A celebração do 20.º aniversário da Casa da Música não poderia dispensar o regresso do evento mais icónico da sua história no que toca às estéticas urbanas da contemporaneidade.
A noite de 30 abril ficou marcada pelo regresso do Clubbing à Casa da Música. Em edição de celebração, vieram à memória as edições de 2013 e 2014, quando o evento se assumia como uma marco importante na divulgação de novos artistas nacionais, bem como a apresentação de nomes emergentes ou veteranos internacionais como foi o caso dos Yo La tengo em 2013 ou Rodrigo Amarante em 2014.
Nostalgia à parte a noite começou no Café da Casa da Música com a luso-angolana Carla Prata e a sua fusão de r&b, música africana e trap.
Seguiu-se na Sala Suggia JP Simões que desfiou um rosário de canções suas escolhidas a dedo, como paragens de um itinerário que corporiza uma retrospetiva de carreira.
A Cibermúsica entrou em cena com a eletroacústica espacial e imersiva de Ece Canli, criadora de um universo músico-filosófico-literário-cinematográfico pontuado por técnicas vocais estendidas, texturas dinâmicas e linhas de baixo pulsantes.
A Digitópia trouxe ao Clubbing uma experiência sonora única, onde tecnologia e criação musical se fundiram numa performance digital inclusiva e inovadora em vários espaços da Casa.
Enquanto isso a produtora e rapper Cíntia sucedeu a Carla Prata no palco do Café da Casa da Música, engatando uma nova mudança para dinâmicas mais intensas e dançáveis.
Os Conferência Inferno com a sua energia vertida em eletrónica, pop, noise e psicadelismo abriram as hostes na Sala 2.
Voltando à Sala Suggia, Alfredo Del-Penho, João Cavalcanti, Moyseis Marques e Pedro Miranda com o seu projecto Desengaiola apresentaram em palco o samba e o pagode da zona sul do Rio de Janeiro.
Regressando à Cibermúsica, os Solar Corona Elektrishe Maschine fizeram ouvir o seu rock multiforme, assente em instrumentos eletrónicos, digitais e analógicos, conciliando repetição e imprevisibilidade.
A fechar os concertos da noite, a Sala 2 abriu as portas a Àkila, mais conhecida como Puta da Silva, artista multifacetada e ativista transgénero goiana residente em Lisboa. Em palco, um condensado de punk, rock, funk brasileiro e ritmos africanos.
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? Redação
? Paulo Homem de Melo


