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Glam Magazine

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Lendários concertos do Halloween de 1977 de Frank Zappa editados numa caixa especial

Em 1977 os concertos de Halloween de Frank Zappa já eram lendários. Os concertos começaram no final dos anos 1960, mas foi a partir de 1972 que estes espetáculos ganharam uma dimensão monumental e passaram a realizar-se anualmente, tendo Nova Iorque sido a cidade escolhida para albergar este acontecimento a partir de 1974. Entre 28 e 31 de outubro de 1977, Zappa e a sua banda deram seis concertos históricos para 3 mil pessoas no Palladium, em Nova Iorque. Todas as atuações foram gravadas, e quatro delas foram filmadas, imagens que resultaram no filme “Baby Snakes”.

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Depois de ter sido anunciado que Frank Zappa voltará a andar em digressão como holograma, o Zappa Family Trust e a Universal orgulham-se de anunciar que a lendária residência do Halloween de 1977 de Zappa será lançada pela primeira vez na sua totalidade numa altura em que se assinala o 40.º aniversário desses espetáculos. A caixa “Halloween 77” inclui os seis concertos, com 158 temas (misturados em 2016 a partir das gravações originais) que se encontram numa pen USB denominada “Zappa’s Oh Punky”, com qualidade áudio 24-bit WAV.

 

Nesta pen também se pode encontrar o booklet digital, com 28 páginas, que contém fotografias nunca antes vistas e textos escritos por Joe Travers, Ahmet Zappa (coprodutor desta caixa), além de vários testemunhos na primeira pessoa de vários colegas de banda de Zappa, membros da sua equipa e fãs que presenciaram esses concertos, incluindo o guitarrista Adrian Belew, o percussionista Ed Mann, o teclista Thomas Nordegg, o tour manager Phil Kaufman e a fã Janet “The Planet” Walley. Esta pen USB é editada numa caixa especialmente concebida para esta altura do ano e que contém uma máscara retro e um fato de Halloween. Além da caixa, será ainda lançado um triplo CD que inclui o concerto de Halloween na sua totalidade, além de alguns temas do concerto de 30 de outubro. Os fãs que quiserem ouvir um dos espetáculos em especifico terão o concerto da sua escolha disponível digitalmente no dia de lançamento.

Black Bombaim & Peter Brötzmann de regresso para um segundo e último round

Depois do primeiro encontro no inicio de 2016, de um disco repartido no final desse ano, o romance dos Black Bombaim com Peter Brötzmann não ficaria completo sem um segundo e último round. Depois de confirmada a data no Musicbox (25 de Outubro), a vontade de voltar a fazer parte desta história foi mais forte e foi marcado um round final (pelo menos em terras de Portugal) para o dia seguinte, 26 de Outubro, no auditório do Passos Manuel.

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Este foi e é um encontro que estava escrito no Olimpo psicadélico. Tudo parecia anunciá-lo nos percursos respectivos dos Black Bombaim e do saxofonista alemão e lenda do free jazz Peter Brötzmann. Aos primeiros, o saxofone deixou de ser, há muito, um elemento estranho na sua música, encontrando-se várias vezes em palco com o cúmplice Pedro Sousa, mas também em disco como aconteceu com as colaborações com Rodrigo Amado, figura de primeiro  plano do jazz tocado por cá e além, e no  falecido Steve Mackay, o tenor que surge  no visceral “Funhouse" dos Stooges de Iggy Pop.

 

O segundo teve múltiplas experiências  de aproximação ao rock, desde  o grupo Last Exit, formado com Sonny  Sharrock e Bill Laswell, aos Full Blast,  passando pelas suas colaborações com  o filho Caspar Brotzmann ou com os  Fushitsusha de Keiji Haino. O mais curioso nesta parceria, é que nem o power trio de  guitarra, baixo e bateria sai do seu trilho  para se acomodar a Brötzmann nem  este tenta quaisquer compromissos com  os seus interlocutores. Simplesmente, não é necessário. Para quem ouviu o disco e teve oportunidade de assistir a um dos dois concertos que o combo deu ficou com a certeza de que não há assim tanto a separar o rock e o jazz, pelo  menos quando os factores em causa são a exploração sonora e um entendimento cósmico da liberdade criativa. 

“Linhas de Baixo”… o disco estreia dos 800 Gondomar

O Cão da Garagem orgulha-se em apresentar o álbum de estreia dos 800 Gondomar“Linhas de Baixo”. O primeiro longa duração do power trio de Rio Tinto tem edição agendada para o dia 13 de Outubro, em CD e cassete, pelo Cão da Garagem.

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"A terra abriu e de lá jorrou uma tríade a apontar directamente na tua direção: 800 Gondomar. E das profundezas do abismo trouxeram o seu primeiro longa duração, o magnífico “Linhas de Baixo”.

Uma ode ao jovem do Porto e seus subúrbios, a caminhar a passo acelarado em as zonas não aconselhadas a turistas, a questionar os passos que toma, as decisões que faz, aquilo que vê. Uma ode à perda de um outro ser e, quem sabe, da identidade do próprio.

Desmantela-se o amplificador. Assassina-se a guitarra. Enfastia-se a bateria. Acidifica-se o baixo. Desprograma-se a rotina. (Des)afina-se para a destruição. Há aqui forças que não controlas e que te deixam sem dormir toda a noite - tens pesadelos com vozes dóceis e psico-sexuais, distorções demoníacas sobre delicados arranjos, uma garra no português que cospe e se sente na pele. Não há uma história que te passe despercebida e nas suas 14 histórias, corres de Cedofeita a Rio Tinto em 45 minutos. E é de tinto no copo e cigarro na boca que percorremos a Rua de Angola às 5 da manhã, de volta a casa." CJ

Os concertos de apresentação serão dia 13 de Outubro no Maus Hábitos (Porto) e 20 de Outubro na Galeria Zé dos Bois (Lisboa), ambos com Vaiapraia e as Rainha do Baile e M¥SS KETA.

Brutal Fest… no Damas

O BRUTAL, de 17 a 21 de Outubro, é um festival a ter lugar durante cinco dias em espírito de comunhão, sonhado e posto em prática pelas DAMAS. Visão pura e honesta assente em afinidades electivas, amizade. Sem uma linha condutora que não esta rede de afectos que tem crescido constantemente ao longo destes mais de 2 anos de actividade, este é um festival em família e com entrada livre...

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17 Outubro | 23h às 02h

 

3I30

Com o espaço de ebulição criativa do Desterro como ponto de encontro, Pascal Ansell (Panelak, DJ Compound Interest Rates), Jari Marjamaki (Zentex) e Violeta Lisboa (Techno Widow) assumem enquanto 3I30 veículo para estados psicotrópicos assentes em batidas fractais, coros fantasma e ruído a partir de caixas de ritmos, vozes, guitarras e toda uma panóplia de efeitos. Em estreia absoluta.

 

Ricardo Martins

Em apresentação ao resultado final de um fascinante work in progress que lhe tomou o ano de 2016 e se materializa fisicamente com a edição de Furacão pela londrina JEFF já este ano, após ter libertado a cada mês uma das malhas do álbum, o incansável Ricardo Martins (Papaya, Jibóia e uma lista impressionante) mostra agora na companhia das baterias de Raphael Soares (Älforjs, Sunflare) e Alix Sarrouy tudo aquilo que trabalhou tão apaixonada e afincadamente a solo.

 

DJ Cabeça de Cartaz

Nome brilhante escolhido por Mestre André (Älforjs, Jibóia, etc) para revelar na pista as músicas que fazem dele esta pessoa que tanto, tanto estimamos. Deve andar pelos mais diversos caminhos, mas certamente que podemos contar com rap mutante,segredos do continente africano e 'Lemon Trees' do Swindle com o D Double E.

 

18 Outubro | 23h às 02h

 

Clementine

Carregando a tocha do sempre pertinente movimento riot grrl com aquele frémito e ranger de dentes de quem procura sempre a libertação, este duo formado por Shelley Barradas (vaiapraia e as Rainhas do Baile) e Helena Fagundes encarna em canções curtas e incisivas toda a honestidade e atitude das suas antecessoras - altares a Kim Gordon ou Kathleen Hanna.

 

MDME SPKR

Duo nascido nas caves londrinas assente num binómio expansivo de baixo e bateria e que tem na voz e palavras de Lau o fio condutor para feras tão agrestes quanto hipnóticas, em busca fuzzy pela acção e pela vida. Espécie de pigfuck - Killdozer, Jesus Lizard, etc - carregado de consciência política a trazer à memória o sludge das L7 ou o estertor das 7 Year Bitch, a iluminar com toda uma nova urgência e espírito alucinatório as memórias dos tempos saudosos da Sub Pop ou da Touch and Go.

 

María P

María P. a fechar uma noite de afirmação feminina, em passeio pelas memórias mais fervilhantes da soul, do R&B original ou do surf rock para os acertar no mesmo fôlego do freakbeat, do garage rock e do psicadelismo mais urgente.

 

18 Outubro | 23h às 02h

 

McCloud Zicmuse presents "The History of Love USA"

Artista multidisciplinar muito acarinhado por este espaço, McCloud Zicmuse regressa às DAMAS para apresentar a solo “The History of Love USA”. Originário dos Estados Unidos, mas a residir na Bélgica desde 2008, tem vivido como que numa tour eterna pela Europa desde que assentou por cá, por entre inúmeras formações, canções mais ou menos esquivas, teatro ou a criação de instrumentos.

 

CAVEIRA

Regresso deste tumulto libertário para onde convergem o rock, os blues ou o free jazz, após a celebração electrificada no aniversário das DAMAS e enquanto se aguarda impacientemente pelos resultados das sessões em estúdio. Capitaneados pela guitarra em expansão lírica e electrificada de Pedro Gomes, a que se juntam o baixo ruminante de Miguel Abras, a bateria infinita de Gabriel Ferrandini e o sopro fractal do saxofone de Pedro Sousa, os CAVEIRA contam para esta ocasião com a participação muito especial

do barreirense Vítor Lopes (Frango, Olive Troops SOS, etc).

 

Candy Diaz

Co-autora do programa 'A Floresta Encantada' na companhia de Tiago Castro (aka ACID ACID), Candy Diaz, de seu verdadeiro nome Ana Farinha, tem sido umas das mais activas e entusiasmantes divulgadoras de recantos mais ou menos - com todos os pontos intermédios - obscuros do garage, do funk, da soul e demais derivações psicadélicas e dançáveis do rock em toda a sua cartografia. As ancas não mentem.

 

20 Outubro | 23h às 04h

 

Broshuda

Nome cada vez mais essencial para a compreensão do mosaico electrónico nesta década, este músico, artista gráfico e intrigante persona virtual sediado em Berlim tem criado um universo extremamente particular espelhado em edições por editoras como a Sonic Router, Seagrave ou Paralaxe Editions. Emitidas do seu Studio Editions Moderne Jazz as suas criações habitam uma esfera onde a suspensão ambient se encontra com fantasmas grime e ecos românticos da IDM. Figura maior do Glambient, se é que isso existe mesmo, e um dos maiores verdadeiros.

 

Serpente

Spin off de Ondness onde todas as energias se canalizam no ritmo e na percussão, Serpente regressa às DAMAS para apresentar “A Noiva”, quase suite por entre restos do jungle, da house mais jackin' e do free jazz mais cósmico.

 

Black Sea Não Maya

Formada pelos irmãos DJ Kolt e DJ Noronha e pelo primo DJ Perigoso, esta crew oriunda do Bairro da Cucena na margem sul de Lisboa regressa às DAMAS num espírito de colaboração constante, reflexo dessa vivência familiar. Parte da família Príncipe, Blacksea Não Maya alinha coordenadas do kuduro, do funaná ou da tarraxinha em algo continuamente novo, informado pela honestidade, procura e sentido de comunidade que faz pulsar a pista.

 

21 Outubro | 23h às 04h

 

Le Ton Mité

Cooperativa musical imaginada e projectada por McCloud Zicmuse num ensemble mutável de colaboradores, Le Ton Mité apresentam o ambicioso Passé Compose Futur Conditionel - com edição este ano pela imponente Crammed Discs. Verdadeiro song cycle de 35 canções inspiradas numa viagem recente aos Estados Unidos, num compêndio avassalador de linguagens em roda livre - pop, jazz, exotica ou country - carregadas de humanidade e sonhos, por entre guitarras, sopros, percussão, vozes e letras em trânsito pelas memórias e paisagens desse país.

 

Passé Compose Futur Conditionel na TinyMixTapes / Bugs and Rats

Banda criada naqueles pardieiros por onde o rock americano ainda encontra a sua energia vital, este trio de Massachusets formado por Shawnie Brando (guitarra e voz), Kellso (bateria) e Radek (baixo) vive no contínuo de editoras como a SST e genealogia consequente via Skin Graft ou Three One G. Entre o abandono do hardcore e a vertigem do noise-rock, são consequência impactante de toda uma linhagem de estrilho profundamente americano que vem dos Germs ou Black Flag e passa por Behead the Prophet No Lord Shall Live ou Arab on Radar. Tudo malta de respeito.

 

DJ Nervoso

Figura fundadora para os desígnios daquilo a que se tem convencionado chamar de forma redutora de batida - a acontecer agora e em constante evolução - e disseminado daqui para todo o lado pela Príncipe, é com o maior orgulho que encerra este festival com DJ Nervoso. Com justa homenagem num mural no seu bairro da Quinta do Mocho, este verdadeiro original estreia nas DAMAS o seu estilo directo, cru e infeccioso, a fazer fogo na pista.

Arranca já amanhã… a Braga Music Week 2017

A música bate novamente à porta, desta vez na forma de uma mão morta e é sem medo que a deixamos entrar. De 29 de setembro a 7 de outubro, a cidade recebe a quinta edição da Braga Music Week, celebrando os 25 anos do álbum “Mutantes S.21” da mítica banda bracarense Mão Morta.

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Na edição de 2014, os Mão Morta encerraram o festival com um concerto de casa cheia. Neste ano de 2017 dão o mote ao festival, com a sua presença a fazer-se sentir na imagem e na programação, que inclui um concerto de homenagem à banda, com vários artistas da cidade a tocarem as músicas emblemáticas desse álbum de 1992.

A Braga Music Week mantém o conceito a que nos tem habituado: uma semana com 9 dias, durante a qual vários agentes culturais se unem para oferecer uma programação variada dedicada à música, distribuída pelos vários espaços da cidade que abrem as portas ao festival. Para além dos concertos, em espaços fechados e ao ar livre, a programação inclui sessões de cinema, quiz nights e até um campeonato de futebol do qual poderão sair novos projetos musicais, pois as equipas em competição são compostas por produtoras, editoras e festivais.

 

Entre as bandas que vão passar pelos palcos do festival podemos encontrar projetos da cidade tão diferentes como Ermo, que lançaram este ano o seu badalado álbum de eletrónica “Lo-fi Moda” e Ângela Polícia, que está a mexer com o mundo do Hip-Hop português, e vários projetos de fora, como os imprevisíveis Conjunto Corona. Também Allen Halloween passará por Braga, para subir ao palco no último dia do festival.  

 

Novo álbum de Noel Gallagher’s High Flying Birds a 24 de novembro

É já a 24 de novembro, que é editado “Who Built the Moon?”, o aguardado novo álbum de estúdio de Noel Gallagher’s Fyling Birds, disco que sucede ao platinado “Chasing Yesterday” (2015) e que resulta de uma colaboração criativa de dois anos com o reconhecido produtor, DJ e compositor David Holmes. O álbum será apresentado durante uma digressão mundial em 2018, anunciou Gallagher e a banda.

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Para já, ainda só foram anunciados concertos no Reino Unido e na Irlanda, para abril de 2018. Em “Who Built the Moon?”, Noel Gallagher reúne cantores e músicos um pouco de todo o mundo ao longo de 11 temas que traçam um retrato ousado do artista como um homem livre. Gallagher e Holmes trabalharam juntos em Belfast e Londres e nestas canções ora se viram para a pop francesa psicadélica, ora abraçam o electro mais clássico, a música soul, o rock, o disco ou a música de dança numa verdadeira aventura musical.

Se os temas mais etéreos, que jogam com a experimentação eletrónica e a spoken word francesa vão ao encontro dos rumores da inquietude de Gallagher, então os temas instrumentais, que carregam uma energia melancólica latente, inspirados nas bandas sonoras da televisão europeia, confirmam-nos. Gallagher compôs pela primeira vez todo o disco no estúdio, trabalhando intensamente no estúdio, num processo de corte e cola acompanhado de Holmes, virando as costas, temporariamente, ao trabalhado solitário em torno da guitarra. A porta do estúdio ficou aberta para Paul Weller (toca órgão em “Holy Mountain”) e Johnny Marr (toca guitarra e harmónica em “If Love Is The Law”), que não só testemunharam, como marcaram este momento crucial na carreira de Gallagher ao participar no seu 10.º álbum de estúdio

Bispo e convidados… ao Vivo

Depois de actuar em vários festivais de Verão, entre os quais Sumol Summer Fest e Meo Sudoeste, Bispo actua a 4 de Outubro no Hard Club (Porto) e no Estúdio Time Out (Mercado da Ribeira, Lisboa) a 20 do mesmo mês, partilhando o palco com o produtor Fumaxa e alguns convidados.

Bispo - capa Fora D'Horas

Bispo é um dos novos e mais carismáticos rappers da atualidade que, pelo meio digital, se tem emancipado e conquistado um público fiel. Com uma escrita crua e acompanhado de produtores como Sam The Kid, Intakto, Holly ou Fumaxa, o rapper da linha de Sintra fala directamente para um público jovem, que se revê na sua escrita, espelho de uma realidade partilhada pelo artista e pelos seus seguidores.

 

Desde a “Origem”, álbum de estreia editado em 2015, Bispo tem dado inúmeros concertos de norte a sul do país, com audiências cada vez mais crescentes e colaborações com grandes nomes como Maze (Dealema) ou o já referido Sam The Kid.

Depois de “Recomeço”, mixtape lançada em 2012, “Passo-a-Passo”, mixtape lançada em 2013, e Bispoterapia, EP lançado em 2014, Bispo acaba de editar o seu novo EP: “Fora D’horas”, que inclui temas “Como Dá” (com Gson), “Puto strong” e “Como Deus quiser”. Bispo encontra-se já em fase de gravação do seu próximo trabalho. 

Jazz no CCB… João Paulo Esteves da Silva & Ricardo Toscano

Uma dupla a não perder. Ricardo Toscano é um jovem saxofonista que se tem destacado no panorama jazzístico nacional.

Vencedor do Prémio Jovens Músicos, tem colaborado com músicos como Carlos Barretto, Nelson Cascais, Júlio Resende, Afonso Pais, André Fernandes e João Moreira, entre muitos outros.

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photo: Marisa Lourenço

 

O pianista João Paulo Esteves da Silva é um manifesto de liberdade. Ao longo dos anos são inúmeras as suas colaborações, em concertos e discos, com músicos nacionais e estrangeiros. Desde 2009, lecciona na licenciatura em Jazz da ESML.

 

Centro Cultural de Belém / Pequeno Auditório (Lisboa)

4 de Outubro 2017 | 21.00h

 

Ciclo "Isto é Jazz?"… Oker

Nos caminhos da nova improvisação que nos chega do Norte europeu, a de origem norueguesa vai-se distinguindo cada vez mais das que compõem a generalista cena escandinava. Se o quarteto Oker é outro dos presentes regressos a uma condição musical integralmente acústica, no seu caso isso não significa um regresso às matrizes do free jazz ou do pós-bop, e sim ao primado do som, colocando em primeiro plano os jogos de timbre e a paisagística manutenção de atmosferas: é como se as premissas da música que apresenta estivessem antes da própria ideia de música.

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Aliás, só o contrabaixo parece assumir os papéis que lhe foram convencionalmente destinados – é ele o instrumento que dá terra a tudo o mais, impondo um groove, por mais desconstruído que este aparente ser logo no momento da construção, e uma linha melódica, mesmo que regra geral desenvolvendo-se fora das convenções estabelecidas. Já o trompete, a guitarra clássica e a percussão (pouco mais do que uma tarola, na verdade) são o ar da pairante, etérea e muito leve música improvisada que nos é proposta pelo grupo de Oslo, recorrendo a técnicas extensivas e a preparações, recusando linearidades frásicas e procurando mimetizar o voo dos pássaros. É a forma como a gravidade regula essas subidas ao céu que torna os Oker tão fascinantes, provando que até o sonho musicalmente induzido pode ser orgânic

 

Culturgest / Pequeno Auditório (Lisboa)

3 de Outubro 2017 | 21.30h

Ermo… apresentam ao Vivo "Lo-Fi Moda”

Os Ermo reinventaram-se, renasceram e criaram um novo paradigma estético na música electrónica portuguesa. Conquistada a crítica, chegou a altura de percorrer o país e mostrar ao público que "Lo-fi Moda" é um disco ímpar. O mais recente trabalho de originais "Lo-fi Moda", é um disco de electrónica pop, rompedor e impactante, que adopta o modelo da canção enquanto ponto de partida para um discurso inventivo, refrescante e surpreendente. A sua música já foi apelidada de ‘intervencionista’, descrevendo o estilo da banda como pop mergulhado em hip-hop e footwork com uma gíria pós-punk. O novo álbum retrata o comportamento humano, engolido pelo mundo digital. ‘Lo-fi Moda’ funciona como uma metáfora para vaidade, auto-validação e narcisismo.

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Os Ermo começaram em 2012, com o lançamento do seu primeiro EP homónimo. No ano seguinte, “Vem por Aqui” o seu primeiro longa duração, é editado pela NOS Discos. Bem recebido pela crítica, o álbum colheu largos elogios pelo seu carácter inovador e desprendido de género. Com o alargamento do seu público, a banda percorreu a Europa e Brasil durante os 2 anos seguintes, lançando um novo EP “Amor vezes Quatro” em 2015. Com “Lo-fi Moda”, os Ermo marcam a produção nacional e confirmam-se como magnatas do incomum.

 

Se dúvidas existem de que este é um dos melhores álbuns do ano, a partir de 29 de Setembro elas dissipam-se. Esta sexta-feira os Ermo dão início às apresentações ao vivo de "Lo-fi Moda", no Musicbox, seguindo-se uma tour por todo o país. Vai ser ver e ouvir para crer, ao vivo e a cores.

 

29 Setembro 2017 - Festival do Silêncio / Music Box (Lisboa)

30 Setembro 2017 - Maus Hábitos (Porto)

LINCE estreia-se na realização com vídeo performativo para "I Was Loving You Instead"

Sofia Ribeiro, a.k.a. LINCE, acaba de divulgar um vídeo performativo para o tema “I was loving you instead”. O vídeo, realizado pela própria Sofia, ilustra o tema que encerra o seu EP de estreia editado no final do mês de Junho, “Drops”, e sucede à divulgação, ainda em 2016, de “Earth Space” e “Call Me Home” e, a par da edição do EP, do tema “Puzzles”.

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“A simplicidade e repetição sonora deste tema é quase um mantra de consciencialização e aceitação. A música, cuja letra é uma única frase que se repete do início ao fim, reflecte um período de retorno à verdadeira identidade, de inversão de perspectiva e olhar interior.”

A divulgação deste concept video para “I was loving you instead” marca a estreia de Sofia Ribeiro na realização com a particularidade de ser ilustrado por uma performance da própria Sofia fazendo uso dos seus recursos na dança, área em que fez formação e em que continua envolvida profissionalmente. Aliás, aos poucos, LINCE vai dando a conhecer componentes da sua personalidade artística e que não se resumem à música.

 

“O vídeo, assumidamente cru e simples, assenta nessa ideia de um eu mais selvagem e mais puro. Tendo sido eu a realizá-lo, há um reflexo de mim própria, olhar para mim de fora e o meu olhar para fora. Voltar a ver-me em vez de um outro.”

A par da divulgação das canções que incluem “Drops”, LINCE tem realizado apresentações ao vivo estando as próximas agendadas para os dias 29 de Setembro e 6 de Outubro, respectivamente, no Mercado do Bom Sucesso (Porto) e na FNAC Guimarães no âmbito da reinauguração do espaço dedicado à música naquela loja.

Vetusta Morla com regresso a Portugal agendado…

Os Vetusta Morla têm o regresso a Portugal marcado para dias 25 e 26 de Maio no Hard Club, no Porto, e no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, respectivamente. Portugal faz parte da digressão mundial de apresentação do novo álbum, “Mismo Sitio, Distinto Lugar”, que durante 4 meses, de Março a Junho, vai passar ainda pelo Peru, Chile, Colômbia, México, Argentina e Espanha, num total de 16 concertos.

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Com edição marcada para 10 de Novembro, “Mismo Sitio, Distinto Lugar” tem como single de avanço “Te Lo Digo A Ti”, que conta com um videoclip realizado e protagonizado pelo cineasta Nacho Vigalondo, com a colaboração da actriz Lolita Flores e do músico Nacho Vegas. Resultado de uma emocionante viagem entre a sala de ensaio da banda, em Madrid, e os míticos Hansa Studios em Berlim, os recônditos Tarbox Road Studios em Cassadaga, no norte dos Estados Unidos, e o lendário Sterling Sound de Nova Iorque, em “Mismo Sitio, Distinto Lugar” os Vetusta Morla concretizam o desejo de trabalhar com músicos e produtores como Campi Campón (Jorge Drexler, Natalia Laforucade, Xoel López), Dave Fridmann (Mercury Rev, Tame Impala, The Flaming Lips, Spoon) e Greg Calbi (The National, Bon Iver, Arcade Fire, Fleet Floxes).

Dez anos depois da edição do álbum de estreia, “Un Día en El Mundo” (2008), os Vetusta Morla regressam aos originais com o esperado “Mismo Sitio, Distinto Lugar”, o sucessor de “La Deriva”, álbum que os trouxe pela primeira vez a Portugal em 2015 e os consagrou no palco principal do NOS Alive em 2016. Ao longo de dois anos de digressão, com mais de 120 concertos em uma dezena de países da Europa e da América, mais de meio milhão de pessoas aplaudiram o sexteto madrileno.

Em 10 anos, receberam dois discos de Platina (“Un Dia en El Mundo” e “15151”) e dois discos de Ouro (“Mapas” e “La Deriva”), sendo ainda considerados pela Rolling Stone a banda do milénio em Espanha

 

 

Pearl Jam… “Let's Play Two” ao vivo em Wrigley Field

Em celebração dos concertos lendários da banda no Wrigley Field, a 20 e 22 de agosto, durante o campeonato dos Chicago Cubs, os Pearl Jam preparam-se para lançar o documentário “Let’s Play Two”, acompanhado da respetiva banda sonora. “Let’s Play Two” é realizado pelo reconhecido realizador/fotógrafo Danny Clinch, produzido por Monkeywrench Productions, Tourgigs Productions, Universal Music Publishing Group, Republic Records, FOX Sports e Major League Baseball, em colaboração com Milkt Films e Polygram Entertainment.

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Sendo Chicago a cidade natal de Eddie Vedder, os Pearl Jam criaram uma relação próxima com a cidade, os Chicago Cubs e Wrigley Field que não tem paralelo no mundo do desporto e da música. Desde “Ten” a “lightning Bolt”, o filme abrange os 25 anos da carreira dos Pearl Jam e o seu crescente catálogo de temas originais e versões. Através da visão de Danny Clinch e da voz dos Pearl Jam, o filme mostra o percurso desta relação tão especial – usando o passo e o presente tanto da banda como dos Chicago Cubs através da música, do suor e das esperanças eternas de ser um fã dos Cubs e dos Pearl Jam.

“Nos meus filmes e nas minhas fotografias, adoro explorar a relação entre uma banda, os seus fãs e o local”, explica o realizador de “Let’s Play Two”. “Quando acontece que os personagens principais do teu filme são Pearl Jam, Chicago Cubs, os seus fãs e Wrigley Field durante um momento histórico, sabes que vai ser épico. Os nossos instintos estavam certos em seguir esta história e levou-nos a um jogo histórico da World Series. Aprendi a abraçar o inesperado, o que vale sempre a pena se estiveres pronto para isso ". Em parceria com a Abramoram, “Let’s Play Two” será exibido em salas de cinema de 250 cidades de todo o mundo durante uma semana, a partir do dia 29 de setembro, além dos eventos especiais de uma só noite que vão ocorrer a partir de 3 de outubro. A banda sonora será editada também a 29 de Setembro.

 

Exibição única dia 13 de Outubro, pelas 21H30, nos cinemas UCI El Corte Inglés e UCI Dolce Vita Tejo, em Lisboa, e UCI Arrábida, no Porto

Vicente Amigo nomeado para o Grammy Latino de Melhor Álbum Flamenco

O guitarrista, Vicente Amigo, está nomeado para um Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum Flamenco com o seu último trabalho Memoria de los Sentidos. Na mesma categoria compete com Diego Guerrero, Las Migas e José Mijita. O vencedor será anunciado no dia 16 de Novembro, numa cerimónia em Las Vegas. Esta é a terceira vez que o artista espanhol está nomeado para um Grammy Latino. Em 2001 foi nomeado Melhor Álbum do Ano e ganhou um Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum Flamenco também, com o seu disco “Ciudad de las Ideas”.

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No próximo dia 1 de dezembro o famoso guitarrista espanhol apresenta o seu mais recente álbum Memoria de los Sentidos, na Fundação Calouste Gulbenkian. O artista espanhol é um dos discípulos do mestre da guitarra Paco de Lucía e um dos maiores guitarristas da sua geração, tendo inclusive tocado com este em diversas ocasiões. O músico já editou 10 álbuns, sempre com um enorme reconhecimento por parte da crítica e do público. O guitarrista tem vindo a apresentar o seu ultimo álbum por diversos países e Portugal recebe o músico espanhol para mais um concerto que ficará na memória de todos.

Últimos bilhetes disponiveis para James TW… dia 8 de Outubro no Lisboa ao Vivo

Depois ​de ter feito a primeira parte do concerto de Shawn Mendes na Sala Tejo do MEO Arena, ​James TW está de regresso a Portugal para ​a ​estreia​,​ em​ nome próprio​, a 8 de Outubro, no Lisboa ao Vivo.

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Os bilhetes estão praticamente esgotados.

 

A abertura de portas est​á​ agendada para as 18H00, antecedida pela realização de um Meet & Greet às 16H00, exclusivo para portadores de bilhete com acesso ao encontro com o artista​. Para ambos os momentos​, o ​público deverá chegar com 15 minutos de antecedência para a organização da​s​ entrada​s, que será feita através de duas filas destinadas aos diferentes portadores de bilhetes (Normal ou com Meet & Greet).

Durante o Meet & Greet, ​o​s fãs poderão tirar fotografias com o artista, utilizando os seus telemóveis ou máquinas fotográficas, podendo contar com a ajuda de um fotógrafo que estará no local.

Marco Rodrigues… Depois da edição de “Copo Meio Cheio” apresenta-se na Rússia e na Letónia

“Copo Meio Cheio”, o novo álbum do fadista Marco Rodrigues, que teve a sua primeira apresentação ao vivo no passado dia 16 de Setembro, no palco principal do Festival Caixa Alfama, entrou diretamente para o 7º lugar do Top Nacional de Vendas. Agora, Marco Rodrigues está na Rússia, onde se apresentará hoje em Moscovo. Depois parte para a Letónia, com concerto marcado no dia 30 de Setembro em Riga. Dia 7 de Outubro está de volta a Portugal para um concerto na Casa das Artes em Arcos de Valdevez.

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As canções do novo álbum têm sido recebidas com grande entusiasmo. O single “O Tempo”, escrito e composto por Diogo Piçarra foi escolhido para sonorizar a nova novela da TVI “A Herdeira”. Recorde-se que em “Copo Meio Cheio” Marco Rodrigues desafiou uma série de novos compositores e letristas da música pop nacional como: Diogo Piçarra, Guilherme Alface e João Direitinho, dois membros dos ÁTOA que compuseram o primeiro single “Fado do Cobarde”, Carlão, Luísa Sobral, Capicua, Agir, Pedro da Silva Martins (Deolinda), Tiago Pais Dias e Marisa Liz (Amor Electro), ou Boss AC.

 

Com produção de Tiago Machado, “Copo Meio Cheio” não é um disco de fado, não é um disco de pop, é um disco de Marco Rodrigues, onde a sua identidade e a sua incrível capacidade interpretativa se encontram mais definidas do que nunca.

 

“Lucky” o último filme de Harry Dean Stanton com estreia a 7 de Dezembro

Aplaudido pela crítica internacional na última edição do Festival de Locarno, “Lucky” segue a viagem espiritual de um homem ateu de 90 anos e dos peculiares personagens que habitam na sua pequena cidade perdida no meio do deserto. Depois de já ter vivido e fumado mais do que todos os seus contemporâneos, o obstinado e independente Lucky vê-se no precipício da sua vida, empurrado para uma jornada de autoconhecimento, que o levará até ao que é tantas vezes impossível de conseguir: a iluminação.

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O aclamado actor John Carroll Lynch estreia-se na realização com uma verdadeira carta de amor à vida e carreira de Harry Dean Stanton, que faleceu no passado dia 15 de Setembro, e uma meditação sobre a mortalidade, a solidão, a espiritualidade, e as relações humanas, com a participação de David Lynch, Ron Livingston, Ed Begley Jr. e Tom Skerritt.

 

Esta última homenagem ao grande actor terá estreia nas salas de cinema nacionais a 7 de Dezembro