A elegância das teclas de um piano Rhodes serve de introdução ao mais recente universo criado por Jaca. Soam assim os segundos iniciais de “Queixume”, o tema de avanço de “Crescendo”, o segundo EP do músico e produtor de 24 anos, com lançamento apontado para Novembro.
Depois de apresentar “Licor de Jaca” (2022) e os singles “Pinky” (2024) e “D¡RTY T@LK” (2025), o artista do Porto assinala uma nova etapa, ao mesmo tempo que encerra um ciclo, distinguindo a metamorfose artística e a maturação sentidas no trajecto até aqui, ao cruzar o seu vocabulário musical com o acto de crescer.
“Queixume”, a canção que conhecemos agora, reflecte o primeiro embate dessa revolução. De coração partido e “com o mundo ao contrário/sem chão”, existe um lamento profundo nas palavras elevadas por um beat inspirado no UK Garage, cortesia de ZOO, que assina a produção do tema a meias com Jaca. O piano eléctrico de André Areias e os assertivos apontamentos de guitarra de Mike11 oferecem o doce contraponto à amargura do compositor, dividido “entre o sentir e o pesar de uma relação que se julgava ser para sempre, entretanto terminada, e a procura de uma alternativa no acolhimento da vida mundana”, uma dualidade muito presente em Crescendo.
Na fusão de r&b com sonoridades tradicionais, “Queixume” é “um admitir que as coisas não correram bem”, explica ainda o cantor. Mas, mesmo destroçado, a lamber as feridas, reconhece que “há mais coisas para viver”
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🖋 Redação / press release
📸 Diogo Sousa


