4 de outubro, o SONS NO PATRIMÓNIO instala-se na Casa Barbot, em Vila Nova de Gaia, para uma tarde em que arte, arquitetura e música se encontram.

Às 17h00, Manuel Casimiro conduz uma visita comentada à exposição “Espelho, Reflexão”, num percurso onde memória, património e contemporaneidade se cruzam através do olhar do artista.

Duas horas depois, às 19h00, é a vez de Marco Oliveira e José Peixoto apresentarem um concerto inspirado no álbum “Caminho é quanto fica da viagem”, num diálogo entre duas guitarras, doze cordas e a voz, marcado pela palavra e pela reflexão sobre identidade.

Construída em 1904, a Casa Barbot é um dos mais relevantes exemplares de arquitetura residencial burguesa do início do século XX em Vila Nova de Gaia. De inspiração Arte Nova, reúne azulejaria, estuque, ferro forjado, cantaria, vidro e pintura decorativa, integrados numa conceção de conjunto particularmente singular. Classificada como Imóvel de Interesse Público em 1982, é hoje um equipamento cultural do município.

Esta terceira onda sonora termina na segunda-feira, feriado de 5 de outubro, em Paredes, num lugar onde a memória secular encontra uma nova vocação cultural.

Às 17h00, o público é convidado para uma visita guiada ao Museu do Mobiliário de Paredes – Mosteiro de Vilela. Às 18h30, o antigo espaço conventual recebe emmy Curl, que apresentará o seu novo trabalho “Pastoral 2.0”, lançado em setembro de 2026.

Nascida e criada nas montanhas de Vila Real, emmy Curl tem vindo a trabalhar sobre as raízes do folclore transmontano e celta, reinterpretando antigas melodias através de uma linguagem contemporânea. “Pastoral 2.0” dá continuidade à pesquisa iniciada com “Pastoral”, álbum editado em 2024 e distinguido com o Prémio José Afonso.

Instalado no Mosteiro de Santo Estêvão, em Vilela, o Museu do Mobiliário de Paredes é um equipamento cultural ligado à identidade do território e à sua tradição na madeira e no mobiliário. O edifício, classificado de Interesse Público, tem origens anteriores à fundação de Portugal e assume hoje uma nova função de preservação, aprendizagem, experimentação e reflexão sobre o património local.

De 18 de setembro a 22 de novembro, a 9.ª edição percorre 17 municípios, numa programação que reúne concertos, visitas, caminhadas, exposições, oficinas, gastronomia e outras experiências.

Porque a música pode ser muito mais do que aquilo que se ouve. É uma forma de descobrir um lugar, reconhecer uma memória e sentir um território.

Todos os concertos têm entrada gratuita. Algumas atividades estão sujeitas a inscrição prévia.


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🖋 Redação / press release

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