O músico e performer Sílvio Rosado apresenta o seu mais recente trabalho discográfico, intitulado “HÁ ESPAÇO PARA TODOS”, no dia 8 de outubro na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, às 21h00. Com produção partilhada entre Sílvio Rosado e Tiago Pereira, o disco, composto por dez faixas, reúne músicos de diferentes universos, criando uma linguagem musical híbrida e atual.
O álbum resulta de um processo criativo intenso desenvolvido ao longo de 2024, marcado por colaborações e pela procura de uma identidade musical enraizada na tradição portuguesa e aberta às sonoridades globais contemporâneas.
Segundo Carlos Morgado (Micro Audio Waves) “Se o Syd Barrett e o Júlio Pereira entrassem num estúdio no Havai, o resultado andaria perto daquele que Sílvio Rosado nos propõe neste disco. E é isso que o destaca da maioria dos projetos que nos últimos anos têm explorado a portugalidade. “Não se limita a revisitar os cânones da música tradicional portuguesa. Embora presentes, são fundidos com as arritmias da sociedade global atual, onde há lugar para tudo e para todos: folclorismo, futurismo, espiritualismo, surrealismo, psicadelismo e outros ‘ismos’ ainda por decifrar. Uma viagem sem regresso.”
Entre os convidados destacam-se Luísa Levi, na voz(Peixinhos da Horta), Gregory Rogove na bateria e percussões (vencedor GrammyLatino pela coprodução de Natalia Lafourcade, baterista de Seal, Niia, Rodrigo Amarante), Hernâni Faustino, no contrabaixo(RED trio, Motian&More Manifesto), Rodrigo Amado, no saxofone (The Bridge, Motion Trio). A identidade visual do álbum contou com a colaboração do pintor Francisco Vidal, cuja obra foi captada pelo fotógrafo João Paulo Serafim, compondo a capa do disco que reflete a universalidade e abertura do projeto.
O lançamento oficial de “HÁ ESPAÇO PARA TODOS” não se restringe ao formato concerto. É concebido como performance/happening, para ser uma experiência artística total, integrando música, poesia, dança e pintura. Neste dia, o traço de Francisco Vidal está presente nas paredes da Galeria Zé dos Bois através de grandes telas que reproduzem as pinturas que produziu no seu ateliê, na Fundição de Oeiras, durante um encontro com Sílvio Rosado e na qual teve origem a colaboração para este novo projeto.
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