Ão lançam “Sofrimento” uma reinterpretação de um dos temas mais emblemáticos de Waldemar Bastos

Os Ão lançam esta terça feira 6 de outubro, o novo single “Sofrimento”, uma reinterpretação de um dos temas mais emblemáticos do músico angolano Waldemar Bastos. Lançada em 1988 no álbum Pretaluz pela icónica label de David Byrne, Luaka Bop, e produzido por Arto Lindsay, esta canção é uma referência para a banda praticamente desde a sua formação.

Mais do que uma versão, “Sofrimento” tornou-se, ao longo dos últimos anos, quase uma canção dos próprios Ão. O tema faz parte do repertório ao vivo da banda desde 2019 e foi sendo sucessivamente desconstruído e reconstruído em concerto, absorvendo a linguagem muito própria do quarteto belga: a voz de Brenda Corijn, as guitarras de Siebe Chau, a eletrónica de Jolan Decaestecker e a percussão de Bert Peyffers.

“A canção ‘Sofrimento’ acompanha-nos desde o início dos Ão. É uma canção que diz respeito a todos nós, que fala do sofrimento no mundo e que parte de uma questão essencial: ‘Porquê tanta dor, porquê tanto ódio, se afinal somos irmãos? Temos de estender a mão uns aos outros.’ Tornou-se um tema indispensável no nosso alinhamento. De cada vez que a tocamos, voltamos a ser tocados por esse apelo à união. De tanto a tocarmos, foi-se transformando por completo dentro do universo dos Ão numa versão grotesca e abrasadora da canção”, explica Brenda Corijn.

Um ano depois da edição de “Malandra”, o segundo álbum que confirmou a projeção internacional do grupo, “Sofrimento” introduz “Obra”, um mini-álbum com edição marcada para 16 de abril de 2027.

São cinco novas canções nascidas no mesmo período criativo de Malandra, que completam a história iniciada nesse disco. Se os interlúdios “Ode”, “Sono” e “Pra Onde Eu Vou” deixavam já entrever outros caminhos, são agora essas sementes que se transformam em canções completas. O título, “Obra”, no sentido simultâneo de trabalho e criação, fecha assim o ciclo da “Malandra”, figura que atravessa este universo: livre, astuta, contraditória, guiada pelos seus desejos e pelas suas próprias regras.

Os Ão têm uma sonoridade difícil de definir, que mistura eletrónica, art pop, saudade e pulsões latinas, como começaram por revelar no álbum de estreia “Ao Mar” (2023). Brenda, de raízes moçambicanas e portuguesas, canta em português e inglês, fazendo da língua e das diferentes geografias que coexistem na banda uma parte essencial da sua identidade musical.

A tour de “Malandra” termina o ano em Portugal, com concertos a 18 de dezembro, na Casa Capitão, em Lisboa, e a 19 de dezembro, na Sala 2 da Casa da Música, no Porto, depois de passar por Espanha, Luxemburgo, Alemanha, República Checa,  França, Itália, Suíça, Países Baixos e Bélgica, acumulando várias datas esgotadas.


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🖋 Redação / press release

📸 Michiel Venmans

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