Periferias… festival de artes performativas regressa a Sintra este mês

O festival Periferias regressa para a sua 9ª edição, trazendo vários talentos nacionais e internacionais a Sintra.

Com início marcado para 27 de fevereiro, prolongando-se até ao dia 15 de março, o evento que promove a união lusófona e a descentralização, leva a cultura ainda mais longe, com novos palcos espalhados pelo concelho.

 

O Periferias direciona-se a públicos de todas as idades e compila, no seu programa de dez dias, vários momentos de teatro, música, dança, exposições, oficinas inclusivas, uma feira do livro, entre outros, que têm lugar em oito locais diferentes do concelho de Sintra. Além dos palcos já conhecidos como Casa de Teatro de Sintra, Casa da Cultura Lívio de Morais, Auditório do Centro Paroquial de Rio de Mouro e o Salão Nobre da Junta de Freguesia Casal de Cambra, este ano, estreiam-se no festival salas de freguesias circundantes como Casarão da Lua, em Almoçageme, e o Auditório Municipal António Silva – AMAS, no Cacém.

 

Na programação da 9.ª edição destaca-se a continuação do trabalho da obra “Chiquinho”, uma coprodução cénica da Companhia de Teatro Fladu Fla, de Cabo Verde, e da Companhia de Teatro de Sintra, o concerto de Silvestre Fonseca, compositor, professor e concertista de guitarra clássica, que irá subir ao palco com amigos das Mornas e da Bossa Nova, a peça de teatro “Lavandaria Europa”, uma comédia negra criada a partir de textos de Gonçalo M. Tavares, Miguel Real ou Angélica Liddell, e, ainda, vários espetáculos direcionados ao público mais jovem como a peça de teatro “Os Grandes não têm Grandes Ideias”.

 

A Feira do Livro das Artes Performativas é outras das grandes atrações do festival que, além de promover uma recolha de livros para as bibliotecas Namibe, em Angola, irá apresentar um livro de cariz documental, resultante das várias residências artísticas exploradas pelo “Próximo”, criação teatral da Companhia de Teatro de Sintra que retrata as diferentes realidades sociais do concelho. O ator contemporâneo Mário Viegas é, também, homenageado na exposição “Memória Teatral”.

 

“O nosso objetivo com o Periferias sempre foi levar a cultura ao maior número de pessoas possível, pelo que este ano tentámos descentralizar ainda mais o festival, alargando a nossa oferta para Almoçageme ou para o Cacém, onde nos vamos estrear.

Anualmente, temos conseguido trazer diversidade aos palcos de Sintra nunca esquecendo a componente social e inclusiva que nos caracteriza. Este ano, não é exceção. Além de termos espetáculos vindos de norte a sul do país, bem como de Angola, Guiné ou Cabo Verde, vamos ter também uma ação de solidariedade para recolher livros para as bibliotecas de Angola e várias oficinas inclusivas que promovem o bem-estar e a integração de todas as comunidades”, explica o presidente da Direção do Chão de Oliva, Nuno Correia Pinto.

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