Auditório de Espinho recebe Rabih Abou-Khalil, James Brandon Lewis Trio, Mário Laginha, Carlos Bica & Azul, Sessa e Sexteto de Bernardo Moreira no arranque de 2026

De janeiro a março de 2026, o Auditório de Espinho (AdE) propõe jazz, música clássica, MPB, pop-rock, espetáculo infanto-juvenil e música tradicional, num total de 12 propostas.

“A programação do primeiro trimestre de 2026 continua a refletir exemplarmente a missão do Auditório de Espinho: a de oferecer uma programação diversificada, destinada a vários públicos e faixas etárias, capaz de despertar a curiosidade dos públicos e com fatores de distinção, como são os projetos resultantes das duas orquestras residentes. Entre janeiro e março, o AdE apresentará 12 concertos, de géneros diversos, combinando nomes e projetos artísticos consagrados, com novos valores em ascensão, mantendo a cumplicidade muito especial que o AdE tem desenvolvido através de colaborações de jovens aprendizes do ofício de músico, com artistas firmados, como acontece com o concerto dos Lavoisier”, afirma Alexandre Santos, coordenador do AdE.

O ano arranca com “Entre Paredes”, um concerto que junta o Sexteto de Bernardo Moreira com a Orquestra de Jazz de Espinho (OJE). Este reencontro, marcado para dia 17 de janeiro, tem como ponto de partida os discos do contrabaixista dedicados a Carlos Paredes – “Ao Paredes Confesso” e “Entre Paredes” –, agora com arranjos para big band, da autoria dos jovens músicos Estela Alexandre e Tomás Marques, mas também de Carlos Azevedo. Ao lado de João Moreira (trompete), Tomás Marques (saxofone alto e soprano), Ricardo J. Dias (piano), Mário Delgado (guitarra) e Joel Silva (bateria), Bernando Moreira e a OJE apresentam “Entre Paredes”, um concerto que funde o universo do jazz com o da música tradicional portuguesa. 

A 31 de janeiro, Luís Duarte leva ao palco do AdE o primeiro disco que gravou para a editora Hyperion,“Fernando Lopes-Graça: Glosas e Embalos”, onde interpreta obras de uma das figuras fundamentais da música portuguesa do século XX: o compositor, pianista, maestro, conferencista, etnomusicólogo e militante político, incansável na sua missão de (re)estabelecer a autêntica música popular portuguesa, apesar do ambiente hostil do Estado Novo. Natural de Espinho, o pianista volta a casa para este concerto a solo que será comentado pelo pianista Fausto Neves.

Entre os vários projetos musicais que Carlos Bica lidera, o trio Azul – com o guitarrista Frank Möbus e o baterista Jim Black – tornou-se uma referência internacional. Ao lado destes músicos, o contrabaixista e compositor português estreou-se em disco, em 1996, com “Azul”, considerado um dos melhores álbuns de Jazz português. Para assinalar o 30.º aniversário de carreira, Carlos Bica & Azul celebram, dia 6 de fevereiro, a liberdade e a criatividade com que têm partilhado a sua identidade musical.

No dia seguinte, o músico brasileiro Sessa regressa a Portugal para apresentar o álbum “Pequena Vertigem de Amor”, do qual já é conhecido o single “Vale a Pena”. No AdE dará a conhecer o seu terceiro registo, onde explora a paternidade e mistura soul americano com MPB clássica. Sobre o som de “Pequena Vertigem de Amor”, Sessa diz que é “mais noturno, aberto, torto e funkeado”, citando influências que vão de Shuggie Otis, Roy Ayers e Sly Stone aos brasileiros Erasmo Carlos, Tim Maia e Hyldon.

No primeiro concerto de 2026, a 13 de fevereiro, a Orquestra Clássica de Espinho, sob direção de Pedro Neves, apresenta dois concertos emblemáticos para violoncelo, interpretados pelo premiado violoncelista chinês Yibai Chen: “Concerto para Violoncelo em Dó Maior, op. 37”, de Erich Wolfgang Korngold; e “Concerto para Violoncelo n.º 1, em Dó Maior, Hob.VIIb:1”, de Joseph Haydn. A última sinfonia escrita por Mozart, “Sinfonia n.º 41, em Dó Maior, “Júpiter,” K. 551”, uma obra-prima que recapitula e sintetiza o Classicismo Vienense, complementa o programa.

A 14 de fevereiro, os These New Puritans apresentam o mais recente “Crooked Wing” no Auditório de Espinho. Disco após disco, os irmãos Jack e George Barnett têm desenvolvido um som que desafia as leis que se aplicam ao formato clássico de canção. Uma experiência de imersão e rendição, resultado de duas décadas dedicadas ao art rock.

O músico e compositor Bruno Pernadas regressa com o novo disco, “A Sound From Beneath The Earth”, onde se fará acompanhar por uma secção rítmica, vozes, metais, madeiras e eletrónica. Ao vivo, dia 21 de fevereiro, o músico convida para uma viagem por paisagens sonoras da música de fusão dos anos 80, misturando indie, pop, jazz e pop, passando pelo dance hall proveniente da cultura sound system da Jamaica dos anos 50 e 60, até nos fixarmos na sonoridade herdada pela espiritualidade dos mestres do jazz dos anos 60. “Steady Grace” e “Juro que vi túlipas” feat. Maya Blandy, são os primeiros avanços do novo disco.

No final de fevereiro, dia 27, James Brandon Lewis Trio atua pela primeira vez no AdE com o mais recente disco, “Apple Cores”, influenciado pelos ritmos e texturas do hip-hop e do funk, e gravado ao longo de duas sessões intensas e improvisadas. Este novo disco consolida James Brandon Lewis como uma das vozes musicais mais provocadoras e prolíficas da sua geração. Em Espinho estará acompanhado por Josh Werner, no baixo eléctrico, e Warren “Trae“ Crudup III, na bateria.

Para crianças e famílias, “Não se canta à mesa”, de Ana Madureira e Vahan Kerovpyan para a Frenesim, poderá ser visto dia 1 de março. Um concerto ironicamente cantado à mesa onde tudo e nada cabe – porque não se fala de boca cheia, nem de cotovelos apoiados; não se brinca com a comida, nem se põe as ervilhas no canto do prato. Mas inventam-se músicas para dar de comer e brincadeiras para empurrar os legumes. Não se canta à mesa? Quem disse?

A 6 de março, a dupla Lavoisier, de Patrícia Relvas e Roberto Afonso, junta-se ao Ensemble Vocal da Escola Profissional de Música de Espinho para apresentar “era com h”, um hino à poesia. A partir de textos inéditos de 10 poetas contemporâneos de origens e latitudes geográficas diferentes, entre eles José Luís Peixoto e Maria do Rosário Pedreira, os Lavoisier aliam a poesia, à tradição e à contemporaneidade, juntando o folclore a sons mais tradicionais.

De regresso a Espinho, dia 13, o pianista Mário Laginha vai apresentar o seu segundo álbum a solo, “Retorno” – nome inspirado no romance de Dulce Maria Cardoso. Resultado das muitas parcerias com outros músicos, o sucessor de “Canções e Fugas” (2006) servirá de ponto de partida para um recital intimista.

A 20 de março, o multifacetado músico libanês Rabih Abou-Khalil, virtuoso do Oud – instrumento árabe, da família do alaúde –, apresenta-se, pela primeira vez em Espinho, com uma fusão de sonoridades, explorando as fronteiras entre a música tradicional árabe, o jazz e a música clássica. Música original carregada de alma e improvisação, que desafia as convenções e cria um espaço onde as culturas se misturam. Conhecido pela sua abordagem ousada à música clássica ocidental e árabe, Rabih Abou-Khalil criou uma linguagem musical rítmica e melodicamente complexa que rompe com quase todos os idiomas musicais existentes

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🖋 Redação / press release

📸 Shervin Lainez

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