NOS Alive’18… Palco Coreto By Arruada 14 de Julho – Glam Magazine

NOS Alive’18… Palco Coreto By Arruada 14 de Julho

O último dia anunciado do Palco Coreto by Arruada do NOS Alive”18 fica marcado por um conjunto de artistas que se destacam pela procura da canção no seu mais diverso formato. Quer seja com uma visão mais indie ou mais afro, a canção é assunto sério a ser tratado no dia 14 de julho.

Das bandas portuguesas que mais tocam fora de portas, como é o caso de Mighty Sands, até ao exemplo afro etéreo da expressão musical de Cachupa Psicadélica, o fecho do Coreto Arruada congrega em si um misto de vertentes musicais que refletem o que de mais pertinente se faz em Portugal atualmente.

Deixando de lado a tacanhez e anacronismo do garage mais revisionista e truncado, os 800 Gondomar apontam em direções que tanto se fazem do estertor punk de “Cordoaria” ou “Cru”, da circularidade quase psicadélica de “Eclipse”, do balanço de “Miúdos Muito Jovens” e de um langor ora ternurento (Preguiça) ora desencantado (Cedofeita). De uma honestidade desarmante na forma e no conteúdo, foram alavancando o garage à força de verdadeiros hinos ao desenrasque e à vivência dos subúrbios como “O Cabeçudo” ou “Lenny” para darem agora novo passo de afirmação de identidade.

Cachupa Psicadélica é um projeto liderado por Lula”s (Luís Gomes). Nascido e criado na ilha de São Vicente em Cabo Verde, Lula”s foi criança nos anos 80 e apaixonou-se pelo rock de Seattle na adolescência, num Mindelo de “rockeiros latinos“. Continua na estrada a defender o seu disco de estreia Último Caboverdiano Triste, enquanto prepara o seu muito aguardado sucessor, que chegará em 2018.

A banda Mighty Sands assume-se como um rock ligeiro e intricado, sem grandes complicações e para dançar devagar. Por entre as tendências atuais em relação à música psicadélica, surgem como uma brisa quente eminentemente aliciante. “Big Pink”, album de estreia, é composto por dois volumes, o primeiro iniciado no final de 2016 e o segundo (mais quarto músicas) lançado agora.

Primeira Dama é Manuel Lourenço, uma das principais caras por detrás da Xita Records, editora de música baseada na cidade de Lisboa, e um dos principais nomes a ter em conta na nova geração da música portuguesa. Com Primeira Dama, o seu segundo disco, homónimo, confirma o talento e a qualidade que já tinha mostrado quando lançou Histórias por Contar, em 2016.

Lotus Fever é um quarteto lisboeta que se movimenta nas malhas do indie-rock. A música de Pedro Zuzarte, Diogo Teixeira de Abreu, Manuel Siqueira e Bernardo Afonso contém uma variedade de influências, num rock detalhado, límpido e conceptual.

Em 2016 a banda editou o aguardado segundo album “Still Alive for the Growth”, que lhes valeu elogios amplos da crítica e do público.”Dogs And Bones“, o primeiro single do álbum, estreou o teledisco realizado por Vasco Reis Ruivo e tem tanto de loucura como de relevância e atualidade.

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