ModaLisboa N.50… Os Desfiles – Glam Magazine

ModaLisboa N.50… Os Desfiles

O objetivo não é viver para sempre. Mas criar algo que viva para sempre. Algo que seja o reflexo do criador na interpretação deste tempo, do seu tempo próprio, da sua atualidade, e por consequência da sua eternidade. Porque, como dizia a eterna Nina Simone,é dever do artista refletir a arte do seu tempo”. É esse o papel da moda e da ModaLisboa, de sintetizar em arte o tempo em que vivemos, criando mais arte, mais moda e até mais tempo. Porque criar será sempre uma tentativa de garantir a eternidade do criador e da obra criada, prolongando o tempo que temos.

MODALISBOA N.50 já está em contagem decrescente, com apresentação das coleções outono / inverno 18/19 no Pavilhão Carlos Lopes, nos dias 8, 9, 10 e 11 de março. Juntam-se em palco criadores consagrados, LAB e Sangue Novo, herdeiros de uma tradição que é a liberdade artística proporcionada pela ModaLisboa nas suas 50 edições. Essa liberdade estará expressa nos temas sugeridos por alguns dos criadores, desde os anos vinte de Duarte ao cinema mudo de Aleksandar Protic, passando pelas auroras boreais de Gonçalo Peixoto ou o sexto sentido de Filipe Faísca.

David Ferreira apresenta uma mulher que se inspira no guarda-roupa da avó para, por sua vez, inspirar os millennials, como representação da permanência e continuidade que se exige à moda. Carolina Machado recupera o tema do amor como “objecto e obsessão”. Kolovrat propõe-nos “realidades em mudança”. Luís Carvalho inspira-se nos edifícios e luzes das grandes cidades, e nas silhuetas, materiais e grafismos da década de 60. Dino Alves remete-nos para a atualidade e para as transformações da sociedade: “O mundo mudou, todos sabemos. Para melhor em muitas coisas, mas para pior noutras tantas! No entanto há uma questão que deveríamos preservar e manter: A verdade, que neste momento parece ser apenas a outra. A outra verdade!”

Olga Noronha faz uma releitura sobre a “incerteza inquietante” de Freud quando o humano é confrontado perante uma realidade que é mistério e imaginação, como um museu de cera. Ou, porque não, a passerelle….

Para criar para sempre é preciso continuar a querer criar sempre.

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