No segundo dia do Primavera Sound Porto 2026, Rita Vian apresentou-se como uma força magnética, capaz de transformar o Parque da Cidade num território simultaneamente íntimo e inquietante. Entre a eletrónica, a palavra e uma identidade artística cada vez mais singular no panorama nacional, Rita Vian construiu um concerto onde a vulnerabilidade e a intensidade caminharam lado a lado.
Desde os primeiros instantes percebeu-se que aquele não seria um espetáculo para ser apenas assistido. Era um convite para mergulhar num universo próprio, feito de texturas sonoras densas, ritmos hipnóticos e emoções expostas sem filtros.
Rita Vian conduziu o público por paisagens sonoras onde a melancolia se cruzava constantemente com a força. Cada canção do novo álbum “LIGA DURA” parecia funcionar como um capítulo de uma narrativa maior, onde as questões da identidade, da pertença e da condição humana surgiam sem respostas fáceis, mas carregadas de significado.
Sem necessidade de seguir fórmulas previsíveis, Rita Vian construiu um concerto que se moveu constantemente entre a delicadeza e o confronto, entre a contemplação e a explosão.
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🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


