Longe de “Daddy Home”, St. Vincent tomou conta do Palco heineken no NOS Alive’25.
considerada uma das presenças mais inovadoras e fascinantes na música moderna, Annie Clark no papel deSt. Vincent regressou ao NOS Alive com o seu manifesto post-plague pop, “All Born Screaming”.
De forma decadente e despindo o glamour de “Daddy Home”, St. Vincent protagonizou aquele que será recordado como o melhor concerto da edição de 2025 do NOS Alive.
Em palco vivemos uma desolação espiritual, mas ao mesmo tempo uma aceitação extática. Uma forma de protesto, de gritar, de auto-afirmação de que estamos vivos, que respiramos mas que nascemos a gritar, portanto, nascemos em protesto.
Percorrendo as canções de “All Born Screaming”, Annie faz-nos reflectir porque é aterrorizante estar vivo, espelhado em temas como “Big Time Nothing”
Ao longo de quase 90 minutos, St. Vincent leva-nos através da sua sonoridade pelo caminhar sozinha pela floresta à procura da verdade numa inspiração clássica pelas Pinturas Negras de Goya.
Morte, perda, transcendência e autenticidade complementam a sua apresentação no NOS Alive a fechar a noite do segundo dia do festival.
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? Sandra Pinho
? Paulo Homem de Melo


