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Glam Magazine

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Maria João e Egberto Gismonti em digressão....

Após o sucesso de um espectáculo único no Festival Jazz de Ravello, Itália, que conquistou o público e a imprensa internacional, Maria João e Egberto Gismonti apresentam uma digressão europeia em conjunto.

O encontro entre Maria João (voz) e Egberto Gismonti (piano e guitarra de 10 cordas) une, ao vivo, duas das maiores forças e representações do não conformismo e da experimentação da cultura lusófona. A digressão, que começa em Portugal, tem ainda passagem assegurada por países como Alemanha, Áustria ou Hungria.

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Maria João é hoje uma artista de referência no campo da música improvisada. Reconhecida mundialmente, cedo o seu talento ultrapassou fronteiras e já pisou os palcos dos principais festivais de jazz na Europa e no mundo, colaborando com artistas como Joe Zawinul , Bobby Mcferrin, Lenine, André Mehmari , Gilberto Gil, Egberto Gismonti, Aki Takase, Bobo Stenson, Gilberto Gil ou Manu Katché, entre muitos outros.

 

Próximo de completar cinco décadas de carreira, Egberto Gismonti construiu a sua obra com base na experimentação. O multi-instrumentista trabalha sonoridades e universos distintos, criando novas pontes e dinâmicas musicais. Tem uma vasta discografia editada mundialmente e tornou-se uma referência para a nova geração de músicos brasileiros, que começam agora a regravar as suas composições.

 

9 Outubro 2017 | 21.00h - Centro Cultural de Belém (Lisboa)

11 Outubro 2017 | 21.30h - Casa da Música (Porto)

27 Outubro 2017 - A Poesia de Aldir Blanc / FOLIO (Óbidos)

Há Música no Trindade com pianos, guitarras e vozes únicas

Vitorino e Frankie Chavez são os senhores que se seguem nesta aventura de oferecer uma banda sonora para Lisboa, a partir de um espaço histórico plantado no seu coração. Depois do cancelamento por motivos de força maior dos espectáculos de Salvador Sobral, nada como reafirmar que Há Música no Trindade como forma de enviar a maior das forças para esse talento único, votos a que os artistas desta programação se juntam.

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O Amor é Cego e Vê… uma estreia, no Trindade, deste novíssimo espectáculo! Este é um espetáculo novo, encomendado e por isso uma estreia fantástica prevista para o Teatro da Trindade. Arranjos originais, pianos a solo, dois pianos, versões únicas e inéditos concebidos especialmente para esta apresentação.

 

São já a 13 e 14 de outubro, as noites em que subirá às tábuas do Trindade o grande Vitorino para dividir canções com os pianos de Filipe Raposo e João Paulo Esteves da Silva. O cantor já confessou ansiedade por estas datas: “Estar assim ao lado destes dois senhores é uma oportunidade muito singular. Vai saber bem pegar nas canções e ouvi-las com a arte destes dois grandes amigos”, disse-nos o veterano que vai viajar por um dos mais aplaudidos reportórios da canção portuguesa em duas noites que elevarão todos os corações.

:Papercutz apresentam "King Ruiner” no Plano B

Os :Papercutz regressam em 2017 aos discos com "King Ruiner". O grupo encontra-se a apresentar o álbum em lugares seleccionados pelo país fora e quem se dirigir ao Plano B no dia 6 Outubro vai poder assistir a alguns dos novos temas em primeira mão.

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A banda tem vindo a desvendar a sua nova sonoridade em festivais entre Ásia e Estados Unidos. A nova vocalista, Catarina Miranda conhecida pelo seu trabalho como Emmy Curl, é um dos elementos responsáveis por essa nova abordagem sonora, evocando harmonias pop e motivos corais encontrados em geografias não ocidentais.

 

Polirritmia e melodias interpretadas por sintetizadores analógicos, batidas urbanas, texturas ambientais e percussões de raiz tribal são outros dos elementos que se dispersam pela estética renovada do projecto portuense.

Mundo Secreto lançam "Cadeira de Praia"

Este ano, no qual celebram o 10º aniversário do lançamento de seu álbum de estreia - que imortalizou temas como "Põe a mão no ar", "Chegamos à Party" e "Põe Aquele Som", os Mundo Secreto apresentam "Cadeira de Praia", o mais recente single que antecipa o seu próximo álbum a ser editado em 2018.

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O tema, co-produzido com New Max (Expensive Soul), conta com uma sonoridade bem original, onde a vibe da banda e a perícia do produtor resultam numa colaboração há muito esperada e num single que não passará despercebido aos fãs e rádios nacionais.

Os Mundo Secreto estão claramente de volta a casa e ao melhor da sua forma. Nesta "Cadeira de Praia", Leça da Palmeira soa ao melhor do G-Funk da California. Uma canção a não perder!

Pura Mob Keys lançam single de estreia "Contigo"

Vindos de géneros musicais distintos, 5 jovens unem forças para criar uma sonoridade única: Pura Mob Keys. Os "novos putos" da cena musical Portuguesa, os Pura Mob Keys, aparecem de rompante com um single catchy e cantado em Português.

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Com voz de Ruben Carrington e Lino Malhão, e produção de Pedro Loios, Diogo Cigarro e Diogo Lopes, "Contigo" marca a estreia oficial da banda de Montemor-O-Novo.

A fórmula mágica deste tema conta com sintetizadores retro e flows de Rap bem conseguidos que prometem fazer cantar em uníssono 'faz-te bem estar comigo aqui'!. " Contigo" é um excerto claro daquilo que o grupo está a preparar para lançar em breve e pelo que se pode ver, agradáveis surpresas virão a caminho.

Psychtrus… o Verão chegou em Setembro

Saídos de Santo Tirso, os Psychtrus chegam este Setembro com um trabalho de estreia que nos vai devolver o verão com um indierock fresco, solarengo e viciante.

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As cativantes melodias de voz e guitarra misturam-se com ritmos pulsantes e em constante transformação, a criar uma sonoridade viva, agradável e energética. Das muitas influências desde Mac Demarco, The Growlers a King Gizzard e Unknown Mortal Orchestra resulta um repertório extremamente versátil e variado que tanto tem de indie e psicadélico como de surf e beach rock.

Com idades entre os 16 e 20 anos, a banda Tirsense conta com Gonçalo Teles e Gabriel Coelho na voz e nas guitarras, Diogo Faria na bateria e Miguel Figueiredo no baixo.

Camané regressa ao “Palco” dos Armazéns do Chiado

Para assinalar a edição do seu novo álbum, “Camané Canta Marceneiro”, Camané realizará no dia de lançamento (6 de Outubro) um concerto de apresentação pelas 19:00 na porta dos Armazéns do Chiado. A apresentação será seguida de uma sessão de autógrafos. Este mini-concerto de rua marca ainda um regresso, dado que Camané foi o primeiro a estrear este “palco” em 2015.

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Para Camané, a edição de “Camané Canta Marceneiro” concretiza uma vontade antiga em realizar uma homenagem a uma das suas maiores referências. “Queria entrar naqueles fados de forma verdadeira, sem imitar o Marceneiro. Mas tive primeiro de fazer o meu caminho. De criar o meu reportório. Só agora chegou o momento em que me consigo identificar tanto com os sentimentos vividos, como com os acontecimentos passados.”

 

Recorde-se que o disco conta com a participação especial de Carlos do Carmo e capa desenhada por Siza, o mais prestigiado dos arquitectos portugueses.

A participação especial de Carlos do Carmo no dueto com Camané em “A Lucinda Camareira”, está registada tanto na gravação de estúdio quanto no DVD gravado ao vivo no palco da Culturgest (perante uma assistência de 100 pessoas), incluído na edição especial. Assinale-se ainda que este é o primeiro dueto que Camané regista num dos seus discos.

BOX NOVA: EURODANCE de Nuno Rogério Costa

Eurodance representa uma implosão linguística (a dança a embater com os sistemas codificados do “musical”, do “show de variedades”, do “programa de televisão”, da “pista de dança”, da “rave party”). Pretende-se a construção de um “espetáculo-catástrofe”, que seja concerto e desconcerto, e que se aproxime de um imaginário estético-ético que já é retro, logo, passível de ser trabalhado criticamente de uma forma distanciada. Eurodance será assim um impasse beckettiano, mas em festa dionisíaca.

Imagem - Eurodance 3 - Foto de Xana Novais

photo: Xana Novais

 

O Eurodance, enquanto género musical que é também uma dança (a sua estética está impregnada de uma só ética, que é a das pistas de dança das discotecas, das pistas de carrinhos de choque das feiras populares, mas também a dos videoclipes do canal Viva, a das summer parties de Ibiza e de Benidorm, e a das raves obscuras das garagens de Berlim), será o motor de arranque deste espetáculo e, concomitantemente, a sua certidão de óbito, a sua post-mortem-after-party, a sua perpetuação do Fim.

 

Centro Cultural de Belém / Sala de Ensaios (Lisboa)

6 e 7 de Outubro 2017 | 21.00h / 19.00h

Lisboa escolhida para receber primeira grande Exposição dedicada a Escher

A grande retrospectiva dedicada a Escher, o artista holandês que é o campeão de bilheteira de todo o mundo, abre ao público no dia 23 de novembro, em Lisboa, em local a revelar brevemente. Esta mostra constitui o primeiro investimento em Portugal da Arthemisia, líder internacional na produção de grandes exposições de arte faz, que escolheu a cidade de Lisboa para acolher a sua primeira exibição.  A primeira proposta a apresentar ao grande público português será Escher, cujo génio artístico vai ser partilhado com a exposição de 200 obras, bem como através dum rico conjunto de equipamentos didáticos, de experiências científicas e muitas mais surpresas.

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"É com grande emoção que estamos a trabalhar pela primeira vez em Portugal” - afirmou Iole Siena, presidente da Arthemisia -; “considero Lisboa uma das cidades mais fascinantes da Europa e não há dúvida que Portugal está a assistir a um forte crescimento turístico. Identificámos a possibilidade de enriquecer a oferta de entretenimento cultural, e decidimos complementá-la, enriquecendo as opções a disponibilizar tanto ao público português como aos turistas. Estamos em fase de fecho das negociações com o local maravilhoso onde se realizará a exposição, o qual anunciaremos muito em breve ".

 

A exposição vai apresentar o percurso criativo completo deste génio visionário cujas criações encantaram as mentes de cientistas e a imaginação de gráficos, exercendo uma forte influência no mundo da arte. Em exibição, obras-primas de Escher como “Mão com Esfera Reflectora”, “Relatividade” (ou Casa das Escalas) e “Belvedere”.

 

A exposição de Escher, perfila-se como um dos principais eventos da agenda cultural de Lisboa dos próximos meses.

Elton John anuncia nova coletânea… “Diamonds”

Elton John acaba de anunciar o lançamento de “Diamonds”. A ser lançada a 10 de novembro, “Diamonds” é a mais recente e completa coletânea de Elton John e estará disponível em 2CD, numa caixa de edição limitada 3CD, duplo LP e em formato digital.

Arrancando com a sempre surpreendente “Your Song”, esta coletânea reúne todos os grandes êxitos de um dos melhores cancioneiros de sempre, incluindo “Tiny Dancer”, “Rocket Man”, “Candle In The Wind”, “Don”t Go Breaking My Heart”, “Sacrifice”, “Can You Feel The Love Tonight?”. Faz ainda parte do disco o dueto de Elton com George Michael no clássico “Don’t Let the Sun Go Down On Me”, que aparece pela primeira vez numa coletânea de Elton John.

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O lançamento de “Diamonds” coincide com o 50.º aniversário da parceria incrível entre Elton John e Bernie Taupin. Tendo-se conhecido em 1967 através de um anúncio numa revista de música, Elton e Bernie vieram a tornar-se num dos mais duradouros duos de compositores de sempre, alcançado um nível de sucesso que os eleva perante a competição que enfrentam. O duo foi catapultado para as luzes da ribalta em 1971 com “Your Song”, e desde então numa mais abrandaram com a sua criatividade, tendo produzido uma série de álbuns clássicos nos anos 1970 que definiram uma era. “Candle in the Wind” dominou os tops de vendas em três décadas diferentes, enquanto “The Diving Board”, de 2013, alcançou o top 3 dos álbuns mais vendidos no Reino Unido, além de ter sido alvo de uma grande aclamação crítica.

 

Elton diz sobre esta parceria: “Chegamos aos 50 anos e a nossa relação está mais saudável que nunca. Já houve alturas na nossa relação em que compusemos com outras pessoas, mas isso nunca fez parar este amor. Amo o Bernie como nunca antes e acho que ele sempre o mesmo por mim, porque ambos vivemos vidas separadas. Ambos escrevemos em quartos separados. Temos um enorme respeito e admiração um pelo outro e isso só tem crescido.”

Bernie Taupin afirma: “Ainda nos divertimos com o que fazemos. Quando nos juntamos e escrevemos algo, ainda existe algo de mágico a acontecer. É impossível conseguir algo melhor que isto.”

Budda Power Blues & Maria João com novo single… "I Lost a Friend" e concertos

Budda Power Blues & Maria João apresentam novo single "I Lost a Friend". “I Lost a Friend” é um tema que se pretendia com um feel Portishead meets James Bond e Led Zeppelin. Versa sobre a perda de um amigo que abdicou dos seus sonhos para se dedicar à banalidade e rotina. Alguém que teve medo de perseguir os seus sonhos e entregou a vida de bandeja.

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O solo da Maria João é soberbo e mostra o porquê de ser considerada uma das grandes vozes do mundo.

 

4 de Outubro 2017 - Teatro de Vila Real

5 de Outubro 2017 - Teatro de Bragança

2 de Novembro 2017 - Theatro Circo (Braga)

11 de Novembro 2017 - Casa das Artes de Arcos de Valdevez

25 de Novembro 2017 - Casa da Criatividade (S. João da Madeira)

28 de Novembro 2017 - Casa da Música (Porto)

16 de Dezembro 2017 - CAA (Águeda) (C/Orquestra Filarmónica 12 de Abril)

Coleção Treger/Saint Silvestre… Arte bruta africana no Núcleo de Arte da Oliva

A exposição “In and out Africa” inaugura a 7 de outubro, no Núcleo de Arte da Oliva, em S. João da Madeira, para apresentar quase uma centena de obras de arte bruta e outsider de artistas de origem africana, que integram a coleção Treger/Saint Silvestre. A exposição tem como objetivo dar a conhecer a imensa riqueza e expressão de artistas africanos, afro-americanos, haitianos, brasileiros e cubanos, ao mesmo tempo que promove a discussão sobre questões raciais e de descriminação. António Saint Silvestre, colecionador e curador da exposição, selecionou pinturas, desenhos, esculturas, cerâmicas, instalações e filmes que vão estar em exposição até 7 de Abril de 2018.

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A coleção Treger/ Saint Silvestre, que reúne mil obras de cerca de duzentos e cinquenta artistas, distingue-se sobretudo pelo importante núcleo de Arte Bruta, que pela sua dimensão e representatividade, é único na Península Ibérica e raro na Europa. As obras dos colecionadores são oriundas da Europa de Leste e Oeste - onde se incluem vários artistas portugueses, do continente americano, de África e também da Ásia. Este ano, a coleção Treger/ Saint Silvestre foi distinguida pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM) com o prémio Colecionador.

 

O termo Arte Bruta, cunhado por Jean Dubuffet em 1945, identifica a criação artística produzida por indivíduos externos ao mundo da arte, sendo sobretudo aplicado a pessoas com problemas de saúde mental, geralmente autodidactas.

 

Filme-concerto Os Lobos abre o Cine'Eco 2017

Realizado pelo italiano Rino Lupo, Os Lobos é considerada uma das mais empolgantes longas metragens mudas rodadas em Portugal. Na abertura oficial da edição 2017 do Cine'Eco Seia, a longa metragem será musicado ao vivo pelo pianista Nicholas McNair. Pianista e musicólogo, Nicholas McNair criou música ao vivo para mais de 150 filmes mudos, na Cinemateca Portuguesa (Lisboa), no Festival Internacional de Cannes, tendo colaborando ainda em inúmeros concertos e gravações com o Coro e Orquestra Gulbenkian. A ter lugar a 14 de outubro, pelas 21:30 horas no Cineteatro da Casa Municipal da Cultura de Seia, a sessão contará com a apresentação de Tiago Batista, da Cinemateca Portuguesa.

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Baseado na peça homónima de Francisco Lage e João Correia de Oliveira (1920), Os Lobos acompanha Ruivo, marinheiro desterrado para a Serra por um crime passional. A chegada do forasteiro – que arrebata os corações femininos e desperta paixões – vem perturbar a pacata vida da aldeia rural e a tragédia adivinha-se.“Lobos do mar não devem subir às serras”, afirma a dada altura Gardunho, lobo da serra, num pronúncio de desgraça. Rodado entre 1922 e 1923, o filme contou com a participação de actores e figurantes não-profissionais, tendo sido a direcção de fotografia entregue a Artur Costa de Macedo que capta na perfeição as paisagens naturais e rurais da Serra da Estrela e as suas tradições.



O CineEco 2017, é organizado como habitualmente pelo município de Seia sendo este ano reforçado pela valorização dos recursos naturais preconizada pelo Festival iNATURE Serra da Estrela e que estará bem patente as atividades paralelas do Festival, como nas comemorações que antecedem a semana do CineEco.

O CineEco é um dos mais antigos festivais de cinema de ambiente do mundo e integra a Green Film Network, uma plataforma de 40 festivais, da qual é igualmente membro fundador.

 

Samuel Úria e Manuela Azevedo cruzam-se com Wes Anderson e David Lynch pela mão de Ricardo Oliveira

Já estreou o videoclip concebido por Ricardo Oliveira para a canção de Samuel ÚriaCarga de Ombro” na sua versão em dueto com Manuela Azevedo. Tema título do último álbum de originais – “Carga de Ombro” - mereceu recentemente uma nova abordagem artística, provavelmente a mais assertiva, com o convite a uma das vozes maiores da música nacional, a cantora Manuela Azevedo, para uma autêntica parceria interpretativa de uma das canções que mais se destacou no disco publicado em 2016.

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O flirt artístico com Manuela Azevedo é antigo – Samuel tem duas letras no último álbum dos Clã e teve oportunidade nos últimos anos de subir a palco com a banda nortenha um par de vezes quando de concertos no SBSR e Vodafone Mexefest – mas foi em Maio passado, quando do concerto realizado por Samuel Úria no Teatro Tivoli BBVA e em que a voz de “Sopro do Coração” foi uma das convidadas, que a ideia se concretizou, num dueto “ombro a ombro”, num dos momentos altos daquela noite.

Para dar imagem a este encontro, foi convidado o realizador Ricardo Oliveira, responsável por alguns dos videoclipes musicais mais interessantes dos últimos anos – “O vídeo para “Carga de Ombro” retracta um diálogo de Samuel Úria com ele próprio. Não pretendendo ter uma leitura clara e universal nem fazer uma adaptação visual da letra da música esta narrativa surrealista sugere apenas algumas ideias abstractas sobre o processo criativo, a inspiração, a passagem do tempo e a memória, deixando espaço para o espectador projectar as suas interpretações.”

 

Acompanhando tendência da interpretação musical estar distante do conceito mais habitual de “dueto”, Ricardo conclui: “É também, de um ponto de vista pessoal enquanto realizador, mais uma tentativa de repensar e até satirizar a linguagem e a forma do videoclip que muitas vezes se torna repetitiva e até estagnada. Os dois intervenientes, Samuel e Manuela, frente a frente, contrariam a expectativa de os ver cantar quer seja por não cantarem ou pela forma como cantam numa encenação sem contexto naturalista”. O resultado é inesperado e com paralelismos com ambientes cinematográficos que vagueiam entre David Lynch e Wes Anderson.

 

E enquanto este single estreia, Samuel Úria prossegue as suas apresentações ao vivo que têm decorrido em todo o país.

“Never Alone”… Álbum de estreia de Piridelmar

Piridelmar ganhou a denominação artística por ter o horizonte enquadrado pela vivência em Matosinhos. Natural do Porto, a sua longa carreira de 26 anos como DJ garante-lhe uma invejável experiência, com muitas paragens em cabines de clubes por todo o país, tendo-se cruzado com alguns dos maiores nomes da "Dance Music" mundial nesse percurso que o trouxe até ao presente e que lhe dá agora optimistas perspectivas de futuro.

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Há cerca de cinco anos os horizontes de Piridelmar expandiram-se ainda mais quando começou a produzir, trazendo para o estúdio toda a bagagem de referências que foi aprimorando nas pistas: Piridelmar respira house music, mas nos seus sets sabe expor argumentos retirados aos universos de diversas vertentes musicais do tech house, do afro house ou do tropical house - quando comanda uma noite, a sua interacção com o público é permanente, o que resulta sempre em ambientes vibrantes e carregadas de energia positiva, quer esteja a por música nas melhores casas de Portugal, quer ande pela Polónia, França, Espanha, República Checa,Luxemburgo ou Suíça, paragens habituais no seu percurso internacional.

É exactamente esse o espírito que domina Never Alone, um disco de 11 temas originais acabado de lançar que conta com a participação de diversos artistas nacionais e internacionais e em que as suas sofisticadas produções percorrem os diferentes pulsares das batidas mais tropicais, do afro house ao moombathon, com a tradição "house music" sempre por perto, num som que é bem aliciante para diferentes gerações e que a todas une na pista de dança.

 "Sempre estive aberto a colaborações, gosto de trocar ideias e experiências, por isso nunca estou sozinho", explica Piridelmar, que tem apresentado os seus projectos em vários programas de televisão.