Howling Bells lançam “Strange Life” o primeiro álbum em mais de 12 anos

Os Howling Bells lançam esta sexta feira 13 de fevereiro “Strange Life”, o seu primeiro álbum em mais de doze anos, pela Nude Records.

Desde o início — quando se destacaram com o aclamado álbum de estreia homónimo em 2006, num panorama dominado pelo indie britânico desleixado e por bandas masculinas de calças skinny — o trio australiano composto por Juanita Stein (voz e guitarra), Joel Stein (guitarra) e Glenn Moule (bateria) sempre foi uma anomalia fascinante. Mudaram-se para o outro lado do mundo em busca de um sonho que rapidamente se tornou realidade: tocaram na NME Tour, atuaram em estádios como banda de abertura dos Coldplay e conquistaram elogios da crítica mais exigente. Apesar das mudanças na formação ao longo dos anos, o indie rock hipnótico dos Howling Bells manteve-se singular — reflexo direto da união inquebrável entre os seus membros. Influenciados por Tom Waits, Sonic Youth, Nirvana, Fleetwood Mac e Björk, criaram uma mistura imersiva e intoxicante, feita de romance sépia e arrebatamentos de rock’n’roll.

“Strange Life” é simultaneamente um documento vibrante e um testemunho exploratório dessa química alquímica. O título reconhece a estranheza que está no coração da música — e, cada vez mais, do mundo que nos rodeia. “Adoro a palavra strange”, diz Juanita. “Pode abarcar uma infinidade de experiências: ser fantástico, ser trágico e tudo o que existe pelo meio. Persistir como banda é algo para lá de estranho, e estar vivo em 2025 é a experiência mais estranha de todas. Parece que existe uma linha divisória na existência: antes e depois de 2016, quando certas pessoas foram eleitas e depois chegou a pandemia. Tudo o que veio a seguir ficou realmente, realmente alucinante.”

Um álbum que recupera a perspetiva musical única que despertou a atenção do mundo no início da carreira da banda, mas agora filtrada por uma vida inteira de experiências, “Strange Life” é ao mesmo tempo familiar e novo. Um disco que se desdobra como um velho amigo para os fãs de longa data, mas que fala numa linguagem que só a maturidade e algumas voltas adicionais ao sol permitem compreender. É, sugere Juanita, um álbum sobre experiência e sabedoria. “Se não fores capaz de reconhecer os erros e a dor e transformá-los em música bonita, eles ficam a apodrecer dentro de ti”, afirma. “E eu nunca quero que isso aconteça.”

Do macro ao íntimo, “Strange Life” percorre tudo com humanidade e coração. “Quando estás a mover-te muito rápido, não tens tempo para refletir”, diz Juanita. “Mas entre o último álbum e agora, tornar-me mãe e todas essas coisas a fundirem-se criaram uma reflexão profunda sobre a minha vida e sobre a música que fizemos enquanto banda.”

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🖋 Redação / press release

📸 David Titlow

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