Regresso ao passado com a Sétima Legião

Ontem, dia 12 de novembro de 2025, pelas 21:00, a Sala Suggia da Casa da Música estava, completamente, lotada, para assistir ao concerto da Sétima Legião.

O público presente era bastante homogéneo, na questão da idade, entre 50 a 60 anos de idade, ou até mais. A geração que teve o privilégio de assistir ao nascimento de bandas, que ainda são uma referência, uma altura em que o público começou a consumir música nacional e as rádios a passarem temas nacionais.

Não posso deixar de referir que também estavam presentes alguns jovens, que cada vez mais, ouvem as bandas de que os pais falam, e gostam.

A minha visibilidade para o palco era extremamente reduzida, uma vez que é óbvio que o público vai acabar por se levantar, para dançar e cantar ao som dos temas que ainda estão gravados na sua memória. O facto de eu estar numa cadeira de rodas, não significa que eu não vá executar um trabalho, que neste caso era escrever sobre o concerto a que assisti, que acabei só por ouvir, na sua grande maioria. Mas, para a próxima vez resolvo de outra forma.

Os músicos em palco são excelentes, mas para mim os destaques vão para as várias performances na gaita de foles, e acordeão, pois a sonoridade destes instrumentos tradicionais misturada com o rock/pop dão um cunho único à sonoridade desta banda.

A grande maioria dos temas interpretados fazem parte do álbum “A Um Deus Desconhecido”, que nos remete também para o tempo em que Miguel Esteves Cardoso era lido por todos, e que era também compositor, como aconteceu em vários álbuns do grupo.

Destaco a interpretação dos temas “Sete Mares”; “Por Quem Não Esqueci”; “Glória”; “Ritual”, e “Sem Ter Quem Amar”, porque são temas que me fazem viajar no tempo, a um passado longínquo e feliz.

Destaco a voz de Pedro Oliveira, que para mim, é inconfundível.

Destaco este regresso da banda, nesta nova era de o passado musical português regressar ao presente, faz todo o sentido a Sétima Legião também estarem presentes.

Afinal, como todos dizem, recordar é viver.

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? Ana Cristina

? Sérgio Pereira

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