Diana Vilarinho estreia esta sexta-feira, 16 de outubro, um videoclipe profundamente pessoal, inspirado na história real da sua avó materna. Uma homenagem à força das mulheres, às raízes familiares e à coragem de recomeçar, construída a partir de imagens íntimas e memórias de família.
Há histórias que atravessam gerações. Histórias de mulheres que desafiaram o seu tempo, que encontraram coragem onde parecia não existir saída e que, mesmo perante a adversidade, nunca deixaram de procurar uma vida melhor.
É uma dessas histórias que dá vida a “Pamplona, 1978”, tema da fadista Diana Vilarinho que, a 16 de outubro, ganha uma nova dimensão através de um videoclipe construído a partir de imagens reais, memórias familiares e gravações íntimas. Mais do que uma homenagem, “Pamplona, 1978” é uma viagem às origens de Diana Vilarinho e ao percurso extraordinário da sua avó materna, uma mulher que encontrou na coragem de partir a possibilidade de voltar a nascer.
Nascida em 1937, em Macedo de Cavaleiros, numa aldeia de Trás-os-Montes, a avó da fadista viveu uma realidade marcada pela dureza da vida e pela violência doméstica. Mãe de dez filhos, numa época em que abandonar um casamento era socialmente condenado e particularmente difícil para uma mulher, tomou uma decisão que mudaria para sempre o seu destino: fugir de Portugal e procurar, em Pamplona, Espanha, a liberdade que lhe era negada.
Em 1978, acompanhada por alguns dos filhos, iniciou uma nova vida. Uma decisão de enorme coragem que, décadas depois, se transformaria em inspiração para uma canção e, agora, para um filme de família.
“Pamplona, 1978” é o lugar e o ano em que uma mulher encontrou a oportunidade de recomeçar. A canção, com letra de Diana Vilarinho e música de André Santos, representa também um momento de afirmação pessoal enquanto autora.
“É a primeira vez que me atrevo a assumir que escrevo alguma coisa. Neste caso, tive um bocadinho mais de coragem porque falo precisamente sobre a minha avó materna.”
Ao longo da criação do disco, a história de vida da avó acabou por tornar-se uma referência central, inspirando muitas das inquietações, reflexões e emoções presentes nas canções. Aquilo que começou por ser uma inspiração transformou-se, quase naturalmente, numa homenagem à sua vida e à sua extraordinária capacidade de resistência.
“Foi uma mulher com muita força, com muita coragem, que encontrou maneira de mudar o rumo da sua vida e encontrar uma solução melhor para ela e, na altura, para os seus filhos.”
Se “Macedo de Cavaleiros, 1937”, outro tema do álbum, assinala o lugar e o ano do nascimento da avó, “Pamplona, 1978” representa simbolicamente o seu segundo nascimento. O momento em que deixou para trás uma vida de sofrimento e encontrou a possibilidade de escrever uma nova história.
__________________________________________________________________________________________________________________________
🖋 Redação / press release


