No ativo há meio século e pela primeira vez em Lisboa, o pioneiro do dub Scientist é o convidado da Super de 8 de Julho. Partilha o palco e o sound system com os Simply Rockers
Os adjetivos que se colam ao nome Scientist tendem a ser superlativos, literal e figuradamente; mas nunca descabidos. A sua vida é daquelas que se confundem com lendas, o dub como o conhecemos não existiria sem ele. Todavia, e vá-se lá saber como, nunca se tinha apresentado ao vivo em Lisboa. Vai ser desta, a 8 de Julho, na Casa Capitão.
Nascido Hopeton Overton Brown em 1960, na capital jamaicana de Kingston, aprendeu a reparar rádios e televisões com o pai. Foi assim que ganhou os primeiros cobres, antes de começar a a arranjar e construir amplificadores de raiz e, mais tarde, a trabalhar no estúdio do pai do dub, King Tubby.
Entre finais dos anos 70 e inícios de 80s, ao lado de King Tubby e de outros colossos jamaicanos — como os Roots Radics, com quem gravou “Scientist Rids the World of the Evil Curse of the Vampires” — ajudou a criar o dub como o conhecemos, gravou marcos do reggae, viu o dancehall nascer. Fez da mesa de mistura e do próprio estúdio instrumentos.
Foi um dos primeiros produtores (ou engenheiros de som, como ele prefere ser chamado) com estatuto de estrela e temos a sorte de continuar lúcido e ativo, em estúdio e em palco, passado meio século. Sempre pronto para levar o género em novas e inesperadas direções, fazendo questão de lembrar que o “dub foi a primeira música electrónica” e mostrar que continua absolutamente atual.
É, por isso, um privilégio recebê-lo cá em Casa. Numa noite Super, como não podia deixar de ser. Acompanhado por Simply Rockers Sound System, que tantas vezes nos levaram por estes mesmos trilhos sonoros no velho Musicbox
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