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Glam Magazine

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Panic… Damiano Von Erckert, Mad Mac e Funkamente no Musicbox

As festas PANIC acontecem no Musicbox desde 2009, sem data previsível nem regularidade certa. Acontecem quando mais precisamos e estão de regresso já no dia 28 de Setembro para uma nova temporada. PANIC é uma noite sem preconceitos, que mistura as novas tendências com os verdadeiros clássicos da música de dança. Uma noite para quem não consegue esperar por sexta-feira para sacudir as tensões da semana. Esta nova temporada arranca já em grande com Damiano Von Erckert, Mad Mac e Midnight & Bungahigh a apresentar Funkamente.

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Damiano Von Erckert faz parte de uma geração de artistas que renega por completo os limites do género musical. Tendo crescido em Colónia, deu os primeiros passos na arte de manobrar discos à beira do seu pai, também DJ, o que lhe permitiu adquirir um gosto variado e conveniente por vários estilos: o soul, o hip-hop, o funk, o afrobeat e o disco, tal como as personas que admirava enquanto o fazia, como Willie Hutch, Donny Hathaway, Fela Kuti e Ron Hardy.

 

Mad Mac, nem preto, nem branco é algo no meio. Com gosto sofisticado mas não inacessível, explora as novidades e os eternos clássicos. Em resumo, o que podemos esperar é uma linha muito fina entre a música de dança, pop e underground.

 

Midnight & Bungahigh apresentam Funkamente!

Funkamente! é o que apetece dizer quando estes dois se juntam na cabine. O set é completamente back-to-back e esta batalha transforma-se numa colaboração que resulta em muita dança e que vai do Soul ao Funk, do Disco ao House.

 

Musicbox (Lisboa)

28 de Setembro 2017

Jameson Urban Routes… já tem o cartaz fechado!

The Black Lips, Havoc e Sherwood & Pinch são alguns dos nomes que fecham o cartaz da décima primeira edição do Jameson Urban Routes no Musicbox em Lisboa. Entre 24 e 28 de Outubro, organizado em 13 sessões, o festival conta com um dos mais ambiciosos cartazes já apresentados e que reflete na perfeição o conceito de programação do clube que o acolhe e programa.

 

Este é o cardápio para este ano: Havoc, Big Nyod, Black Bombaim & Peter Brotzmann, Scúru Fitchádu, Actress, Caroline Lethô, Solution, You Can’t Win Charlie Brown, O Terno, Laid Back, Captain Casablanca, Xinobi Ft. Da Chick, Stone Dead, Black Lips, Sherwood & Pinch, Mike Stellar, Gusta-Vo, Surma, Austra, Superstar & Star, Nigga Fox e Tapes.

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Dia 24 de Outubro, terça-feira, inicia-se o festival com um concerto muito especial de Havoc, rapper reconhecido por ser metade da dupla Mobb Deep, incontornáveis do hip hop mundial que desde o passado dia 20 de junho deixaram de existir devido ao falecimento de Prodigy, deixando Havoc para continuar o legado que ambos iniciaram. Apesar de contar com importantes registos a solo, destaque para o somatório de colaborações que amealhou ao longo dos anos com Notorious Big, Eminem, Nas ou Kanye West. Para tornar as coisas ainda mais especiais, Havoc será acompanhado em palco por Big Noyd, rapper intimamente ligado à história dos Mobb Deep. 

 

Na quarta-feira, dia 25 de Outubro, os Black Bombaim voltam a convocar a lenda viva Peter Brotzmann para recriar um dos discos do ano passado na secção jazz e que até hoje teve uma única apresentação em Lisboa. Este será um dos raros momentos em que ambos pisam o mesmo palco à procura do meio termo entre free jazz e o stoner rock. Imperdível na mesma sessão será o concerto de Scúru Ftichádu, com o seu som único, original, que explora a fusão entre o funaná e o hardcore. 

Na segunda sessão do dia, Actress regressa ao Musicbox para mostrar o seu “AZD”, disco que está na pole position para ser um dos 3 melhores do ano, que este é o melhor disco de Darren Cunningham até à data. A acompanhá-lo no clubbing estão Caroline Lethô e Solution

 

26 de Outubro é dia de dar graças ao indie made in portuguese e made in Portugal. Não é segredo para ninguém o carinho que o Musicbox tem pelos You Can’t Win Charlie e não poderia ser a melhor parelha para a segunda vez de O Terno em Lisboa. A banda de Afonso Cabral continua a apresentar o seu “Marrow”. O Terno regressa com “Melhor do Que Parece” e o estatuto de uma das bandas mais importantes da atualidade indie brasileira, entre Boogarins e Tatá Aeroplano. 

 

Na sessão seguinte o momento histórico em que os lendários Laid Back fazem a estreia em Lisboa para um concerto em formato greatest hits. Vai ser possivel finalmente dançar ao vivo “Sunshine Reggae”, “Cocaine Cool”, “Bakerman” ou “White Horse”. São 30 anos de estrada e inúmeros discos de ouro espalhados por todo o mundo que esta máquina de fazer hinos pop vem colecionando desde o inicio dos anos 80. Captain Casablanca que é como quem diz Casper Clausen, vocalista de Liima e Efterklang, completa esta sessão estreando ao vivo o seu novo projecto a solo que conta a sua relação com Lisboa na perspetiva de um cidadão do mundo. A noite termina com o dj set de Xinobi acompanhado, ora nos pratos, ora no microfone, por Da Chick

 

Rock n’ roll é palavra de ordem para as sessões de sexta-feira, dia 27 de Outubro. Os inigualáveis Black Lips regressam a Lisboa com o novíssimo disco “Satan’s Graffiti or God’s Art” lançado no inicio deste ano pela secção discográfica da Vice. Um registo que leva a banda de volta aos seus primórdios e que se impôs como um dos melhores registos de 2017. Após algumas mudanças estruturais, os americanos estão de regresso com a energia que meio mundo lhes reconhece e isso é sem dúvidas das melhores notícias do ano.

 

Para acompanhar este regresso não conseguimos pensar em banda melhor que os Stone Dead, power trio de Alcobaça que dedicou 2017 para passar o tempo todo na estrada a mostrar (dentro e fora de fronteiras) porque razão é que “Good Boys” é provavelmente um dos melhores discos que o rock n roll nacional produziu este ano. Na sessão de clubbing, dois regressos que juntos são uma estreia: Sherwood & Pinch pioneiro de Dub Adrian Sherwood juntamente com o peso pesado de Dubsetp britânico Rob Ellis (aka Pinch) apresentam no palco do Musicbox o disco lançado este ano “Man Vs. Sofa”. Mike Stellar e Gusta-Vo complementam o programa da noite.

 

Sábado, dia 28 de Outubro é um dos dias mais aguardados da discografia nacional. Surma apresenta finalmente o disco de estreia com grande pompa e circunstância. Por essa altura, “Antwerpen” já está nas lojas da Europa central e no retalhista mais próximo de si, mas esta será a primeira vez que o concerto será tocado na íntegra. Para completar esta sessão decidimos que estava na hora de Austra fazer a estreia lisboeta, depois de ter passado pelo Milhões de Festa em 2013. “Future Politics” é o seu último trabalho, editado este ano, onde imagina como seria a América e o mundo, dominados por lunáticos platinados com demasiadas horas passadas no solário.

Na sessão seguinte, Nigga Fox fará um show muito especial que a seu tempo será devidamente desvendado. Até lá fica a certeza de que um momento histórico está por ser anunciado sendo que é também histórica a estreia em Lisboa de Superstar & Star.

A festival termina com o dj set do britânico Tapes

 

 

 

Dez Anos depois… Black Lips em Portugal

Dez anos depois do concerto apoteótico no Porto Rio, uma noite que ficou enraizada na memória de todos os presentes pelo carácter caótico em que tudo se desenrolou e por se ter vivido quase todas as máximas associadas ao rock ‘n' roll.

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Após uma década de emoções fortes, aventuras e desventuras e 4 discos depois, os Black Lips regressam ao Porto dia 28 de Outubro para um concerto de sala, desta vez no 4.º andar do n.º 178 da rua Passos Manuel (Maus Hábitos). Espera-se apenas que desta vez os Black Lips não sejam corridos a pontapé como daquela primeira vez.

 

Em Lisboa, no dia anterior, os Black Lips sobem ao palco do Musicbox e do JUR na companhia dos Stone Dead. Good Boys x Bad Kids!

Noite Màgia Roja… no Damas

Espaço criativo em ebulição no país vizinho com ganchos firmes um pouco por todo o lado, a Màgia Roja traz a sua alquimia brava que tanto tem feito por agitar a norma através de três dos seus meliantes.

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Futuro de Hierro…

Figura vital da vida perene que se esconde por entre a ilusão do turismo massivo em Barcelona, Viktor Lux Crux tem inventado novas realidades enquanto activista, promotor, músico e cocabecilha da Màgia Roja. Contando já com numerosos concertos deste e do outro lado do Atlântico e colaborações com Jochen Arbeit dos Einstürzende Neubauten ou Gnod assume na identidade Futuro de Hierro uma faceta eminentemente física como corpo para a contestação e as magickal arts como escutadas no abismo de “Paso en el Vacío” - em co-edição com a imponente Opal Tapes. A vasculhar de Doc Martens por entre detritos rítmicos e harmónicos para chegar a peças imagéticas na senda de bandidos como Esplendor Geométrico, Whitehouse e demais profetas do Apocalipse.

 

Zozobra…

Prestes a lançar o seu primeiro álbum numa através da Màgia Roja, Zozobra agarra a canção pelo seu lado mais brutalista e honesto, num equilíbrio de forças entre a vulnerabilidade lírica e a rudeza pós-industrial que aguenta com este turbilhão honesto que ronda a fronteira mais desoladora dos Coil

 

Jaco…

Artista catalão que faz agora uma versão rasteira daquele espaço e tempo muito particulares em que o post-punk e o rap se encontraram a desbravar terreno por entre a urbe mais alienante. Lâminas, ambiências e samples metálicos em baixa rotação, a deixar espaço aberto para uma voz narcótica.

Steve Stapelton dos Nurse With Wound é gajo para aprovar estas deambulações

 

Maria P.

Como que a dar espaço para respirar depois do sufoco industrial que se fez sentir, María P. regressa aos pratos das Damas num contínuo geográfico, mas por entre outras músicas de balanço, em passeio pelas memórias mais fervilhantes da soul, do R&B original ou do surf rock para os acertar no mesmo fôlego do freakbeat, do garage rock e do psicadelismo mais urgente.

 

Damas (Lisboa)

30 de Setembro 2017 | 23.00h

"Broken Homeland"… álbum de estreia do coletivo Valparaiso

O coletivo parisiense Valparaiso editou na passada sexta feira, 22 de setembro, "Broken Homeland", novo álbum de estúdio produzido por John Parish (PJ Harvey, Giant Sand, Sparklehorse, Mazgani, entre outros) e que conta com vozes e letra de artistas como Shannon Wright, o espanhol Josh Haden, Dominique A, Rosemary Standley dos Moriarty, Marc Huyghens dos Venus e Julia Lanoë dos Mansfield Tya.

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"Broken Homeland" é um disco com 13 faixas, cada uma com um ou mais convidados diferentes que lhe dão voz. Todos os temas que fazem parte do primeiro álbum do coletivo foram compostos pelos membros Valparaiso, mas os convidados tiveram total liberdade artística na composição da letra.

"Rising Tides" foi o primeiro tema deste disco a ser apresentado e inclui algumas das vozes mais importantes da cena alternativa mundial. Phoebe Killdeer dos Nouvelle Vague e Howe Gelb (antes nos Giant Sand e Calexico), por exemplo, dão a voz e letra a este single de apresentação. O vídeo oficial, realizado por Richard Dumas e Amaury Voslion pode visto visto mais abaixo.

 

O novo álbum de Valparaiso é lançado em toda a Europa via Zamora Label.