Festival Lua Cheia – Arte da Aldeia… Uma semana de cultura em Coêdo

O festival Lua Cheia – Arte na Aldeia – iniciativa organizada pela Peripécia Teatro, cooperativa cultural que está, desde 2007, estabelecida no concelho de Vila Real – está prestes a invadir a aldeia de Coêdo.

De 20 a 25 de julho, esta pequena aldeia da freguesia de Adoufe vai receber cinco espetáculos de teatro e uma sessão de cinema, momentos que decorrem ao ar livre e que têm como objetivo colocar a arte em diálogo com o espaço e a comunidade rural. Além de uma noite inteiramente dedicada ao cinema, a edição deste ano, reserva, ainda, lugar para as artes plásticas, destacando-se, aqui, a inauguração da obra “Tragos e Komos”, da autoria do artista plástico Carlos No.

 

As máscaras de madeira do Carnaval de Lazarim são o ponto de partida da conceção de “Fardo”, espetáculo que marca o arranque do Lua Cheia. A noite de 20 de julho vai envolver o público no jogo teatral da máscara, num espetáculo de carácter poético e universal. Já a 21 de julho, os espectadores são convidados a entrar numa viagem em que os contos assumem o papel principal. “Conto Contigo”, uma coprodução com o Espaço Miguel Torga e o Município de Sabrosa, dá vida aos contos de António Modesto Navarro, Miguel Torga e João de Araújo Correia, acompanhados pela música ao vivo de Rui Fernandes.

Na fronteira da narração com a representação teatral, este é o momento perfeito para que os contadores de contos da plateia se voluntariem e que se tornem o ator principal da história.

 

O teatro volta ao palco a 22 de julho, numa noite reservada para a segunda parte do “Zona”, do Projecto Ruínas, peça que se debruça sobre a pandemia e que conta histórias das pessoas vítimas de patologias, maleitas e infeções de todo o tipo.

E depois do teatro, o cinema. “E agora, onde vamos?”, um filme de Nadine Labaki, é o destaque de 23 de julho.

Já na noite seguinte, subirá ao palco “Filho?”, uma interrogação teatral para a infância e juventude, criada em conjunto pelo Teatro O Bando e pelo Teatrão, a partir do romance “Para Onde Vão os Guarda-Chuvas”, de Afonso Cruz.

O festival Lua Cheia termina a 25 de julho, com uma produção da Peripécia Teatro: “13”, peça que pretende repensar os dogmas em torno da suposta missão espiritual da Igreja Católica. O programa do festival integra, ainda, e a seguir a cada espetáculo, um momento de tertúlia, que junta artistas e espectadores, e que será moderado por um elemento da Peripécia Teatro.

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