A Mosca apresenta “Corpos em Stock” novo single de antecipação ao álbum “a mosca mosca”

A Mosca revela “Corpos em Stock”, novo single de antecipação ao álbum de estreia “a mosca mosca”, com edição marcada para o próximo dia 13 de abril.

Mais do que um single, “Corpos em Stock” assume-se como um manifesto poético e político. Num fluxo de imagens densas e fragmentadas, a canção constrói uma reflexão sobre a multiplicação do eu, a alienação coletiva e a mercantilização do corpo, propondo uma rutura com a passividade contemporânea. “Corpos há muitos. Corpos nunca são demais. Se não gosta deste temos outro”, expondo um universo onde o corpo circula como objeto substituível, enquanto a alma permanece em expansão.

A composição desenvolve-se como uma matéria em constante transformação – “uma forma informe em metamorfose que se mexe dentro de águas paradas” – trazendo à superfície uma voz interior que se impõe sobre o ruído exterior. Entre a repetição, o excesso e a saturação, emerge um apelo à consciência: “É preciso acordar agora. Sair da multidão na montra pronta a esgotar-se”.

Musicalmente, o tema insere-se na linguagem singular d’A Mosca, marcada por uma fusão entre jazz, rock e eletrónica experimental, onde dissonâncias, ruído e paisagens sonoras cruas coexistem com elementos de estrutura pop. A banda é composta por Diogo Lopes na bateria, Maria Ana Guimarães nos teclados e sintetizadores, Sara Sousa na voz e teclados, e Tiago Nóia na guitarra e vozes secundárias, sendo também este último responsável pela captação, mistura e masterização do tema. O processo de criação e gravação decorreu de forma autónoma, entre a sala de ensaios e os espaços pessoais dos músicos, refletindo uma prática independente e orgânica. O songwriting é assinado por A Mosca, com artwork de Tiago Santos.

Formados em 2024, A Mosca afirma-se como um projeto de natureza híbrida e mutante, que cruza diferentes linguagens musicais e artísticas numa abordagem assumidamente experimental. “A Mosca é uma qualquer a passar por nós, com a sua visão caleidoscópica e distorcida do mundo”, descreve a banda, sublinhando um posicionamento que oscila entre o comentário social e a exploração estética.

A sua música nasce da colisão de universos distintos, traduzindo-se numa experiência sonora e performativa que aborda temas como a precariedade, a tirania social, a desobediência, a liberdade e a arte enquanto espaço de resistência. Com letras incisivas e uma voz que se desdobra entre o íntimo e o coletivo, o projeto constrói um discurso onde o político e o poético se entrelaçam.

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🖋 Redação / press release

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