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Glam Magazine

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Cool Trash Club apresenta ZEB feat Dusty Watson (The Sonics)

Dusty Watson circulou sempre à volta de nomes importantes da surf music, incluindo Dick Dale. Depois de décadas à volta do mundo juntos, Dick Dale disse que ele "é o baterista mais poderoso com quem alguma vez tocou" e apelidou-o de Rei da bateria Surf.

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Dusty foi membro original dos lendários Jon And The Nightriders que nos finais dos anos 70 foram os responsáveis pelo ressurgimento da surf music e nos dias de hoje continua a tocar com John Blair. Também é co-fundador e membro original de Slackstone, banda eleita como a maior banda de Surf do mundo durante vários anos pela estação North Sea Radio. Também foi membro dos The Surfaris e da banda de Davie Allan com o qual gravou a bateria dos seus últimos discos.

 

Actualmente, e para completar uma biografia dificilmente igualável, Dusty é o baterista dos lendários The Sonics, a maior banda de Garage de todos os tempos. Passou ainda por: Concrete Blonde, Agent Orange, Lita Ford, Supersuckers, The Queers, The Stepmothers, Chaneel 3…

 

Sabotage Club (Lisboa)

28 de Setembro 2017 | 22.30h

A mais recente criação de Sasha Waltz & Guests no CCB…

Depois da sua estreia em Berlim, em junho deste ano, Kreatur a nova coreografia de Sasha Waltz vai ser apresentada no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, nos próximos dias 4 e 5 de outubro. Em vésperas de assinalar o 25.º aniversário da sua companhia, Sasha Waltz regressa às raízes do seu trabalho, através do qual procurou continuamente estimular o diálogo entre várias disciplinas artísticas. Kreatur explora, com 14 bailarinos em palco, a realidade social e questões disruptivas como poder e ausência de poder, dominância e fraqueza, liberdade e vigilância, comunidade e isolamento. Conta com a colaboração do artista Iris van Herpen nos figurinos e o grupo Soundwalk Collective, cujo último álbum, Killer Road, teve a participação de Patti Smith.

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Sasha Waltz marca um campo de trabalho radical e inovador, reduzindo a linguagem cénica a uma violenta exposição dos corpos e à sua manipulação. Não deixa de pesquisar novos territórios, através dos quais são muito marcadas a relação com o espaço, a sexualidade e a violência social, e em que o corpo surge como instância política e dispositivo narrativo das morais opressivas. O seu envolvimento com a ópera e com a música leva-a a trabalhar alguns dos grandes mitos fundadores da cultura ocidental, como Orfeu, Dido e Eneias ou Romeu e Julieta, tendo esta última peça sido transmitida para mais de duzentos teatros em todo o mundo. Em janeiro de 2017, Sasha Waltz & Guests inaugura com Figura Humana, uma instalação coreográfica, a Elbphilarmonie de Hamburgo

 

Centro Cultural de Belém (Lisboa)

4 e 5 de Outubro 2017 | 21.00h

Pete Rock & CL Smooth no Plano B...

A linha de abertura do que é hoje um inegável ex-libris na história da música contemporânea, é algo que nos dá pano para mangas, quando dissecado. É impossível descurar o aspeto numérico e não o multiplicar por 2, remetendo-nos imediatamente para os 44 anos que esta corrente artística, que viu a luz do dia pela mão de Kool Herc, acaba de celebrar (é um bom presságio). Comum a todo o tipo de correntes criativas, a inspiração é sem dúvida o oxigénio que as mantém vivas e que, no rap em específico, nos cativa quase como se de um feitiço se tratasse. Algures entre a omnipresença e uma ausência quase absoluta, a inspiração vive da capacidade de cada artista a encontrar e transformá-la em matéria.

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"They Reminisce Over You (T.R.O.Y.)" de Pete Rock & CL Smooth é um ótimo exemplo disso mesmo, a metamorfose de algo negativo em uma música intemporal e de cariz saudosista, próprio do início da golden era do rap norte-americano. T.R.O.Y. pode muito bem ser definido como o Réquiem ou o Epitáfio a Troy "Trouble T-Roy" Dixon, membro do colectivo Heavy D & the Boyz, falecido em 1990. A história de Pete Rock & CL Smooth começa ligeiramente antes, em 1991, quando editam pela aclamada editora Elektra o EP “All Souled Out”. Mas é com “T.R.O.Y”., single de apresentação do clássico álbum de 1992 “Mecca and the Soul Brother” que a dupla de Mount Vernon obtém o reconhecimento público.

 

Mecca and the Soul Brother” é um rasgo criativo imenso na conjuntura sonora do inicio dos anos 90. O álbum é maioritariamente produzido por Pete Rock que com o seu EMU SP-1200 e um "diggin" onde o Jazz é a personagem principal, nos leva por ambientes escuros mas altamente melodiosos, até então pouco, ou quase nada, explorados. Este álbum é claramente o revelar do génio de um produtor propulsor de uma tendência exclusiva e que durante décadas caracterizou a sonoridade da Costa Este. Verbalmente CL Smooth assume-se como um liricista no sentido amplo da palavra e as suas letras são caracterizadas por uma escrita cuidada e uma mensagem profunda e introspectiva. Em suma, CL Smooth cumpriu o seu papel sem falhas e sem nunca comprometer o seu propósito. É um álbum em que a química entre produtor e MC é notória e que resulta num equilíbrio invulgar e, regra geral, difícil de alcançar.

 

Posto o álbum “Mecca and the Soul Brother”, a ideia de um segundo disco era certamente algo já há muito desejado, mas repleta de risco. A exigência da crítica era quase desmesurada e talvez por isso só em 1994 “The Main Ingredient” é editado. Inicialmente o disco não foi tão bem recebido como o seu antecessor, mas no presente a opinião difere totalmente. “The Main Ingredient” é um álbum claramente à frente do seu tempo. Pete Rock segue uma linha de produção absolutamente inédita. Claramente mantem o gosto pelo Jazz mas acrescenta-lhe Soul e batidas polidas e lacerantes. CL Smooth volta também mais completo e com um sentido intelectual ainda mais apurado. Mais do que "I Got A Love", temas como "Searching" ou "Take You There" são refelexos de uma sonoridade que muitos tentariam recriar nos anos seguintes.

 

O ano de 1995 traz mudanças indesejadas e o colectivo decide separar-se por causa de divergências criativas. Ambos seguem carreiras a solo. Nos anos que se seguiram e até aos dias de hoje, Pete Rock afirmou-se como um dos mais respeitados beat makers de sempre, sendo frequentemente associado a uma elite altamente restrita que engloba nomes como DJ Premier ou J Dilla. No seu percurso destacam-se entre outros, os álbuns “Soul Survivor I” e “Soul Survivor II” editados em 1998 e 2004, “My Own Worst Enemy” com o rapper de Boston Edo G editado também em 2004 ou mais recentemente “Don't Smoke Rock” com Smoke DZA editado em 2016. Sempre activo, Pete Rock tem colaborado ao longo da sua carreira com artistas como Notorious B.I.G., Nas, Method Man, Prodigy, Black Tought, Raekwon, Big Pun, Common, Large Professor, Kool G Rap e muitos, muitos outros.

 

Quanto a CL Smooth, também se manteve activo e editou dois álbuns a solo. Em 2006, “American Me” e em 2007, “The Outsider”. Ambos os álbuns contam com diversas participações das quais sobressaem nomes como Heatmakerz, John Legend ou Just Blaze. A história conjunta de Pete Rock & CL Smooth não acaba aqui e os dois artistas reaproximam-se após a morte de Guru, membro do duo Gangstarr, colectivo com uma história em muito semelhante à de ambos mas com um final menos feliz.

Atualmente em tour, perspectiva-se para um futuro próximo o tão aguardado terceiro álbum de um grupo que foi vanguardista de uma sonoridade, definida nos dias atuais como a golden era do rap.

Dia 4 de Outubro, na cidade do Porto, Pete Rock & CL Smooth estarão presentes no Plano B para uma atuação ao vivo

Miguel Moreira e Romeu Runa apresentam “Operários” no palco que os viu crescer

No próximo sábado, 30 de setembro, às 21h30, o Útero sobe ao palco do Centro Cultural Vila Flor para apresentar a mais recente criação, “Operários”. A peça, cuja estreia aconteceu no Festival Internacional de Almada, vem agora a Guimarães num gesto simbólico que enaltece a importância destas duas cidades no percurso criativo da companhia, que se encontra a comemorar 20 anos de existência. Interpretado por Miguel Moreira e Romeu Runa, acompanhados por Sara Garcia, Beatriz Bizarro, Teresa Esteves da Fonseca e ShadowMan, “Operários” é uma homenagem aos trabalhadores fabris que, tal como os artistas, pensam o mundo na sua imensa fragilidade e força de transformação.

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O Útero faz 20 anos. Para celebrar este percurso, a companhia assinala a data com um regresso às raízes, a dois espaços que foram fundamentais para o seu crescimento criativo – Lémauto e Espaço Ginjal (em Almada) e Fábrica Asa (em Guimarães) – lugares de grande escala que permitiram, e permitem, ao corpo dos criadores e ao público estabelecer lugares emocionais únicos e irrepetíveis.

Lugares que obrigam, aos espetadores, militância e sacrifício para poderem absorver na totalidade uma obra de arte. Almada e Guimarães foram, sem dúvida, duas cidades que abraçaram o Útero de forma apaixonada. Cidades com histórias diferentes, mas com o mesmo amor pela cultura. Cidades com uma relação forte com as fábricas e os trabalhadores que diariamente lutam pela vida e pela dignidade da sua vida. Uma parábola igual ao percurso dos artistas que tentam ocupar o vazio, dando um significado ao mundo. “Operários” é, por isso, uma homenagem aos trabalhadores fabris que, tal como os artistas, pensam o mundo na sua imensa fragilidade e força de transformação.

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Com esta peça, o Útero celebra também um ciclo que começou em 2011 com “The Old King” e que deu início a um processo artístico de cocriação que se alastrou para outras peças deste período como “Pele”, “Pântano” ou, mais recentemente, “Duelo”. Com estes espetáculos, o Útero desenhou um caminho comum, feito da “apropriação” de lugares onde os artistas se unem por uma vontade conjunta, pela partilha de processos, pela criação de obras de arte num sentido de união e unidade. Todos os processos criativos do Útero são assentes em ideias bem claras. Em “The Old King”, por exemplo, os autores partiram de um corpo invertido de um homem que constrói um palanque para falar às massas, que simboliza a procura de sentido para o homem de hoje. A coluna do corpo deste homem desfaz-se ou não aguenta o peso do mundo. Por isso inverte-se.

 

 

Mão Morta… 25 anos de “Mutantes S.21”

Passados 25 anos sobre a edição de "Mutantes S.21”, os Mão Morta apresentam um concerto de celebração desse álbum que, então, trouxe esta banda apenas conhecida no meio mais underground nacional para o conhecimento por um público mais vasto. Pela primeira vez serão apresentados em concerto todos os temas do álbum, incluindo 3 nunca tocados ao vivo. A estes acrescentam-se outros 6 temas seleccionados pela banda, tendo por base letras que remetem para ambientes urbanos, relatando estórias de cidades.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

Com onze álbuns editados, os Mão Morta formaram-se em 1984. Reza a lenda que Joaquim Pinto encontrou-se com Harry Crosby, baixista dos Swans, durante um concerto da banda americana em Berlim, em outubro desse ano. "Tens cara de baixista", terá dito Crosby a Joaquim Pinto. No mês seguinte, Joaquim Pinto comprou um baixo e fundou, em conjunto com Miguel Pedro e Adolfo Luxúria Canibal, os Mão Morta. Braga, cidade dos arcebispos e bastião por excelência da direita ultraconservadora, via assim nascer, por ironia do destino, uma banda cuja postura viria, ao longo dos anos, afrontar os valores morais e políticos de uma sociedade culturalmente marcada pelo salazarismo

 

Teatro Aveirense

29 de Setembro 2017 | 21.30h

Língua Franca… projeto nomeado para os Latin Grammy com o tema “A Chapa É Quente!”

O projeto Língua Franca, constituído por Capicua, Emicida, Rael e Valete está nomeado para os Latin Grammy deste ano. O tema “A Chapa É Quente!” está nomeado na categoria de “Melhor Canção Urban”. Capicua e Valete são portugueses, Emicida e Rael brasileiros. Partilham a sua paixão pelo Rap e pelo Português, essa língua generosa que une os dois continentes e que os uniu num disco - “Língua Franca”.

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Um disco em que dois dos mais talentosos MCs brasileiros colaboram de perto com dois dos mais significativos Rappers nacionais, fundindo diferentes experiências, realidades e sensibilidades musicais num corpo comum, que tem a rima e a palavra como ponto de encontro.

 

Produzido por Kassin, Fred Ferreira e Nave, “Língua Franca” é um disco único que leva Rap feito em Português a lugares onde nunca chegou. O disco foi gravado entre Lisboa e São Paulo e editado em Portugal e no Brasil a 19 de Maio, em simultâneo.

 

Minta & The Brook Trout editam “Slow” em Vinil…

A edição em vinil do “Slow”, o terceiro longa-duração de Minta & The Brook Trout, estava agendada para Maio deste ano. Por vicissitudes do formato, em pleno renascimento, o fabrico do objecto demorou mais do que estava previsto.

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“Mas está finalmente nas nossas mãos, e saiu mesmo bonito! Como imaginávamos, as ilustrações que o José Feitor fez para o CD ficaram ainda mais espantosas nesta versão alargada, que está bem mais à altura delas.”

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Para celebrar este acontecimento, a banda vai fazer um concerto na ZDB, em Lisboa, local que lhes é muito caro. Até esse dia, 12 de Outubro, chegarão também dos Estados Unidos as cassetes do “Row”, EP de três canções que graváram entretanto como complemento ao disco, e que está prestes a ser editado numa parceria entre a Gaylord’s Party Music, de Oakland, e a Friendship Fever, de Sacramento.

 

Silva nomeado para os Latin Grammy…

Silva está nomeado na edição desta ano dos Latin Grammy, nas categorias de “Melhor Canção em Língua Portuguesa”, com “Noturna” e “Melhor álbum de MPB”, com “Silva Canta Marisa”. Editado em Portugal no passado mês de Maio, “Silva Canta Marisa” tem como single de apresentação o tema “Beija Eu”.

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photo: Miguel Vassy

 

O músico esteve recentemente em Lisboa a apresentar o seu mais recente trabalho ao vivo, no Palco Edp do festival Super Bock Super Rock.

Cantor, compositor e produtor, Silva representa o futuro e a evolução da música brasileira, tal como a conhecemos. Neste novo álbum, Silva apresenta releituras de músicas originalmente interpretadas por uma das vozes mais icónicas da música popular brasileira: Marisa Monte. O projecto ganhou vida após o mesmo ter sido convidado pelo programa “Versões”, do canal BIS, para interpretar canções do repertório da artista.

 

Com uma estética essencialmente electrónica, explorando novos timbres e sonoridades, Silva oferece novas cores a clássicos como “Ainda lembro”, “Beija Eu”, “Não vá embora” e “O Bonde do Dom”. O repertório é composto por 12 temas e inclui a inédita “Noturna, nada de novo na noite”, escrita em parceria com a própria Marisa Monte. “Silva Canta Marisa” é um álbum que reúne o clássico e o novo, numa parceria surpreendente.

António Zambujo nomeado para um Grammy Latino

"Até Pensei Que Fosse Minha", o mais recente disco de António Zambujo, encontra-se nomeado para um Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de MPB (Música Popular Brasileira), ao lado de artistas como Edu Lobo ou Alexandre Pires. O álbum, o seu sétimo de estúdio, é um disco muito especial, de tributo a Chico Buarque, que tem feito muito sucesso não só em Portugal e no Brasil, mas também em países como Espanha, França ou Reino Unido, onde o cantor tem atuado.

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"Até Pensei Que Fosse Minha" é composto por grandes clássicos do mestre da música popular brasileira e nele António Zambujo contou com a participação de artistas como Carminho, que canta consigo o tema "O Meu Amor", Roberta Sá, que participa em "Sem Fantasia", ou do próprio Chico Buarque, com quem faz um dueto em "Joana Francesa".

 

Este registo tem merecido os mais rasgados elogios não só da imprensa nacional, mas também dos meios brasileiros, com grandes destaques em publicações como "O Globo", "Folha de São Paulo", "Veja", "Marie Claire", "Estado de São Paulo", entre outras. Em Portugal, "Até Pensei Que Fosse Minha" já atingiu a marca de platina e chegou ao 1.º lugar do top de vendas, sendo que os concertos que António Zambujo deu no Brasil foram incluídos pelos jornais "O Globo" e "A Folha de São Paulo" no seus Top 10 de Melhores Concertos do Ano.

 

A nomeação para o Grammy Latino vem reforçar o estatuto de António Zambujo enquanto um dos maiores artistas da atualidade.

Os vencedores dos Grammys Latinos serão conhecidos a 16 de novembro, numa cerimónia a ter lugar em Las Vegas. Novembro marcará também o regresso de António Zambujo ao Brasil para apresentar, uma vez mais, "Até Pensei que Fosse Minha". Os concertos decorrem dia 14, no Teatro Ademir Rosa (CIC), em Florinópolis, dia 18, no Circo Voador, no Rio de Janeiro, e, no dia 19, no Tom Brasil, em São Paulo.

 

Nova Arcada Braga Blues… Rockn’ Gina & The Sentinels

Fruto da paixão de Budda Guedes e Micha Rudowski pelo Blues, o Nova Arcada Braga Blues conta com a programação da Editora bracarense Mobydick Records. Feito em Braga para Braga, este festival pretende ser uma celebração do género, nas suas mais variadas facetas, com uma fortíssima componente de criação de públicos. De forma a envolver a cidade, o Festival acontecerá em múltiplos locais como Apoio indispensável do Nova Arcada Centro Comercial e da Câmara Municipal de Braga.

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São agora conhecidas as primeiars confirmações do Festival….

Os Rockn’ Gina & The Sentinels são uma banda de Rock And Roll e Blues formada em 2011 que vive dos puros sons dos anos 50. Em 2011 editaram o álbum “Let’s Clope Baby” , e em 2014 “Trust Me”. Em 2016 editaram o 3.º álbum , sendo este 100% com temas originais.

Doze temas fizeram o repertório deste disco intitulado “One Crazy Night”.

 

Pelle / Rua de São João (Nas traseira da Igreja da Sé de Braga)

28 de Outubro 2017 | 23.00h (Entrada livre)

Ciclo "Isto é Jazz?"… Kaja Draksler Octet

Nascida nos subúrbios de Ljubljana, Eslovénia, em 1987, e com formação superior em piano jazz (foi aluna de Vijay Iyer e Jason Moran) e em composição clássica (estudou com Richard Ayres), Kaja Draksler é um dos novos valores do jazz criativo que mais se têm afirmado estes últimos anos na Europa. Visita regular em Portugal, devido ao seu duo com a trompetista Susana Santos Silva, volta agora ao nosso país para apresentar um novo projeto que reúne oito figuras de primeira linha da Holanda, o país onde decidiu fixar residência, fazendo já parte da cena local.

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photo: Francesca Patella

 

O Kaja Draksler Octet cruza os seus conceitos nos âmbitos da improvisação e da escrita (para uso dos grupos Feecho e BadBooshBand ou por encomenda de big bands de jazz, formações de câmara e coros) num ensemble que integra duas vozes, instrumentos de palheta e violino, assim completando um espectro de timbres e cores que se aproxima tanto da música contemporânea como do formato canção tal como foi estabelecido nos domínios da folk e da pop. Estruturas complexas com temas simples e muito espaço para solos improvisados, concebidas a partir do seu piano (ou seja, orquestralmente), servem-lhe para desenvolver um visão da música em que cabem tanto as influências de Thelonious Monk e Cecil Taylor como as de Ligeti e da tradição popular da sua origem balcânica. Os poemas cantados são assinados pela artista plástica grega Andriana Minou, com quem mantém uma colaboração que reflete outro dos seus interesses: a criação transdisciplinar e intermediática, a exemplo do que faz com o coletivo I/O.

 

Culturgest / Pequeno Auditório (Lisboa)

29 de Setembro 2017 | 21.30h

Culturgest apresenta… Fanfare de Loïc Touzé

Fanfare procura revelar uma melodia de relações construídas por ações e gestos. Para o bailarino, dançar é a forma que tem de sentir o mundo, de o atravessar e conter. Dançar é ver. Ver o espaço, o que nele está depositado e já ativo. Ver a sua história, agitar a sua memória, torná-la presente através do movimento dançado.

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photo: Alain Monot

 

Loïc Touzé desenvolve a sua atividade a partir da estrutura artística ORO, em Nantes. Tem realizado numerosos projetos em colaboração com artistas do campo coreográfico, da música e das artes visuais. Criou, entre outras, Morceau, Love e La Chance (que a Culturgest apresentou em setembro de 2015). Codirigiu os Laboratoires d'Aubervilliers com Yvane Chapuis e François Piron. Coautor de Nos images com Mathilde Monnier e Tanguy Viel, e Gomme, com Yasmin Rahmani. Trabalhou com os acrobatas da Companhia XY. Criou Ô Montagne em 2013 e Fanfare em 2015. A formação e a circulação da cultura coreográfica têm um lugar central no seu trabalho e ensina regularmente em França e no mundo (nomeadamente em Portugal, no PEPCC – programa de estudo, pesquisa e criação coreográfica, do Forum Dança).

 

Culturgest / Grande Auditório (Lisboa)

29/30 de Setembro 2017 | 21.30h

A celebração dos 40 Anos da banda sonora de “Saturday Night Fever”

Em 1977, “Saturday Night Fever” registou e impulsionou um movimento cultural global como poucos filmes antes, ou até mesmo depois, com sua icónica banda sonora, que levou os Bee Gees a liderar as pistas de dança do filme. Um sucesso esmagador a nível mundial, que o tornou um clássico essencial de sempre, "Saturday Night Fever (The Original Movie Soundtrack)" gerou quatro singles n.º 1 e ganhou o GRAMMY Award para o Álbum do Ano. No dia 17 de novembro, o 40.º Aniversário desta banda sonora ilustre será celebrado com reedições em vários formatos, incluindo uma caixa Super Deluxe que junta o álbum remasterizado e remixes à versão Director’s Cut do filme, restaurado em 4K para este aniversário.

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“Há quarenta anos, ‘Saturday Night Fever’ foi lançado e o impacto que teve ainda hoje é inexplicável. Já na altura foi inexplicável”, escreve Barry Gibb, dos Bee Gees, no seu novo ensaio para a edição do 40.º Aniversário de "Saturday Night Fever (The Original Movie Soundtrack)".

Composto e interpretado maioritariamente pelos Bee Gees, este álbum lendário inclui grandes êxitos mundiais como “Stayin’ Alive”, “Night Fever”, “How Deep Is Your Love”, “More Than A Woman”, e “If I Can’t Have You”.

"As Canções de Leonard Cohen" chegam ao Porto… com lotação esgotada

Depois do sucesso na estreia, no Centro Cultural Olga Cadaval, na passada quinta-feira, "As Canções de Leonard Cohen" serão recordadas amanhã, dia 27, na sala Suggia da Casa da Música, que conta com lotação esgotada há várias semanas.

Em palco, David FonsecaJorge PalmaMárciaMazganiMiguel Guedes e Samuel Úria celebram a vida e a obra do cantor, compositor e poeta canadiano que faleceu no dia 7 de Novembro de 2016, um mês depois de ter editado o seu 14.º álbum de originais, "You Want It Darker".

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photo: Rita Carmo



Com direcção musical do guitarrista Pedro Vidal, este espectáculo conta ainda com João Correia na bateria, Nuno Lucas no baixo, João Cardoso nas teclas e Paulo Ramos e Orlanda Guilande, nos coros.

Com produção do Bairro da Música e a chancela da Embaixada do Canadá em Portugal, estes espectáculos intitulados "As Canções de Leonard Cohen" apresentam-se como uma homenagem ao autor de canções como "Dance Me To The End Of Love", "Bird on The Wire", "Hallelujah", "I'm Your Man", "Sisters of Mercy" e "So Long, Marianne".

Depois do Porto, "As Canções de Leonard Cohen" seguem viagem para o CAE da Figueira da Foz, na sexta-feira, e para o Cine-Teatro Louletano dia 10 de Outubro, ambos os espectáculos igualmente esgotados. 

 

Quem tem medo de Virgínia Woolf?... em Estarreja

Quem tem medo de Virgínia Woolf? esbate-se no espaço entre a realidade e a ilusão, explorando esta matéria no contexto doméstico de um casal de meia-idade armadilhado numa relação amargurada.  Alexandra Lencastre e Diogo Infante são Martha e George nesta versão de um dos maiores clássicos contemporâneos da dramaturgia norte-americana, assinado por Edward Albee.

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George e Martha regressam a casa, de madrugada, vindos de uma festa na universidade onde George dá aulas. O pai de Martha, director da universidade, apresenta o novo corpo docente, do qual faz parte um novo professor (José Pimentão), que está acompanhado pela sua mulher (Lia Carvalho). É assim que Martha os convida a ir a sua casa. Quando os convidados chegam, George e Martha discutem. No início o jovem casal manifesta algum desconforto, mas à medida que a noite avança, e o álcool começa a surtir efeito, deixam-se envolver no mundo tumultuoso e perturbador dos anfitriões. O que começa como uma noite de Jogos e Brincadeiras transforma-se num monstruoso duelo psicológico entre George e Martha, com inevitáveis repercussões nos convidados.

 

Interpretação: Alexandra Lencastre, Diogo Infante, Lia Carvalho e José Pimentão

Texto: Edward Albee / Versão de João Perry a partir da tradução de Ana Luísa Guimarães e de Miguel Granja

Direcção: Diogo Infante

Assistência de encenação: Leonor Buescu

Cenografia: Catarina Amaro

Desenho de Luz: Luís Duarte

Figurinos: Maria Gonzaga

Produção: Força de Produção

 

Cine-Teatro de Estarreja

30 de Setembro 2017

Endless Boogie…. na ZDB

A bem da geografia musical do rock, onde situar os nova-iorquinos Endless Boogie? No blues, no stoner, no hard? Num suposto kraut southern rock, como há quatro anos sugeriram os próprios? Ora, o inusitado charme da banda que, liderada por Paul Major, anda a fazer música desde 1997, dispensa o auxílio das categorias. Dito de outra maneira, quando se trata de identificar aquilo que os Endless Boogie fazem, elas são sempre insuficientes, quando não inúteis. No último instante, este quarteto, que teve em Stephen Malkmus um improvável padrinho, puxa-nos o tapete debaixo dos pés, traz a dúvida ou a incerteza na sua mais prazenteira acepção.

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Diante dos Endlesse Boogie, o melhor a fazer é experimentar o gozo das canções, a volúpia que os riffs despertam, colher a alegria dos solos, receber o groove dos acordes e dos ritmos. Paul Major e os seus parceiros (um dos quais é o grande Matt Sweeney) são mestres do rock e generosos no modo como no-lo transmitem. Ponham os ouvidos no álbum mais recente, “Vibe Killer” (editado pela No Quarter). Há ecos beefheartianos, muito southern boogie contaminado pela inteligência do melhor indie-rock dos anos 80 (em “High Drag, Hard Doin'” e no magnífico e autobiográfico “Back in '74” com direito a spoken-word) e um convite para dançar endereçado pelo piano e o wah-wah em “Bishops At Large”. Aqui a paisagem não se altera. É a do rock, de uma cultura americana com as suas imagens, as suas histórias, os seus legados e testamentos. É ela que anima os Endless Boogie e que anima os seus cultores. E que resplandece, indomável e sempre rejuvenescida, em “Trash Dog”, canção na qual participam, num coro invisível, os The Groundhogs, os Coloured Balls e os Kyuss.

 

Galeria ZDB (Lisboa)

26 de Setembro 2017 | 22.00h

“Alguém Como Eu”… Um filme de Leonel Vieira com Paolla Oliveira e Ricardo Pereira

“Alguém Como Eu”, o mais recente filme de Leonel Vieira, estreia já no próximo dia 12 de Outubro. Uma comédia romântica que terá o maior lançamento comercial em sala de um filme falado em Português, nos mercados de Portugal e Brasil. A NOS Audiovisuais e a Paris Filmes, as duas maiores distribuidoras dos dois mercados, são parceiras deste projeto, que inaugura um novo caminho para a comercialização bilateral do cinema nos dois países. Está também assegurada a emissão do filme no circuito de TV, através de uma parceria com a Telecine, a maior rede de canais de cinema do Brasil.

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O ator Ricardo Pereira e a atriz brasileira Paolla Oliveira são os protagonistas desta estória, que conta com alguns dos mais prestigiados atores portugueses e brasileiros. José Pedro Vasconcelos, Sara Prata, os atores brasileiros Júlia Rabello (Porta dos Fundos) e Arlindo Lopes, e o ator português José Martins formam o elenco do filme que conta ainda com a participação especial de Paulo Pires, Eduardo Madeira, Manuel Marques, Dânia Neto e da fadista Mariza.

 

“Alguém Como Eu”, sem subsídios do Instituto de Cinema de Portugal, é o primeiro filme luso-brasileiro onde cada produtora participa com 50% do financiamento. A Stopline desenvolveu este ambicioso projeto com a prestigiada produtora Gullane de São Paulo, que produziu mais de 40 longas-metragens, algumas em parceria com estúdios americanos, como Warner, Sony, Disney, Fox e Universal. Os filmes da Gullane já estiveram 15 vezes na seleção nos maiores festivais do mundo, como Cannes, Veneza, Berlin e Sundance. Em 2017, Bingo - O Rei Das Manhãs,  foi escolhido para representar o Brasil na corrida ao OSCAR de melhor filme estrangeiro e também para melhor filme latino americano nos prêmios GOYA.

Orchestral Manoeuvres in the Dark em Lisboa…

Os Orchestral Manoeuvres In The Dark estão de volta com o seu 13º álbum “The Punishment of Luxury” e vêm apresenta-lo a Portugal no dia 16 de Fevereiro, na Aula Magna, numa noite em que não faltarão também os grandes êxitos como “Enola Gay” ou “If You Leave”.

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O novo “The Punishment of Luxury” combina a nostalgia melancólica e o romance idealizado no seu último trabalho, o muito aclamado pela critica “English Electric”(2013), metendo os britânicos fora da sua zona de conforto. Escrito, gravado, produzido e misturado pelos OMD, o novo álbum, lançado no passado dia 1 de Setembro, é a reunião de vários sons synth pop ao bom estilo dos OMD com composições magistrais ao nível das melhores da banda.

Descritos pela “The Quietus” como “não apensas uma das melhores bandas de synth pop de sempre mas sim como uma das melhores bandas de sempre” os OMD foram já citados como grande inspiração por nomes como The XX, The Killers ou James Murphy dos LCD Soundsistem e as suas influências estão também muito presentes no ADN de bandas como Future Islands ou Chvrches.

Relojoaria, joalharia e ourivesaria mostram vitalidade da indústria nacional na Portojóia’17

“Jewels tell Stories” será o mote da edição deste ano da Portojóia. Histórias que iluminam vidas e momentos, através dos metais mais nobres e das pedras mais preciosas.

Como sempre, uma série de atividades paralelas conferem uma dinâmica muito especial à feira, reforçando o cartel que este certame ostenta há muitos anos de principal montra dos profissionais de joalharia.

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A Portojóia, o mais importante certame nacional do setor ourivesaria, joalharia e relojoaria, irá, uma vez mais, de 28 de setembro a 1 de outubro, na Exponor, contribuir para reforçar esta forte vertente exportadora, razão pela qual convidou para esta 28ª edição o Panamá.

Estando este país estrategicamente posicionado na América Latina, é convicção de Amélia Monteiro, diretora da Portojóia, poder ser alavancado o estreitamento de relações comerciais entre os players da joalharia e relojoaria portuguesas e os países da América Latina.

“O Apocalipse”… segundo Fernando Pessoa e Ofélia Queirós

O Apocalipse” reúne várias artes (literatura, teatro, música, canto, dança) em torno da ideia do reencontro de Fernando Pessoa e Ofélia Queirós no Cais das Colunas, num plano intemporal e visionário muito ligado ao imaginário de Lisboa, do Tejo e do Atlântico. Num modelo inspirado no Apocalipse segundo São João, Ofélia revela a Pessoa a verdade fundamental sobre o sentido do seu encontro e do amor e obtém o reconhecimento do Pessoa ortónimo e dos seus vários heterónimos. A obra dá voz a passagens e momentos capitais da vida e obra de Pessoa e recria o episódio da Ilha dos Amores de Luís de Camões, em torno de Pessoa e Ofélia. A obra recria ainda aspectos fundamentais da mitologia cultural portuguesa, centrais em Fernando Pessoa, como a vocação universalista da mesma cultura para unir Oriente e Ocidente e contribuir para uma metamorfose da consciência e uma nova civilização mais fraterna em relação aos seres vivos e à Terra.

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O projecto "O Apocalipse segundo Fernando Pessoa e Ofélia Queirós", de autoria de Paulo Borges, é um Espectáculo Interdisciplinar. Desafiado por Miguel Babo (produtor e actor) e escrito por Paulo Borges, professor do Departamento de Filosofia da Universidade de Lisboa e autor de vários livros sobre Fernando Pessoa, estende o convite a uma equipa de artistas multidisciplinares, contando com trabalho de imagem e multimédia de Luís Fernandes, com a direcção musical e composição original de Rui Filipe Reis e com a Amálgama Companhia de Dança | Sandra Battaglia na Coreografia e direcção de Movimento.

 

Teatro do Bairro (Lisboa)

12 a 14 Outubro 2017 | 21:30h

 

"A Vénia de Portugal ao Regime dos Banqueiros"… de José Gomes Ferreira já à venda

“Mostrar a promiscuidade entre banca e política nacional” é o que propõe o director-adjunto da SIC. "Um regime moldado pelos mais importantes banqueiros e gestores do sector, com Ricardo Salgado à cabeça. Em dez anos de crise bancária a classe política portuguesa começou por nacionalizar e garantir bancos falidos; mudou de posição prometendo obrigar os banqueiros e os investidores a pagar pelos seus erros. Mas, na fase final, o Governo, a Presidência da República, o Parlamento e o Banco de Portugal acabaram por contornar o passado e obrigaram os contribuintes a assumir de novo praticamente todos os custos. As consequências do regime político que Ricardo Salgado moldou à sua maneira, com o apoio dos outros banqueiros, voltaram a pesar fortemente nos bolsos dos portugueses, que são obrigados a pagar as dívividas deixadas na banca nacional pelo menos durante os próximos 40 anos. Uma história em que nenhum político, regulador ou banqueiro é inocente, mas uns são mais culpados do que outros.”

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Este livro tenta dar respostas a perguntas sobre o tipo e a extensão das ligações que o banqueiro e os seus pares tinham e continuam a ter com a política portuguesa. Muitas outras perguntas ficam feitas e ainda não têm resposta. "Espero que este texto sirva de reflexão para melhorar alguma coisa neste País", escreve o jornalista.

 

Licenciado em Comunicação Social pelo Instituto Superior de Ciencias Sociais e Politicas, José Gomes Ferreira começou, em 1988 a trabalhar na primeira revista portuguesa de Economia, a Classe. Foi jornalista da TSF e do Público desde o lançamento destes projectos em 1988 e 1989, respectivamente e, em 1992, mudou-se para a SIC, onde é Director-Adjunto de Informação.

 

Uma edição Oficina do Livro