O futuro da cultura é o futuro do ao vivo… no MIL

Já é possível começar a descobrir o programa de masterclasses, keynotes, debates e workshops do MIL, festival que regressa, ao vivo, nos dias 15, 16 e 17 de setembro no Hub Criativo do Beato.

 

Acreditando que o futuro da cultura é o futuro do ao vivo, o programa de convenção do MIL introduz uma reflexão sobre a necessidade de proteger todo o ecossistema da cultura ao vivo ao mesmo tempo que pensa criticamente a atual transformação digital e o seu impacto.

Neste enquadramento, Andy C. Pratt, académico e consultor da área da economia da cultura, protagoniza uma keynote onde apresenta estratégias para uma visão a longo prazo de recuperação do setor e de todos os seus agentes.

Há mais duas conversas keynote para assistir nesta edição: Linn da Quebrada, em participação online, e Lila Fadista partilham as narrativas de (r)existência que protagonizam na arte e na rua, e o compositor Tom Gray e a jornalista Liz Pelly discutem outras possibilidades para a transformação digital.

 

São também três os momentos de masterclass, aulas de componente teórico-prática, neste festival: Chi Chi Nwakodo, Sync executive da SONY, apresenta uma aula sobre sincronização musical, Ignasi Labastida i Juan, promotor da Creative Commons em Espanha, dá uma masterclass sobre literacia digital e novas abordagens para gerir a propriedade intelectual, a partilha e o acesso ao conteúdo, e Jonathan Goodacre, membro da The Audience Agency, desenvolve uma aula sobre formação de públicos no setor da música ao vivo no período pós-pandemia.

 

Ao programa de keynotes e masterclasses, juntam-se ainda cerca de 20 debates sobre os tópicos que ocupam a atualidade dos setores da música e da cultura e um programa de workshops orientado por profissionais especializados, com vista a fomentar a partilha de ferramentas de trabalho e de capacitação de artistas e outros profissionais destes setores.

 

Como sempre, o MIL é um espaço de networking e plataforma para a internacionalização e divulgação de artistas emergentes, promovendo o encontro, em Lisboa, de profissionais das mais diversas áreas da música e da cultura.  São vários os festivais de música, editoras, salas de programação e agentes internacionais que já confirmaram a sua presença no MIL, entre eles os festivais Primavera Sound Barcelona, Rennes Transmusicalles, Le Guess Who? e Monkey Week, as salas de programação Sala Apolo, Ancienne Belgique, L’Aeronéf, Café OTO e Manifatture Knos, as agências ATC Live e BlIP e as organizações Clubcommission, Keychange e Trans Europe Halles. Ademais, redes como a MEWEM Europa, projeto de mentoria destinado a mulheres na indústria da música, e o SLASH, programa de formação de compositores-produtores, que reforçam a importância de investir em políticas de empoderamento e de formação dos artistas e profissionais, vão reunir-se no MIL e partilhar experiências e metodologias. Para além disso, o Liveurope, rede europeia para o talento europeu emergente, vai participar no MIL com a sua rede de 16 icónicas salas de programação de música europeias.

 

O festival procura ainda estimular a inovação e o desenvolvimento do setor da música e da cultura. Uma das suas componentes de inovação é o JUMP – European Music Market Accelerator, programa financiado pela Europa Criativa que se destina a apoiar profissionais com ideias inovadoras para o setor da música. Os 18 projetos que integram este programa vão encontrar-se pela primeira vez no MIL, onde beneficiarão de momentos de intercâmbio trabalhados em conjunto com a Startup Lisboa.

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