Nena lança esta quinta feira 1 de outubro, Dia Mundial da Música, “debaixo de água, contigo”, o seu terceiro álbum de originais. São dez canções que partem de experiências pessoais para falar de sentimentos universais: o medo e a calma, a felicidade e a tristeza, o amor, a amizade, a saudade, o desejo, a perda e a procura de equilíbrio nos momentos em que tudo parece acontecer debaixo de água.
O título nasce de uma experiência pessoal da artista. Há alguns anos, Nena decidiu fazer um curso de mergulho apesar do medo que sentia de estar debaixo de água e de não saber o que poderia encontrar à sua volta. O que começou por ser desconforto acabou por se transformar, inesperadamente, num lugar de calma.
Foi dessa descoberta que nasceu “debaixo de água, contigo”: a calma e o medo podem existir ao mesmo tempo e nem tudo precisa de ter uma resposta imediata. O “contigo” dá outra dimensão ao título. Pode ser alguém que sempre esteve presente, alguém que já não está, alguém que acabou de chegar ou até a própria pessoa. É sobre essas presenças, e sobre o que cada uma deixa, que o disco também fala.
Essa dualidade atravessa as dez canções. Em “só depois, só depois”, tema que abre o álbum, Nena escreve sobre a pressão de fazer tudo, dar sempre 100% e adiar o descanso, as relações e a própria vida para depois. Logo a seguir, em “tenho saudades de casa”, o segundo single de antecipação do disco, admite estar feliz e triste ao mesmo tempo, enquanto contrapõe a vida de cidade em cidade à vontade de regressar a casa e às pessoas que permanecem.
Há amores que o tempo transforma em “afinal tínhamos tudo”, a vontade de continuar a acreditar no amor em“o amor existe”, o primeiro single que deu a conhecer, e reencontros que parecem desafiar o acaso em “nada é do acaso”, tema que conta com a participação d’Os Quatro e Meia. Em “holograma”, Nena olha para uma relação passada e para a pessoa que era dentro dela, numa canção sobre aprender a reconhecer o que merece e a encontrar liberdade depois de deixar ir. Em “deixa-te de coisas”, troca a necessidade de perceber e controlar tudo pelo impulso de viver o presente.
Um dos momentos mais pessoais do disco chega com “não foi isto que combinámos (para a minha avó)”, escrita para a avó de Nena. Uma canção sobre a perda, mas também sobre aquilo que permanece depois dela: as memórias, os objetos, os hábitos e a presença de alguém em cada uma das pessoas que deixou. O passado regressa ainda em “vi um fantasma”, antes de “sexo e a cidade” fechar o álbum com a procura de um final feliz que não tem necessariamente de ser perfeito, apenas sincero.
A edição do álbum antecede o arranque da digressão “debaixo de água, contigo”.
Os primeiros concertos acontecem já a 23 de outubro, na Casa das Artes de Miranda do Corvo, e a 24 de outubro, no Multiusos de Guimarães. Seguem-se Castelo Branco, a 20 de novembro, e a apresentação do álbum em Lisboa, a 24 de novembro, no Teatro Tivoli BBVA. A 13 de dezembro, Nena estreia-se internacionalmente com um concerto no Jazz Cafe, em Londres. Em 2027, passa por Braga, Coimbra, Sintra, Porto, Faro e Caldas da Rainha. A 13 de março, regressa à Super Bock Arena, no Porto, para um concerto que contará com a participação especial d’Os Quatro e Meia.
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