Yasmine abriu as noites da Queima das Fitas do Porto esta quarta feira 6 de maio. O concerto foi mais do que um espetáculo — foi um encontro. Um encontro entre a artista e o público, entre raízes e modernidade, entre a força de uma voz que carrega história e a leveza pop que a projeta para o futuro.
A abertura fez‑se com elegância: Yasmine surge com um sorriso que desarmou o recinto. Bastaram os primeiros versos para perceber que a artista estava ali para criar ligação, não apenas para atuar. A voz quente, segura e cheia de textura encheu o espaço com uma naturalidade que só se encontra em intérpretes que dominam o palco sem esforço.
As canções mais conhecidas foram recebidas como pequenos hinos pessoais, cantados em coro por um público que se reconhece nas histórias no feminino que Yasmine conta — histórias de amor, de pertença, de força e de vulnerabilidade.
O concerto de Morad foi tudo aquilo que se espera de um artista que não vem apenas cantar, vem representar. Representar a rua, a vivência, a resistência e a identidade de uma geração que se reconhece na sua voz.
O rapper espanhol entrou em palco com a intensidade que o tornou fenómeno: direto, cru, sem filtros e com uma presença que ocupa o espaço antes mesmo de dizer a primeira palavra.
Não houve introduções longas nem teatralidade: houve impacto. A energia instalou‑se de imediato, alimentada por um público que sabia cada verso e que não veio para assistir, mas para viver o concerto.
Em palco a sua entrega é física, intensa, marcada por gestos rápidos, olhar firme e uma respiração que acompanha a cadência das histórias que conta.
Não há artifício — há verdade. E essa verdade é o que o torna tão magnético provocando uma alucinação colectiva na noite de quarta feira na Queima das Fitas do Porto.
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🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


