“Quinta-Essência 75/25” é o novo álbum de Carlão

“Quinta-Essência 75/25” é o novo álbum de estúdio de Carlão, uma obra que funciona simultaneamente como balanço de vida e afirmação no presente.   Escrito em vários momentos e gravado no ano em que completou 50 anos, o disco percorre memórias, tensões e contradições acumuladas ao longo de décadas, com uma escrita que se mantém frontal, observadora e profundamente humana.

A acompanhar o lançamento e para assinalar a data de edição, o álbum é disponibilizado com visualizers para os onze temas agora revelados e os cinco interlúdios que o integram, realizados por André Tentúgal, criando uma experiência audiovisual integrada.

Musicalmente, Quinta-Essência 75/25 mantém o ADN da música urbana, expandindo-o com abordagens sonoras que agregam as diferentes influências de Carlão, desde o hardcore à música afro (e até à palavra dita).

Para cumprir esta missão ambiciosa, Carlão alistou vários colaboradores que marcaram presença frequente em diferentes fases do seu percurso: João Nobre, o irmão e membro dos Da Weasel, Branko, Stereossauro, DJ Ride e Fred Ferreira.

Pela primeira vez, num disco em nome próprio, Carlão assume a composição musical de algumas canções, o que já havia feito nos projetos Algodão e Os Dias de Raiva.

Logo na abertura, “Cinco Zero” estabelece o tom, condensando a consciência do caminho feito e a irreverência que permanece, através de interpelações de alguns dos seus maiores êxitos e de um instrumental triunfante.

Ao longo do disco, um dos eixos centrais é a tensão entre o indivíduo e o ruído do mundo contemporâneo. Em “Passo a Passo”, um dos recentes temas de avanço, Carlão mergulha na ansiedade, no excesso de estímulo e na dificuldade em encontrar equilíbrio: “Andando pelos cantos da minha cabeça / Com os podres que encontro, é possível que adoeça.” Essa dimensão crítica amplia-se em outros temas, como “Na Loucura”, um dos momentos mais politizados do disco, ou “Dez Palcos”, “Corta e Cola” e “Intrujas e Otários”, que não evitam o comentário direto à indústria e à cultura musical atual, à superficialidade e às dinâmicas de comercialização da Arte.

A par desta leitura do coletivo, o álbum mergulha também na esfera mais íntima e emocional de Carlão. Em “Oh Nha Nené”, canção editada ainda em 2025 e escolhida para ser a primeira revelação, o artista constrói um dos retratos mais vulneráveis do disco, marcado pela relação com a mãe e pelas aprendizagens que esta lhe passou. Este regresso às raízes também é sentido noutras faixas como “Nair Ki Fla”, um poema de José Maria Neves (primo do artista) musicado numa nova versão altamente inspirada nas suas origens cabo-verdianas.

Carlão apresenta também temas como “Para Lá da Espuma”, single lançado em fevereiro, ou “(Sabes A) Natal”, que mergulham numa dimensão mais romântica e interpelam diretamente uma figura feminina. “A Sorte”, tema de destaque do disco, encontra-se dentro desta temática, uma canção vibrante, com produção assinada por Branko, que mostra um homem apaixonado: “A ideia já cresce e eu sei que vou / Ser o homem que tremeu, mas não vacilou.”

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🖋 Redação / press release

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