Enquanto cantava e dançava diante de todos no Vodafone Paredes de Coura, o público percebeu que Zaho de Sagazan é uma estrela. Aguardada por muitos, desconhecida por outros, Zaho de Sagazan era sem dúvida um dos nomes mais aguardado neste primeiro dia de festival.
E tudo começa com uma voz. Uma voz impenetrável, rouca, daquelas que raramente se ouvem. O mundo descobriu a artista durante a cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos de 2024.
O seu disco de estreia, “La symphonie des éclairs”, é um dos maiores fenómenos pop da, França. Uma neo-chanson iluminada por luzes de néon. Mas Zaho de Sagazan é difícil de definir, tal é o seu carácter de OVNI na nova cena da música francesa, segundo a revista Vogue.
Natural de Saint-Nazaire, França, Zaho de Sagazan cresceu numa casa onde o ruído era constante. Mais precisamente: os gritos eram constantes — os dela e os das suas quatro irmãs. Filhas de pais artistas, viveram uma liberdade rara. Tudo lhes era permitido explorar: do piano à dança, passando pelo canto e pela escultura (Olivier de Sagazan, pai da família, é escultor e colaborou em videoclipes de Mylène Farmer e FKA Twigs, entre outros).
As tardes em casa eram marcadas por musicais da época, como Mozart ou “Roméo et Juliette”. Mas mal se ouvia a música — abafada pelas vozes das irmãs Sagazan.
Este retrato familiar ajuda a perceber a intensidade e autenticidade que Zaho trouxe para o palco do Vodafone Paredes de Coura, transformando a segunda parte do seu concerto numa gigante pista de dança.
Zaho classificou sem dúvidas o concerto no Vodafone Paredes de Coura como um dos melhores de sempre da sua carreira que conta com mais de 400 concertos em 4 anos.
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? Sandra Pinho
? Paulo Homem de Melo


