Trinta anos depois de “O Expresso do Submundo” ter deixado a primeira marca do coletivo na história do rap português, os Dealema regressam com “96 ao Infinito”, um novo álbum que nasce menos como retorno e mais como continuação inevitável de uma trajetória rara na música portuguesa.
Treze anos após “Alvorada da Alma” , o coletivo prova que o tempo não lhes limou o ímpeto; pelo contrário, afinou a chama criativa. Nas palavras de Maze, “este disco surge como a prova viva de um pentágono que só cria quando está alinhado: cinco vértices, cinco percursos sólidos a solo, uma única força quando se juntam. 96 ao Infinito é simultaneamente memória e futuro, um testemunho de três décadas de independência, resistência e palavra afiada como bandeira.”
Sonoramente, “96 ao Infinito” percorre um mapa amplo: beats que respiram entre o clássico e o contemporâneo, numa reinvenção sem nunca perder identidade. Ambientes que alternam entre a penumbra urbana e a luz aberta do horizonte. As letras surgem como sempre, exímias e cirúrgicas, ora íntimas ora incendiárias, demonstrando a maturidade de quem aprendeu com o tempo sem nunca perder o fogo. Os convidados – Bezegol, Manel Cruz, Zacky Man, Ace e David Cruz – aparecem como pontes naturais de afinidade artística, reforçando um disco que celebra um caminho guiado pela persistência e iluminado pela palavra.
Sempre underground na sua essência, sempre independentes por convicção, os Dealema transformaram um caminho tortuoso em força coletiva, tornando-se voz de várias gerações e inspiração para quem acredita que é possível construir sem concessões. O rótulo de “banda de culto” não os protege da responsabilidade, aprofunda-a: “honrar a palavra, o compromisso e a ligação olho no olho com o público”, reforça Mundo Segundo.
__________________________________________________________________________________________________________________________
🖋 Redação / press release


