OMIRI lança novo disco “Modas Novas e Algumas Velhas”

Após 8 anos de recolhas por todo o país e a criação de 4 discos temáticos que exploraram diferentes regiões de Portugal — “Alentejo vol. I: Évora” (2019), “Beira Litoral e Ribatejo vol. I: Pombal, Alcanena e Tomar” (2021), “Estremadura vol. I: Setúbal” (2022) e “Ribatejo e Estremadura vol. II: Abrantes e Alcobaça” (2023) —, OMIRI regressa com um novo álbum que celebra a identidade e a riqueza cultural de várias comunidades do nosso país.

“Modas Novas e Algumas Velhas” é inteiramente composto, gravado, misturado, masterizado e produzido por Vasco Ribeiro Casais, nasce do mesmo processo de descoberta que conduziu os discos anteriores. Os temas foram sendo criados em paralelo com as recolhas que deram origem aos trabalhos regionais, amadurecendo ao longo dos anos à medida que novas vozes, instrumentos e histórias se cruzavam no caminho do artista. O resultado é um disco profundamente enraizado na tradição, mas também moldado pela vivência pessoal de quem percorreu Portugal de uma ponta à outra, ouvindo, aprendendo e transformando cada experiência em música.

Mas este álbum não é apenas um retrato da cultura portuguesa — é também o testemunho das ligações humanas que OMIRI construiu por onde passou. Cada recolha não é apenas um registo sonoro, mas um encontro, uma partilha, um laço que se cria entre o artista e as comunidades que generosamente lhe abrem as portas. Essa proximidade reflete-se na autenticidade das composições e na forma como cada canção transporta não apenas um som, mas também um pedaço da vida e da alma de quem nela participa.

A base eletrónica do disco, como sempre em OMIRI, é construída exclusivamente a partir dessas recolhas de vídeo feitas por Vasco Ribeiro Casais, garantindo que cada batida, cada textura e cada paisagem sonora sejam fieis à essência do que foi captado no terreno. O álbum conta ainda com a participação especial da filha do artista, Lara Negrão Casais, na faixa A Saia da Carolina; de O Gajo, que empresta a sua viola campaniça ao tema Valentim; e do percussionista galego Xosé Lois Romero, juntamente com Aliboria, no tema Passodobre de Mangüeiro (Olvídame) — marcando a primeira vez que OMIRI incorpora elementos de uma cultura além da portuguesa.

? Redação / press release

? Sofia Vilares

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