Gonçalo Gomes apresenta o EP de estreia “Prólogo”. O curta duração reúne oito temas, unidos pela narrativa de uma mesma personagem: uma relação conturbada, a perda da pessoa que ama e a culpa que permanece depois do fim. Dividido em dois pontos de vista, o projeto começa pelo lado de quem “errou” e avança depois para a perspetiva de quem ficou do outro lado, construindo uma história feita de diferentes momentos e emoções.
“Este EP fala sobretudo de perda, culpa e da forma como uma experiência pode continuar a perseguir-nos mesmo depois de ter terminado. Existe uma narrativa que atravessa as músicas, acompanhando uma personagem que passa por uma relação complicada, perde a pessoa que ama e fica presa à culpa pelo que aconteceu”, explica Gonçalo Gomes. “Mais do que contar uma história de forma linear, quis que as músicas fossem construindo diferentes momentos e emoções dentro dessa narrativa, deixando também espaço para que o ouvinte interprete o que realmente aconteceu“, acrescenta o artista.
As primeiras quatro músicas – “Doce Ilusão”, “Erros”, “Não Sei Viver” e “Apocalipse” – acompanham o percurso de quem “errou” e exploram a culpa, a tristeza e a dificuldade em lidar com as consequências das próprias ações. A segunda metade do EP apresenta o outro lado da história, desde a vontade de continuar em “Meia-Noite” à raiva de “Mau da Fita”, passando pelo desespero de “Castigo” e chegando finalmente à aceitação do término em “Ainda Estou Aqui”.
“Ao longo do EP, essa história começa a cruzar-se cinematograficamente com a ideia de indústria e de como uma tragédia pessoal pode ser transformada numa narrativa vendável. A personagem principal deixa de ser apenas alguém a viver aquilo e passa, aos poucos, a ser alguém que está a ser observado, moldado e transformado numa figura artística, passando a ser tratado como um mero fantoche“, conta Gonçalo Gomes.
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🖋 Redação / press release
📸 João Monteiro


