Da última (e primeira) vez que os Godsmack tocaram em Portugal, muitos dos presentes em Vagos ainda nem sabiam ler nem escrever: 25 anos passaram desde a dose dupla dos americanos, a abrir para Limp Bizkit na tour Anger Management; dizer que as expectativas eram altas é o eufemismo do ano.
E dizer que foram superadas não fica atrás – um alinhamento com todos os êxitos, interpretados sem qualquer falha. Incluiu ainda uma “Drum Battle“, com uma segunda bateria a erguer-se e Sully Erna sentar-se atrás dela, dando início a um solo “à desgarrada” com o actual baterista, a lenda Mike Mangini, e em “Under Your Scars“, enquanto Sully dedilhava o piano, falou da fundação “The Scars” que criou, depois de cansar-se de perder pessoas. Não pediu donativos, apenas que a palavra fosse espalhada, para que pudessem ajudar mais pessoas com problemas/traumas.
Mencionou artistas que tinham tirado a própria vida (como Chris Cornell ou Chester Bennington) mas também outros que simplesmente partiram (como Ozzy Osbourne). A reacção a cada momento daquele concerto surpreendeu a banda, que prometeu voltar em breve.
É o que todos dizem, é verdade, mas o que aconteceu ali é justificação mais do que suficiente para que se torne realidade.
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🖋 📸 Renata Lino


