Festival Internacional de Música de Espinho traz o melhor da clássica e do jazz

Em razão das circunstâncias vividas, o Festival Internacional de Música de Espinho acontece, este ano, num espaço de tempo mais alargado do que o habitual e com uma programação revista e adaptada ao momento. Ainda assim, a Academia de Música de Espinho, entidade promotora do evento, procurou manter a diversidade no cartaz.

 

A Igreja Matriz de Espinho vai acolher dois concertos de música barroca de dois agrupamentos franceses. A 1 de Outubro, Le Poème Harmonique apresentam “Os Ofícios de Trevas” que marcam um dos momentos mais expressivos da música católica. Já no dia 6 de Dezembro, data que carimba o encerramento do evento, o ensemble Le Banquet Céleste traz o dramatismo e a teatralidade tão característicos do período Barroco, com três Cantatas de Natal de J. S. Bach.

 

As restantes datas acontecem no Auditório de Espinho | Academia, começando desde logo pelo dia 25 de Setembro. A abertura desta 46.ª edição está a cargo do pianista espanhol Javier Perianes e da Orquestra Clássica de Espinho, sob direcção musical do jovem maestro Nuno Coelho.

 

Há ainda a destacar a interpretação da obra Music for 18 Musicians de Steve Reich, um dos compositores mais emblemáticos da música contemporânea. A 30 de Outubro, o FIME Ensemble e o Drumming GP apresentam esta obra, após cerca de 20 anos desde a última apresentação em Portugal (Porto, 2001).

 

O jazz chega pela primeira vez a 2 de Outubro com a Orquestra de Jazz de Espinho e China Moses, uma das cantoras de jazz mais electrizantes da actualidade. No dia 21 de Novembro, sobe a palco mais uma das grandes referências deste género musical. Jan Garbarek apresenta-se acompanhado por um trio que inclui Trilok Gurtu, reconhecido pela sua criatividade na percussão. Por fim, o FIME conta com a presença de Théo Ceccaldi e Roberto Negro no dia 27 de Novembro, bem como do seu “Montevago” (2019), o mais recente álbum deste duo.

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