Maria Reis apresenta “Benefício da Dúvida”

Maria Reis lança, esta sexta, 6 de maio, o álbum “Benefício da Dúvida” via Cafetra Records. Após “Maria” (2017), “Chove na Sala, Água nos Olhos” (2019) e “A Flor da Urtiga” (2021), “Benefício da Dúvida” conta com a participação especial de Júlia Reis e será apresentado ao vivo num concerto na Culturgest, em Lisboa, a 25 de maio, dando início a uma série de concertos em diversas cidades portuguesas.

Em Lisboa, Maria Reis (voz, guitarra acústica e viola braguesa) estará acompanhada no palco pela irmã Júlia Reis (voz e pandeiro) e Arianna Casellas, Ela Li, Leonor Arnaut, Nëss, Puçanga e Sallim (vozes).

 

É o regresso de Maria à Culturgest depois de ter apresentado, no início de 2020, o álbum “Chove na Sala, Água nos Olhos”. Nas palavras de Pedro Santos, programador de música da Culturgest, “em retrospetiva, foi uma espécie de festa final para uma plateia rendida, onde celebrámos intensamente todas as emoções através do seu aplaudidíssimo Chove na Sala, Água nos Olhos, bem antes de nos fecharmos nos casulos por conta de uma pandemia“. Agora, “Maria Reis vem cantar sobre si, sobre o seu mundo infinito, com a honestidade na boca e uma fúria controlada sem igual, carregando com um sorriso na cara a autoridade suprema de poder representar uma geração inteira”.

 


Sobre o disco, Filipa Cordeiro escreve: “Uma noite, no Porto, Maria Reis ouviu alguém dizer que ‘o amor sem imaginação é um estado’. Encontramos estas palavras no poema que figura na contracapa de Benefício da Dúvida. Ao longo de sete músicas, Maria conduz-nos pelo estreito e inebriante caminho que o amor desenha sobre o abismo, equilibrando-se entre o risco das certezas vazias de imaginação e o risco da queda. Depois da colorida tristeza e raiva que encontrámos em Chove na Sala, Água nos Olhos, álbum em que colaborou com vários músicos e produtores, e da ternura e ironia de A Flor da Urtiga, produzido por Noah Lennox (Panda Bear), Benefício da Dúvida aparece consideravelmente mais despido, com arranjos simples e crus criados no seio de um grupo íntimo: Júlia Reis, na voz e no pandeiro, e Leonardo Bindilatti que, com Maria e Júlia, assina a produção. O uso de meios mínimos espelha um longo período de digressão a solo, que incluiu duas residências de criação (no Teatro Viriato, em Viseu, e no Gnration, em Braga), onde nasceram algumas destas músicas, depois gravadas entre Braga e Lisboa.

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