“Surdina”… um filme com argumento de Valter Hugo Mãe e banda sonora original de Tó Trips

Surdina”, uma ‘tragicomédia minhota’ escrita por Valter Hugo Mãe, com realização de Rodrigo Areias e banda sonora a cargo de Tó Trips, chega aos cinemas nacionais a 9 de julho. O filme teve a sua estreia mundial em outubro passado, na 43.ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

 

A longa-metragem de ficção de Areias foi rodada em Guimarães, tendo como cenário um espaço rural, onde Isaque, um velho homem interpretado por António Durães, recebe a notícia de que a sua falecida mulher foi vista a fazer compras na feira. Revoltado, despeitado e triste, o velho homem pretende esconder-se de todos, mas os seus amigos insistem para que não dê ouvidos ao povo e que aproveite tal facto para se fortalecer e, quem sabe, casar-se de novo.

 

Rodrigo Areias lembrou-se que as personagens de Valter Hugo Mãe se baseiam, normalmente, nos seus familiares de São Cristóvão de Selho, em Guimarães e aproveitando a coincidência de serem ambos vimaranenses, laçou o desafio ao escritor para criar o argumento de ‘Surdina’, que define como ‘tragicomédia minhota’. Uma história sobre a delicadeza de se ser velho, do que resta ainda para sonhar e para amar quando a idade avança significativamente e o corpo se enfraquece.

Produzido pela Bando à Parte, “Surdina” conta no elenco com atores como António Durães, Ana Bustorff, Filomena Gigante, Jorge Mota, João Pedro Vaz ou Emilia Silvestre, entre outros.

O filme será apresentado ao público dia 8 de julho, em Lisboa, em formato Cine-Concerto, numa digressão que que passará também pelo Cinema Trindade no Porto, dia 9, e dia 10 em Guimarães no Centro Cultural Vila Flor, com a banda sonora interpretada ao vivo por Tó Trips e a emergir em absoluto nas imagens e na narrativa de Rodrigo Areias. A Tour de Cine-concertos seguirá depois por todo o pais em salas e dias a anunciar oportunamente.

 

“Surdina” é um filme em tudo diferente dos outros que Rodrigo Areias já realizou e transporta-nos para um Portugal antigo, recôndito, que afinal existe, apesar de tudo quanto façamos para nos modernizarmos.

 

8 de julho / Lisboa

9 de julho / Cinema Trindade, Porto

10 de julho / Centro Cultural Vila Flor, Guimarães

16 de julho / Festival dos Canais, Aveiro

Partilha