Citemor #40 apresenta Diana Gadish, João Fiadeiro e Francisco Camacho – Glam Magazine

Citemor #40 apresenta Diana Gadish, João Fiadeiro e Francisco Camacho

Esta semana o festival chega à Figueira da Foz, com Diana Gadish, que apresenta na quinta dia 2, na Garagem Auto Peninsular, “Lucy Live”. Abre ao público no mesmo dia, no Museu Municipal Santos Rocha, a instalação vídeo com as três obras finalistas do LOOPS.LISBOA 2017, que permanece até final do festival. No dia seguinte, o Citemor continua em Montemor-o-Velho com “I am (not) here”, de João Fiadeiro (na foto), na sexta-feira 3 de Agosto, na Casa Catela, e “Viagem Sentimental # Montemor-o-Velho”, de Francisco Camacho, no sábado dia 4, na Sala B, sempre às 22h30.

 

Diana Gadish // Lucy Live

2 Agosto | 22:30 // Garagem Auto Peninsular, Figueira da Foz

Em Lucy Live a estética de cabaret, café-teatro e “vaudeville” é utilizada como estereótipo de entretenimento. No entanto, o típico espetáculo de entretenimento acaba por não se materializar, Lucy, a protagonista, não é capaz de entreter o seu público como supostamente deveria fazer. Justamente desta incapacidade, surge algo novo, um mundo cheio de possibilidades de ações que vão para além do pré estabelecido, criando-se uma atmosfera indiscernível onde a precariedade acaba por revelar a sua beleza.

 

João Fiadeiro // I Am (Not) Here

3 Agosto | 22:30 // Casa Catela, Montemor-o-Velho

A partir de “I am here” (2003) de João Fiadeiro que, por sua vez, foi construído a partir do imaginário da artista visual Helena Almeida. I Am (Not) Here é uma performance-instalação que adapta o espetáculo I Am Here de João Fiadeiro para um espaço não convencional, sem frente definida, onde o espectador se movimenta e relaciona com a apresentação a seu ritmo e a seu modo. Nesse sentido, “I am (not) here” aproxima-se de forma mais explícita do território que lhe deu origem: o das artes plásticas e da performance art, onde espectador e obra quase se cruzam, quase trocam de lugar. “I am (not) here” continua para lá da apresentação que lhe dá corpo. A sua presença manifestar-se-á através dos restos, rastos e traços resultantes da performance.

 

Francisco Camacho // Viagem Sentimental # Montemor-O-Velho

4 Agosto | 22:30 // Sala B, Montemor-o-Velho (residência de criação)

Viagem Sentimental # Montemor-O-Velho é um projecto do coreógrafo Francisco Camacho que se centra na pesquisa de uma determinada zona geográfica para a construção de um espectáculo que reflecte essa observação dos locais onde se desloca. A metodologia pressupõe que o coreógrafo viaje para uma dada região, munido dos seus apetrechos para registar as primeiras impressões sobre o local e as suas gentes. Visita uma série de pontos de interesse e tem conversas com pessoas relevantes para a sua pesquisa, conhecedoras da história, dos hábitos e da cultura locais. Assume o lugar do forasteiro, num misto de curiosidade e inquirição, que tenta compreender os códigos da vida e as potencialidades coreográficas na paisagem e movimentos da terra.

 

LOOPS.LISBOA

2 de Agosto até 11 Agosto // Ter a Sex 9:30 – 18:00 // Sáb e Dom 14:00 – 19:00

Museu Municipal Santos Rocha, Figueira da Foz

LOOPS.LISBOA resulta de uma parceria do Festival Temps d’Images Lisboa e do Museu Nacional De Arte Contemporânea – Museu Do Chiado, que pretende apoiar a criação na área da videoarte. As três propostas selecionadas, de entre 236 submissões, apresentam caminhos singulares – porém unificados por um fio invisível, que percorre os caminhos de cada obra. “The Falls”, de Nuno Cera, sugere uma interpretação da paisagem para estabelecer um loop interior; “2017 personaloop_01”, de Tomaz Hipólito, traz uma performance encenada e editada para recriar a formalidade do loop em espaço real e virtual; e “Delphine Aprisionada”, de Ricardo Pinto de Magalhães, monta um video-essay tridimensional, enquanto distribuído por camadas de interpretação e de narrativas literalmente simultâneas.

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