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Glam Magazine

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Pacha Ofir… Grande Encerramento do Verão

O Grande Encerramento de Verão do Pacha Ofir vai ter lugar no dia 23 de Setembro com música non-stop durante 15 horas. Uma grande festa que servirá de preparação para a comemoração dos 25 anos da discoteca, que acontecerá no dia 31 de Outubro de 2017. A 23 de Setembro, a discoteca portuguesa que chegou a ser classificada entre as 21 melhores do mundo pela revista britânica Musik, irá receber as atracções internacionais: Carlo Lio, Deborah De Luca, Spartaque, Ivan Smagghe e Ata. As actuações ao vivo nesse dia ficaram a cargo de Masterjake, Wet Bed Gang e Kappa Jotta.

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Nomes como Miss Sheila, Fauvrelle, Gusta-vo, Soundprofile, The End, Ricardo Reis, André Alves, The Master Sisters, Hugo Torres, Miguel Nery, Sahsebastien, Meninos de Coro, Joao Costa, Nelly Deep e Andrego Biblas serão alguns dos dj's nacionais que vão passar pelas 6 pistas que compõem a discoteca que foi o primeiro franchising da marca fora de Espanha. No Pacha as noites prolongam-se para os dias por isso a noite de 23 de Setembro será prolongada com o Open Air Pacha by Private Breakfast que começa às 7 da manhã e contará com os dj's Ivan Smagghe, Ata, Fauvrelle e Gusta-Vo.

 

Na pista Favela, comemora-se o seu 5º aniversário e terá como convidada especial Jéssica Campos, a Finalista do Ídolos Brasil com o tema "50 Reais". Estes 25 anos começaram a ser comemorados em Abril deste ano com a festa “Remember 25 Anos Pacha Ofir”, onde os convidados foram os GNR.

Nos últimos meses, o espírito de comemoração manteve-se com os concertos de Virgul, Mastiksoul, Calema, Slow J, Gabriel O Pensador e Matias Damásio. 

 

Em 2017, o Pacha Ofir entrou num novo e promissor ciclo da sua vida.

The Alchemist no Musicbox

O produtor norte-americano The Alchemist vai apresentar-se no Musicbox no próximo sábado, dia 23 de setembro. O histórico produtor chega à capital numa produção da Versus e fará um DJ set em que mostrará, certamente, muitos dos seus clássicos e algumas das suas mais frescas novidades.

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O produtor lançou recentemente o projecto colaborativo com Budgie The Good Book, Vol 2 em que se inclui “Try My Hand”, vénia de Alchemist ao seu “irmão”, Prodigy, o malogrado membro dos Mobb Deep. Prodigy será certamente homenageado nesta passagem de The Alchemist por Lisboa, que acontecerá em vésperas de completar 40 anos, 25 dos quais em completa sintonia com a cultura hip hop – enquanto parte dos Whooliganz, duo adolescente que criou com Scott Caan, filho do actor James Caan, Alchemist estreou-se como afiliado dos Soul Assassins de B-Real com apenas 14 anos.

 

Depois, ao lado de DJ Muggs dos Cypress Hill, Alchemist iniciou-se na arte da produção tendo, já na recta final dos anos 90, assinado muitos dos beats de Evidence, Dilated Peoples e, claro, Mobb Deep, para quem começou a produzir aquando da edição de Murda Muzik, em 1999. O resto, poderá dizer-se, é história: gente como Nas, Ghostface Killah, Fat Joe ou Snoop Dogg – verdadeiras lendas – beneficiou da arte dos beats de Alchemist que possui três álbuns em nome próprio e ainda uma dilatada lista de projectos colaborativos com nomes como Action Bronson, Prodigy, Oh No, Roc Marciano, Evidence ou Havoc.

Passatempo... Simone… O Musical

A Glam Magazine em parceria com a UAU tem para oferecer 3 convites duplos para a sessão do próximo domingo, 24 de Setembro pelas 16.30h

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Amada por todos, Simone de Oliveira é sinónimo de força, autenticidade e coragem. Artista completa, na sua carreira abraçou mais de sete ofícios, fazendo sempre frente aos desafios que a vida lhe lançou. Sem temer, ou temendo muito, desbravou caminhos e fez-se ouvir numa sociedade adversa às mulheres com voz. Foi jornalista, locutora de continuidade, apresentadora de concursos e programas de televisão e rádio quando a voz, possante e enérgica, a fintou. Lutou e sobreviveu; regressou às canções que a notabilizaram, aos poetas controversos a cuja obra cedeu a alma, aos palcos que a amavam como cantora e actriz, ao público que aplaudia a Artista e a Mulher.

 

Para se habilitar a um dos convites duplos deve responder à seguinte pergunta:
- Qual a idade de Simone de Oliveira?

 

As respostas com os seus dados pessoais deve ser enviadas para:
passatempos@glam-magazine.pt

Mais informações sobre o espectáculo aqui

 

 

OuTonalidades 2017 - Circuito Português de Musica ao Vivo

O circuito português de música ao vivo volta a palmilhar o país de lés-a-lés, através de uma alargada rede de espaços abertos à diversidade das músicas que se fazem em território nacional, mas não só. O OuTonalidades prossegue a sua missão de incentivo à circulação da música ao vivo em espaços de café-concerto, bares associativos ou pequenas salas. É reiterado o reconhecimento da iniciativa entre promotores e artistas que, resistindo aos tempos adversos, continuam a fazer do OuTonalidades uma marca anual incontornável da sua intervenção cultural e artística.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

O circuito é coordenado pela d’Orfeu Associação Cultural, em colaboração direta com inúmeros parceiros (Municípios, Teatros, Associações), na consolidação de uma grande rede de programação que junta grupos emergentes e reconhecidos, todos de inegável qualidade, para grandes noites de Outono.

O 21.º OuTonalidades conta ainda com várias extensões, pontes de cooperação internacional e nacional, fruto de parcerias da d’Orfeu, que reinventa continuamente o OuTonalidades, prosseguindo a sua missão de incentivo à circulação da música ao vivo, num trabalho em rede cujas sinergias extravasam o tempo e os espaços do próprio evento.

 

Calendário dos concertos

21 Setembro 2017 | 22.00h - Uxía & João Gentil (Cineteatro Alba / Espaço café-concerto) (Albergaria-a-Velha)

27 Setembro 2017 | 22:00h - Núria Graham (na foto) (Cineteatro António Lamoso / À4Há) (Santa Maria da Feira)

28 Setembro 2017 | 22:00h - Núria Graham (Cineteatro Alba / Espaço café-concerto) (Albergaria-a-Velha)

29 Setembro 2017 | 22:00h - Galandum Galundaina (Cine-Teatro de Estarreja / Café Concerto) (Estarreja)

29 Setembro 2017 | 22:30h - Núria Graham (Espaço d'Orfeu / Latada) (Águeda)

 

5 Outubro 2017 | 18:30h - Lavoisier (Espaço d'Orfeu / Latada / O Gesto Orelhudo) (Águeda)

7 Outubro 2017 | 18:30h -   José Valente (Espaço d'Orfeu / Latada / O Gesto Orelhudo) (Águeda)

7 Outubro 2017 | 22:00h -   Louisa Lyne & di Yiddishe Kapelye (Teatro Municipal da Guarda / Café Concerto) (Guarda)

7 Outubro 2017 | 23:00h - Oques Grasses (Outono Quente) (Viseu)

11 Outubro 2017 | 22:00h - CRU (Cineteatro António Lamoso / À4Há) (Santa Maria da Feira)

14 Outubro 2017 | 21:30h - Joana Barra Vaz - Mergulho Em Loba     (Centro das Artes do Espectáculo) (Sever do Vouga)

19 Outubro 2017 | 22:00h - José Valente (Museu Júlio Dinis / Música Quinta à Noite) (Ovar)

19 Outubro 2017 | 22:00h - Vaarwell (Cineteatro Alba / Espaço café-concerto) (Albergaria-a-Velha)

20 Outubro 2017 | 22:00h - Moonshiners (II Festival da Cerveja Artesanal / Mercado Municipal   Santa Maria da Feira)

21 Outubro 2017 | 22:00h - Golden Slumbers (II Festival da Cerveja Artesanal / Mercado Municipal       Santa Maria da Feira)

21 Outubro 2017 | 22:00h - First Breath After Coma (Casa do Povo de Santo Estêvão) (Tavira)

29 Outubro 2017 | 16:00h - Sofia Ribeiro (Casa da Cultura de Famalicão da Serra) (Famalicão da Serra / Guarda)

31 Outubro 2017 | 22:00h - CRU (Cine-Teatro de Estarreja / Café Concerto) (Estarreja)

 

5 Novembro 2017 | 16:00h - Andarilho 2.0 (Casa da Cultura de Famalicão da Serra) (Famalicão da Serra / Guarda)

11 Novembro 2017 | 22:00h - Uxía & João Gentil (Casa do Povo de Santo Estêvão) (Tavira)

16 Novembro 2017 | 22:00h - Odaiko & Vanesa Muela            (Cineteatro Alba / Espaço café-concerto) (Albergaria-a-Velha)

16 Novembro 2017 | 22:00h – Surma (Museu Júlio Dinis / Música Quinta à Noite) (Ovar)

17 Novembro 2017 | 22:00h - Odaiko & Vanesa Muela (Teatro Municipal da Guarda / Café Concerto) (Guarda)

18 Novembro 2017 | 21:30h - First Breath After Coma (Centro das Artes do Espectáculo) (Sever do Vouga)

18 Novembro 2017 | 22:30h - Odaiko & Vanesa Muela (Espaço d'Orfeu / Latada) (Águeda)

25 Novembro 2017 | 22:00h - Rogério Charraz (Cine-Teatro de Estarreja / Café Concerto) (Estarreja)

26 Novembro 2017 | 16:00h - Desbundixie dixie band (Casa da Cultura de Famalicão da Serra) (Famalicão da Serra / Guarda)

30  Novembro 2017 | 22:00h - Emmy Curl (Cineteatro Alba / Espaço café-concerto) (Albergaria-a-Velha)

 

1 Dezembro 2017 | 22:00h - Andarilho 2.0 (Cine-Teatro de Estarreja / Café Concerto) (Estarreja)

2 Dezembro 2017 | 22:00h - Emmy Curl (Casa do Povo de Santo Estêvão) (Tavira)

7 Dezembro 2017 | 22:00h - Joana Serrat (Cineteatro Alba / Espaço café-concerto) (Albergaria-a-Velha)

8 Dezembro 2017 | 22:30h - Joana Serrat (Espaço d'Orfeu / Latada) (Águeda)

10 Dezembro 2017 | 16:00h - Fado Violado (Casa da Cultura de Famalicão da Serra) (Famalicão da Serra / Guarda)

14 Dezembro 2017 | 22:00h - TochaPestana (Museu Júlio Dinis / Música Quinta à Noite) (Ovar)

Dear Telephone mostram primeira música de "Cut" que será editado dia 27 de Outubro

Feito de uma mistura fina entre tensão e contemplação, “Slit” é o tema de apresentação do novo álbum de Dear Telephone. A câmara de André Tentúgal revela esta ambivalência, prendendo os músicos em planos duros e estáticos, para logo perseguir os seus olhares entre a névoa de lirismo. Em fundo, como sempre, a cidade - agora, mais perto do que nunca.

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Cut” será editado em vinil no dia 27 de Outubro pela PAD e os primeiros concertos confirmados são dias 26 e 27 de Outubro no Theatro Gil Vicente em Barcelos.

 

Cave Story tocam "West" e "Spider Tracks" esta quinta-feira…

Os Cave Story são uma banda nascida nas Caldas da Rainha, terra mitológica onde acontece tudo e nada ao mesmo tempo. Formados em 2013, lançaram um conjunto de demos que chamou a atenção de vários promotores e festivais nacionais e internacionais como a FatCat Records e o Reverence Valada. Em 2014, editaram o single “Richman”, um tributo apaixonado a Jonathan Richman e uma versão do tema Helicopter Spies dos Swell Maps, que o próprio Jowe Head (Swell Maps, Television Personalities) questionou se não seria um bootleg esquecido no qual ele estaria a tocar.

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E, ainda no final de 2014, colocaram o seu primeiro EP “Spider Tracks” em pré-venda online chegando às lojas em Fevereiro de 2015. “Spider Tracks” é um conjunto de faixas gravadas em momentos diferentes ao longo de um ano que, em comum, têm apenas o facto de terem reunido na mesma sala as mesmas pessoas. Em pouco mais de 20 minutos, os Cave Story apresentam um registo carinhoso e demente, apaixonado e paciente, no limite da coerência que estes termos permitem

Percorrido Portugal de lés a lés com o EP de estreia na calha, os Cave Story preparam-se para levar a sua narrativa rupestre para outras paragens — “West” é o horizonte da banda das Caldas da Rainha, que vive o Ocidente, em Portugal e na Europa, como condição geográfica extrema, e encontra nestas canções o meio para expurgar medos e tédios. Agora com um novo enfoque nas cadências e ritmos pós-punk, o indie rock do trio desabrochou para uma pop orelhuda, onde as cores garridas destilam desprezo pelas lamentações juvenis, exactamente como exige a urgência e a rebeldia do rock.

Ao longo de doze canções, a pop dos Cave Story rasga sorrisos num bate-pé incessante, onde as intenções de tratantes como The Fall são expurgadas em revoluções dançantes de post-punk. Conforme ditam as regras, o trio faz questão não seguir directrizes. Gravado nas Caldas da Rainha pela própria banda (excepto os temas “Body Of Work”, gravado nos estúdios Valentim de Carvalho em Lisboa com Luís Caldeira, e “Like Predicted”, gravado nos estúdios Sá da Bandeira no Porto por João Brandão), “West”, um conjunto de música que eleva as noções e canções rock a delícia pop, é a afirmação definitiva dos Cave Story no panorama nacional.

"West" foi editado dia 28 de Outubro em cd pela Lovers & Lollypops e em vinil pelo Musicbox.

 

Recorde aqui a entrevista dos Cave Story à Glam Magazine no Festival Vodafone Paredes de Coura.

 

 

Buika de regresso a Portugal… em data única

Descrever Buika como uma artista singular, dona de uma das mais carismáticas vozes da actualidade é apontar apenas o óbvio. Entendê-la como um sinal de um mundo amplo, generoso, de abertura cultural total, de profundas ligações entre pessoas e povos é bem mais interessante. A singularidade de Buika - dona de uma carreira que se estende no tempo uma boa dúzia de anos e que já rendeu sete maravilhosos discos que receberam todas as distinções, elogios e aplausos que são passíveis de se recolherem na arena internacional do público e da crítica - acaba de render mais um registo extraordinário. Tem por título "Para Mi" e é um EP de cinco incríveis temas onde o flamenco é o tecido que embrulha a extraordinária voz de Buika.

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Essas cinco canções vão certamente ouvir-se no palco do Coliseu dos Recreios de Lisboa onde Buika se apresentará em data única a 29 de Setembro. O público português já se habituou a aplaudir de forma efusiva as apresentações de Buika, mas sabe igualmente que cada data sua é uma preciosa oportunidade de escutar de perto uma artista de dimensão mundial.

 

"Ni Contigo Ni Sin Ti" é um dos temas de destaque deste novo trabalho, uma versão de um clássico maior de Manzanita que é um tesouro do flamenco que Buika reclama numa interpretação arrebatadora. Mas no tema título, "Para Mi", a artista explora uma toada mais baladeira, profundamente romântica e igualmente apaixonante, outra demonstração da incrível elasticidade da sua voz e das suas capacidades interpretativas rigorosas.

 

Do flamenco ao jazz e daí à soul ou à reggae, Buika já percorreu muitos caminhos em 12 anos recheados de sucessos e de rendições absolutas, porque não há outra maneira de nos relacionarmos sem ela, do que aplaudindo-a incondicionalmente. Será, certamente, assim, no Coliseu, no arranque do próximo Outono, a 29 de Setembro.

Simone… O Musical

Amada por todos, Simone de Oliveira é sinónimo de força, autenticidade e coragem. Artista completa, na sua carreira abraçou mais de sete ofícios, fazendo sempre frente aos desafios que a vida lhe lançou. Sem temer, ou temendo muito, desbravou caminhos e fez-se ouvir numa sociedade adversa às mulheres com voz. Foi jornalista, locutora de continuidade, apresentadora de concursos e programas de televisão e rádio quando a voz, possante e enérgica, a fintou. Lutou e sobreviveu; regressou às canções que a notabilizaram, aos poetas controversos a cuja obra cedeu a alma, aos palcos que a amavam como cantora e actriz, ao público que aplaudia a Artista e a Mulher.

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Aos 79 anos, Simone de Oliveira ainda tem sonhos por concretizar e muitas memórias para partilhar. A partir de temas icónicos como “Desfolhada”, “Sol de Inverno”, “Esta Palavra Saudade” e “Tango Ribeirinho”, Simone vai desvendar-se e, mais uma vez, entregar-se publicamente pelo que acredita, pelo que sente como destino, pelo que a torna um exemplo acarinhado por todos os portugueses.

 

Mas, Simone, O Musical é muito mais que um musical em nome próprio, onde a sua história, recheada de personagens como Varela Silva, Ary dos Santos, Carlos do Carmo e David Mourão Ferreira, é pautada pela música e humor. Ao lado de FF, José Raposo, Maria João Abreu, Marta Andrino, Pedro Pernas, Ruben Madureira, Sissi Martins e Soraia Tavares, Simone tem encontro marcado com todos nós nos Teatro Tivoli BBVA, Coliseu Porto e CAE Figueira da Foz, a partir de Setembro.

 

Texto e encenação: Tiago Torres da Silva

Direcção Musical: Renato Júnior

Cenografia: Catarina Amaro

Figurinos: Dino Alves

Coreografia: Paulo Jesus

Vocal Coach: Carlos Coincas

Desenho de Luz: Paulo Sabino

Fotografia do Cartaz: Rui Figueiredo

Assist. Encenação: Salvador Nery

Elenco: Simone de Oliveira, FF, José Raposo, Maria João Abreu, Marta Andrino, Pedro Pernas, Ruben Madureira, Salvador Nery, Sissi Martins, Soraia Tavares

Banda: Helder Godinho (ass. dir. musical/piano), Miguel Amado (baixo/contrabaixo), Ricardo Barriga (guitarra), David Jerónimo (bateria)

 

Teatro Tivoli BBVA (Lisboa)

23 Setembro a 5 Novembro | 5ª a Sábado às 21h30 | Domingos às 16h30

Coliseu (Porto)

10 Novembro às 21h30 e 11 Novembro às 16h30

CAE Figueira da Foz

17 Novembro às 21h30 | 18 Novembro às 16h30 e 21h30

Brass Wires Orchestra editam “Icarus” em Outubro

Este Outono traz consigo o novo álbum dos Brass Wires Orchestra, o tão aguardado sucessor de "Cornerstone", o primeiro registo de originais do sexteto. A troca da folhagem e a mudança das cores tecem de forma perfeita o mote para esta transição de identidade musical. "Icarus" chegará às lojas em Outubro e, apesar de explorar os mesmos instrumentos do trabalho anterior, fá-lo numa perspectiva de renovação, de profundidade e procura de novos sons e texturas originais.

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O conto mitológico de Icarus foi a premissa para a mentalidade geral do grupo, antes de entrarem em estúdio: "fail big or go home". Produzido pelos Brass Wires Orchestra, o disco foi gravado por Makoto Yagyu e Fábio Jevelim nos estúdios HAUS. O concerto de lançamento de "Icarus" em Lisboa está agendado para 16 de Novembro no Musicbox.

O primeiro single "Youth" é o estandarte deste disco e resume sucintamente a nova linguagem dos Brass Wires Orchestra. O tema faz uma radiografia social atacando a óbvia alienação que provém do abuso da tecnologia e redes sociais.

Numa actualidade de constantes estímulos perde-se a beleza das entrelinhas, a subtileza dos silêncios, o indivíduo gira em torno de si mesmo num círculo cada vez mais pequeno. A frivolidade, a superficialidade e "descartabilidade" seduzem as pessoas como uma candeia a uma traça, numa dança mortífera, armadilha gulosa. Com "Youth", "tentamos alertar para uma situação alarmante de desumanização, sensibilizando o nosso público para esta questão".

 

O video oficial, realizado por Filipe Correia dos Santos, consegue retratar de forma inteligente a letra da canção. O filme roda à volta do protagonista José Mata e da sua busca interior. A acção mostra um libertar de convenções impostas e de estereótipos, o sair da sua bolha para entrar numa situação desconhecida ou esquecida, a estranha e libertadora sensação de se sentir genuíno.

“Na Taberna do B.A.”… a estreia dos Zurrapa

Lançaram recentemente um EP, “Na Taberna do B​.​A.”, com 3 musicas (limitado a 69 cópias) que estranhamente já se encontra esgotado, mas que podem descarregar aqui, e vão ter o seu primeiro concerto  no o dia 14 de Outubro em Viseu, na Fora de Rebanho - Associação Cultural.

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Saídos de uma qualquer adega em 2017 os Zurrapa são um trio Viseense composto por António Fonseca (Guitarra e Voz), Nuno Mendonça (Baixo) e Pedro Sales (Bateria). Juntos nos copos (e pelos copos) decidiram que ensaiando à tarde... poderiam beber copos! E praticando um "Rock n' Roll Xunga" poderiam beber o dobro dos copos… e assim surgem os Zurrapa.

 

“Não Temo Nada”… o regresso dos Eu Fúria

Em Junho de 2015 nasceram os Eu Fúria, um grupo de três amigos que começaram a tocar juntos muito antes dessa data no mítico bairro de Alvalade. Estrearam-se ao vivo em Setembro nas Festas da Nazaré’15 num recinto com capacidade para 20 mil pessoas.

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Em Novembro do mesmo ano, os Eu Fúria lançaram a primeira canção. “Tudo o que fizemos” teve uma critica muito positiva por parte do público e dos media.

A banda não tem parado de tocar e já passou por conhecidas salas e festivais, como o AgitÁgueda, Festas da Nazaré, CAE Portalegre, Texas Bar, Sabotage Club, entre outras…

Recentemente, lançaram um vídeo com uma sessão ao vivo gravada no Black Sheep Studios. Pretendem levar a fúria do seu rock pelos caminhos de Portugal e além fronteiras. O sangue novo no rock cantado em português tem o nome de Eu Fúria.

No dia 25 de Setembro estreiam nas rádios o novo single “Não Temo Nada”, cartão de visita do álbum de estreia agendado para o primeiro trimestre de 2018.

“Evolution”, o novo álbum de Anastacia já disponível…

Desde a estreia em 2000, com “Not That Kind”, que Anastacia tem sido uma das artistas mais bem-sucedidas, populares e glamourosas na pop internacional. Anastacia é uma cantora carismática e excecional, que tem inspirado uma crescente comunidade de fãs a nível mundial ao longo de quase duas décadas com a sua voz poderosa e carregada de sentimento. Mesmo fora de palco, ela é um verdadeiro exemplo de uma supermulher, cujos problemas pessoais apenas serviram para a tornar ainda mais forte. Depois de celebrar a sua recuperação de uma doença grave com o álbum “Resurrection”, há três anos, este fenómeno dá agora um passo em frente no seu desenvolvimento criativo e pessoal com “Evolution”!

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Com sucessos como "I'm Outta Love", "Paid My Dues", "Left Outside Alone" e "Sick & Tired", Anastacia emocionou o seu público, fê-los dançar mas também refletir. A mensagem mais importante que atravessa o novo álbum da superestrela americana é de que devemos enfrentar com coragem todos os desafios, e levantarmo-nos se a vida nos passar a perna. “Nunca tive nada sem preço. Sempre tive de trabalhar muito. Mas só quando nos esforçamos para certas coisas é que as podemos, verdadeiramente, apreciar”, diz o ícone de 48 anos. Foi esta filosofia de vida que levou Anastacia a liderar os tops de vendas em 19 países e a amealhar um sem número de prémios, nomeadamente seis MTV Awards, quatro ECHOs, três World Music Awards, três Brit Awards, três Golden Europe Awards, a distinção Woman’s World World, entre muitos outros.

Com o produtor sueco Anders Bagge (Céline Dion, Madonna, Jennifer Lopez), Anastacia gravou 13 canções em Estocolmo que exalam autoconfiança e coragem. “Evolution” revela-nos Anastacia no pico da sua criatividade. Este é um álbum que explode de energia pura, alternando entre temas rock cativantes, canções pop viciantes e baladas emotivas, dominadas pela voz soul imediatamente reconhecível de Anastacia.

 

 

 

NOS Alive é o festival mais mediático de 2017

A Maratona dos Festivais de Verão Cision 2017 chegou ao fim com o NOS Alive como grande vencedor. O evento que anualmente se realiza no Passeio Marítimo de Algés sucede ao Rock in Rio graças, sobretudo, ao elevado número de notícias que gerou: mais de seis mil referências entre setembro de 2016 e agosto de 2017. O festival que este ano trouxe a Portugal nomes como Foo Fighters ou Depeche Mode atingiu ainda uma exposição superior a 29 horas nas rádios e televisões nacionais.

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No segundo lugar deste ranking Cision está o Super Bock Super Rock, que foi mencionado em 3.710 notícias.

Sem grandes diferenças entre eles, surgem, no terceiro e quarto postos, o Vodafone Paredes de Coura e o Meo Sudoeste, respetivamente. Ambos registaram mais de 29 horas nas televisões e rádios, mas o festival nortenho foi mencionado em mais artigos (2.819) do que o alentejano (2.516). O NOS Primavera Sound acaba a maratona em quinto lugar, tendo aparecido em 2.675 notícias e uma exposição superior a 10 horas na rádio e na televisão.

O ranking fica completo, por ordem decrescente, com o Meo Marés Vivas, o Festival Vilar de Mouros, O Sol da Caparica, o EDP Cool Jazz, o Sumol Summer Fest, o Festival Bons Sons e o RFM SOMNII.

Os festivais monitorizados pela Cision somaram 24.371 notícias e mais de 190 horas de emissão nas rádios e televisões entre setembro de 2016 e agosto de 2017.

 

A Maratona dos Festivais de Verão - Ranking Cision é um estudo realizado de forma continuada pela Cision, que analisa a evolução do mediatismo comparado de diversos festivais de música realizados em Portugal, ao longo dos meses, até ao final do Verão.

O desempenho mediático conquistado por cada festival é calculado tendo em conta a metodologia Cision de avaliação de comunicação, que considera o número de notícias identificadas, o espaço ou tempo de antena ocupado e as oportunidades de visualização, tendo em conta as audiências alcançadas e o valor do espaço editorial contabilizado em função das tabelas de publicidade de cada órgão de comunicação social.

 

O objeto de análise deste estudo são todas as notícias referentes aos diferentes festivais, veiculadas no espaço editorial português, em mais de 2.000 meios de comunicação social (televisão, rádio, online e imprensa). Neste caso, o ranking reflete o resultado global do período de 1 de setembro de 2016 a 31 de agosto de 2017, com os diferentes festivais a serem ordenados pela posição alcançada.

 

Them Flying Monkeys… "When Pigs Had Wings" é o terceiro single…

Depois de "Molly" e "Halos" os dois primeiros singles de "Golden Cap" e de um 2017 com mais de 40 datas de onde se destacam os concertos no Indie Music Fest ou no Musicbox, os Them Flying Monkeys lançam agora o terceiro single do álbum que saiu em Fevereiro. "When Pigs Had Wings" vem acompanhado de um novo videoclip, realizado por Francisco Mineiro.

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No video, o tempo parou, mas não para todos.

Enquanto alguns contemplam desnorteadamente os céus, outros reencontram-se por trilhos familiares. "When Pigs Had Wings" é uma viagem incerta às lembranças de quem não parou no tempo.

 

"Louco" é o novo single dos Wack

“Louco” é uma história de amor impossível contada de uma forma que só os Wack sabem fazer. A sonoridade jazz e funk misturam-se de forma intrínseca ao Hip-Hop criando uma sonoridade cada vez mais característica do projeto.

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“Louco” é também o segundo single do EP “Quem Tem Visa Teu Amigo É”, sucedendo ao tema “Canção do Bandido”.

Depois de ter sido um grande sucesso no NOS Alive, os Wack decidiram lançar o tema "Louco" com uma fantástica produção audiovisual produzida pela tuff Agency e realizada por Shaun Michael. O video, gravado no Centro Cultural Malaposta, conta com a participação especial de Ivan Mendes & Neide Couchinho.

Circular Festival de Artes Performativas 2017

A 13ª edição do Circular Festival de Artes Performativas traz a Vila do Conde, de 22 a 30 de Setembro 2017, espectáculos de dança, teatro, música e performance, num programa que inclui autores nacionais e internacionais. O programa para esta edição inclui trabalhos de Miguel Pereira (Portugal),  Teresa Silva e Filipe Pereira (Portugal), Joclécio Azevedo (Brasil/Portugal); Maria Duarte, Sílvia Figueiredo e João Rodrigues (Portugal), Bruno Senune (Portugal), Ana Pi (Brasil/França), Drumming GP apresenta Jorge Peixinho e Eduardo Luís Patriarca (Portugal) e Martine Pisani (França).

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Afirmando o compromisso com a criação artística contemporânea, o festival associa-se a novos projectos, através de co-produções e encomendas, que serão apresentados em estreia absoluta e nacional.

A abertura do Festival decorre a 22 de Setembro (Sexta-feira), às 21h30, no Teatro Municipal de Vila do Conde com a peça "Peça para negócio" de Miguel Pereira. Neste projecto, o coreógrafo português questiona os papéis definidos para o espectador e para o artista, desafiando a relação aparentemente estática entre quem faz e quem assiste: "É possível pensar lucrativamente perante a natureza e o objecto de uma pesquisa artística? Como gerir esse paradoxo? Como reinventar-se nos momentos em que questionamos a nossa própria capacidade de superação? Como não cair no esquecimento?".

No Sábado, dia 23 de Setembro, às 21h30, Teresa Silva e Filipe Pereira trazem ao palco do Auditório de Vila do Conde a peça "Nova Criação" que conta com o apoio à criação do Circular Festival de Artes Performativas. Trata-se de um espectáculo de dois jovens criadores que estreia a 15 de Setembro de 2017 no Festival Materiais Diversos, seguindo depois para o Circular Festival. Depois da apresentação do espectáculo em Vila do Conde, decorrerá uma conversa pós-espectáculo com Teresa Silva e Filipe Pereira moderada por João dos Santos Martins (Artista Residente da Circular Associação Cultural).

 

O fim-de-semana de abertura fica completo com a apresentação no Domingo, 24 de Setembro, às 17h00, no Teatro Municipal de Vila do Conde (Salão Nobre) da performance "Relações Públicas" de Joclécio Azevedo, Artista Residente da Circular Associação Cultural, desenvolvido em colaboração com Nuno Ramalho. Esta performance colaborativa "apoia-se numa prática informal de encontros, alguns mais planeados e desenvolvidos, outros mais espontâneos. Partimos da vontade de discutir, praticar e pensar a criação de laços provisórios, temporais, de relações construídas e frágeis" no qual o encontro é assumido enquanto objecto de estudo, na prática do encontro como treino, como contexto de aprendizagem, como lugar de estudo de movimento, como lugar de produção de estruturas temporárias. Esta performance conta com a participação da Escola de Dança do Centro Municipal de Juventude, Escola de Dança da JUM – Juventude Unida de Mosteiró, Conservatório de Música de Vila do Conde e Camaleões. Após a apresentação da performance, vai decorrer uma conversa às 18h00, no Teatro de Vila do Conde, com Joclécio Azevedo, Nuno Ramalho, Manuela Ferraz (Escola de Dança do Centro Municipal de Juventude de Vila do Conde), Manuela Costa (Escola de Dança da JUM) e moderação de Isabel Costa.

 

No dia 28 de Setembro, Quinta-feira, às 22h00, o Circular vai até à cidade do Porto para apresentar no espaço da Mala Voadora (Rua do Almada 277, Porto) a peça "sim sim não não" de Maria Duarte, Sílvia Figueiredo e João Rodrigues, um trabalho que tem como ponto de partida uma conversa entre John Berger e Susan Sontag.

 

O Festival regressa a Vila do Conde na Sexta-feira, 29 de Setembro, com um duplo programa no Auditório Municipal de Vila do Conde. Às 21h30, é apresentada a peça "A Deriva dos Olhos" de Bruno Senune que propõe uma "construção poética sobre o caos, a impotência, a destruição do desejo, o cansaço extremo e o caminho percorrido até uma possível metamorfose que permita a sobrevivência" refere Telma João Santos, responsável pelos textos e documentação deste espectáculo. Bruno Senume é um jovem criador com formação em dança contemporânea no Balleteatro Escola Profissional e que já trabalhou como intérprete com Né Barros, Tânia Carvalho, Joana von Mayer Trindade, Flávio Rodrigues, Joclécio Azevedo, Mariana Tengner Barros, Joana Castro e Victor Hugo Pontes. Em 2017 estreia "A Deriva dos Olhos" no Circular Festival de Artes Performativas. Desde 2015 que colabora com Telma João Santos no seu trabalho autoral, documentação, aconselhamento filosófico, olhar interno/externo.

 

Às 22h30 do mesmo dia e no mesmo espaço, a coreógrafa Ana Pi estreia em Portugal a peça de dança "Noirblue". Ana Pi refere que a peça "é um exercício que questiona presença, ausência, discursos e temporalidade para produzir uma dança extemporânea alinhada a duas cores específicas: a pele preta e o pigmento azul ultramarino", dedicada aos movimentos activistas internacionais #JovemNegroVivo e #BlackLivesMatter, e a todos que os precederam, pedindo liberdade, dignidade e saúde para a população Negra no mundo.

 

No último dia do Festival, 30 de Setembro, Sábado, às 19h00, no Teatro Municipal de Vila do Conde (Salão Nobre) decorre em estreia absoluta o projecto "Drumming GP apresenta Jorge Peixinho e Eduardo Luís Patriarca", um concerto de entrada livre que será como uma retrospectiva da obra do período de maturidade de Jorge Peixinho (1940-1995), um dos mais importantes e internacionais compositores de Portugal e da sua história contemporânea, que plasma em cada uma das suas peças os estados do mundo em que viveu. O projecto inclui a estreia absoluta de uma obra encomendada pelo festival a Eduardo Luís Patriarca, compositor que recebeu formação de Jorge Peixinho e que reside em Vila do Conde. No dia anterior, 29 de Setembro, Sexta-feira, às 18:00, no Salão de Festas do Centro Municipal de Juventude de Vila do Conde (Av. Júlio Graça 580), vai ter lugar uma conversa em torno da vida e obra do compositor Jorge Peixinho (1940-1995) e da sua relação com Vila do Conde, através da Academia de Música de S. Pio X (actual Conservatório de Música de Vila do Conde).

 

Esta conversa vai contar com a participação de Aires Pinheiro (Direcção Pedagógica do Conservatório de Música de Vila do Conde); Teresa Rocha (ex-Directora Pedagógica da Academia de Música de S. Pio X); Eduardo Luís Patriarca (Compositor); Miquel Bernat (Drumming Grupo de Percussão) e Paulo Vasques (Circular Festival) na moderação. A sessão inclui a interpretação da obra Jorge Peixinho Episódios [1960; C.5 min.] pelo Quarteto de Cordas constituído por Sónia Guerra - Violino I; Margarida Costa - Violino II; Anna Pereira - Viola; António Oliveira - Violoncelo.

 

O encerramento do Festival vai estar a cargo de uma das mais importantes coreógrafas francesas Martine Pisani que apresentará em estreia nacional a peça "Undated" (30 de Setembro, 21h30, Teatro Municipal de Vila do Conde). A peça junta em palco dez coreógrafos e intérpretes com quem a autora trabalhou ao longo do seu percurso, sendo como que uma revisitação de todo o trabalho que realizou. Neste trabalho, Martine Pisani coloca várias questões centrais para as suas performances: "como cheguei até lá, que tipo de materiais produziram? Trata-se de questionar cada uma das situações, quanto à sua verdadeira pertinência". A coreógrafa francesa regressa ao Circular depois de ter levado “Contrebande” a Vila do Conde em 2005.

 

Ainda no dia 30 de Setembro, às 23h00, no Café do Parque (Av. Júlio Graça 270, Vila do Conde), a coreógrafa Ana Pi acompanhada pelo músico Jideh High Elements vão apresentar um DJ Set para animar a festa de encerramento do festival, num registo descontraído, ao som de dub, reggae, dancehall old school, funk, entre outros.

 

Os espectáculos vão ter lugar no Teatro Municipal de Vila do Conde, no Auditório Municipal de Vila do Conde e no espaço da mala voadora, no Porto (Rua do Almada nº 277). A conversa em torno de Jorge Peixinho vai decorrer no Salão de Festas do Centro Municipal de Juventude (Av. Júlio Graça 580) e a Festa de encerramento do Festival no Café do Parque.

O Circular conta com o Alto Patrocínio da Câmara Municipal de Vila do Conde e é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal/ Ministério da Cultura/ Direção-Geral das Artes

 

Amália…. Coliseu Lisboa 3 de Abril de 1987

A 3 de Abril de 1987 Amália faz o seu segundo concerto a solo em Lisboa. O primeiro tinha sido apenas dois anos antes, também no Coliseu dos Recreios, e mais de três décadas (pasme-se!) após ter começado a fazê-los por todo o mundo – também nessa dimensão concertística que acrescentou ao Fado, o percurso de Amália foi pioneiro e irrepetível.

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Desde o seu início em 1939, a carreira nacional de Amália e o público lisboeta não podiam deixar de sofrer com a mentalidade tacanha vigente, que não reconhecia num fadista a dignidade artística suficiente para o recital, reservando ao fado e aos fadistas o “castiço” da verbena ou da casa de fados, a atracção de revista ou a festa de homenagem (onde, ao lado de artistas de outros géneros até poderia estar envolvido num concerto). A seguir ao 25 de Abril, também alguma cegueira política, que desprezava o fado e, muito em particular, a grandeza de Amália, tentou colá-la de forma indelével ao regime anterior, justificando-se apenas nalguma simpatia que a cantora por ele tivesse tido e, acima de tudo, fazendo tábua rasa do seu ímpar protagonismo na história da música popular no mundo. Se pensarmos nessa pouca noção que, ainda hoje, se tem por cá de Amália ter sido uma das maiores cantoras universais, foram escassas as homenagens que Portugal lhe ofereceu, destacando-se pela sua importância a que o Presidente da República Mário Soares lhe prestou, distinguindo-a com a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada, com o especial simbolismo de ter sido conferida em cena aberta, neste mesmo Coliseu, em 1990. O preço dessa demora de quarenta anos foi Amália só ter dado concertos em Lisboa numa fase já distante do seu apogeu vocal. Amália já tinha ultrapassado os 60 anos e ninguém esperava que tivesse conservado a voz dos anos sessenta, mas dominava ainda tudo o resto que tinha feito a sua arte, sendo esse timbre já desvanecido, apenas uma das faces (talvez a mais brilhante) do todo que era o seu génio.

 

O público de 1987 aplaudiu à loucura não apenas a imagem que tinha de Amália, mas a própria cantora, ainda perfeita na percepção do ritmo de um espectáculo e atingindo, pela avassaladora comunhão que conseguia com esse mesmo público, alguns dos momentos mais emotivos da sua carreira. Aplaudiu também a voz dos anos oitenta, capaz de tantos prodígios, e cujo timbre lhes dava uma dimensão ainda mais trágica da finitude. Também o gosto pelos desafios se mantinha em Amália. No Coliseu, a 3 de Abril de 1987, perto dos 67 anos, faz duas estreias absolutas: “Soledad”, um fado de Alain Oulman e “Arraial de Santo António”, uma marcha acompanhada por um agrupamento inédito num concerto seu, o cavalinho. E canta dois fados que não tinham sido ainda publicados em disco: “Prece” e “Obsessão”. Passados trinta anos sobre essa noite, ei-la de novo, pela primeira vez na integralidade e com o som original, captado por Hugo Ribeiro e preservado em bobines multipista no arquivo da Valentim de Carvalho.

 

Quem nunca assistiu ao vivo a um concerto da Amália (e eu nunca assisti a nenhum), só pode ter uma vaga ideia das emoções que neles eram vividas, ou delas ter um vislumbre, através das gravações. Estes registos dão-nos a prova física da capacidade do seu génio e a matéria para podermos continuar certos do impacto que teve nos seus contemporâneos. Mas é também possível conseguir viver isso ainda, de forma real, apenas através do som gravado.

 

Frederico Santiago

“O Indesejado”… o novo livro de Nuno Galopim

Um sacerdote português a viver em Roma recebe uma carta a pedir o seu regresso urgente, mas discreto, a Portugal. À chegada a Lisboa, o padre Bartolomeu é confrontado com uma informação espantosa – a de que D. Afonso VI, o rei destituído que morrera após um longo e penoso cativeiro, afinal, talvez tenha deixado descendência. Esta nova informação ameaça seriamente a estabilidade do reino e coloca em causa não só o processo de destituição de Afonso como também a legitimidade do poder de D. Pedro.

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Depois da sua primeira ficção, sobre a vida de D. Manuel II, “Os Últimos Dias do Rei, Nuno Galopim traz-nos desta vez um empolgante romance, passado em finais do século XVII, em que o controverso D. Afonso VI, O Indesejado é a figura central.

 

Um monarca maldito.

Uma traição entre irmãos.

Uma revelação que pode abalar o reino.

 

Uma edição A Esfera dos Livros

À Venda a 22 de Setembro

Motorizadas portuguesas do passado mostram-se em Matosinhos

Da Fundador Dakota à Casal Boss, da SIS Sachs Andorinha à Confersil Dina 104, das Macal à inesquecível Famel Zundapp GT25, passando pelas Vilar ou pela V5, as mais míticas motorizadas de fabrico português são as principais vedetas da exposição “Motos de Portugal”, que na quinta-feira, 21 de setembro, pelas 17 horas, abre portas na Casa do Design de Matosinhos. Com curadoria de Emanuel Barbosa, designer e docente da Escola Superior de Artes e Design (ESAD), a exposição assume a condição de reflexo da evolução da sociedade portuguesa e do desenho de produto que presidiu à conceção e divulgação de um conjunto de máquinas que marcaram indelevelmente o quotidiano de várias gerações.

 

Motos de Portugal” sucede a “Discos Orfeu — Imagens, Palavras, Sons” na programação da Casa do Design e pretende recordar a produção nacional de motociclos e ciclomotores, proporcionando uma visão panorâmica das características destes veículos e da sua utilização. Pensada como uma experiência cultural, a exposição é organizada pela Câmara Municipal de Matosinhos e pela ESAD IDEA, Investigação em Design e Arte, apresentando as motorizadas nacionais enquanto veículos de lazer e de trabalho, exercício tecnológico e utensílios indispensáveis ao desempenho de atividades essenciais à sobrevivência das populações.

Motos de Portugal

A indústria nacional de motociclos, refira-se, ensaiou os primeiros passos no início do século XX, acompanhando, com altos e baixos, todo o desenrolar do século, até quase se extinguir antes do arranque do novo milénio. Inicialmente destinadas às elites, as motocicletas rapidamente se democratizaram e, em Portugal, a produção nacional atingiu o apogeu entre os anos 1960 e 1980, com a era da motorizada de baixa cilindrada (até 50 cc), capaz de satisfazer as necessidades de mobilidade dos operários a um custo compatível com os baixos salários praticados e com a reduzida taxa de alfabetização. Surgiram, deste modo, diversos fabricantes nacionais, alguns dos quais conseguiram sucesso no mercado internacional. O design dos seus modelos, na maioria dos casos, adaptava à realidade nacional os estilos internacionais mais em voga.

 

O trabalho de investigação desenvolvido por Emanuel Barbosa permitiu reunir e apresentar inúmero material documental, algum dele inédito, incluindo catálogos, cartazes, vídeos e fotografias de época. Durante a exposição, um programa de atividades paralelas irá ainda permitir a interação com especialistas, colecionadores, autores e intervenientes da indústria nacional.

 

A Casa do Design Matosinhos resulta de uma parceria entra a Câmara de Matosinhos e a ESAD IDEA e pretende afirmar-se pela abertura a diferentes áreas, temas e públicos, mas igualmente pela recetividade a novas propostas e futuros parceiros, de forma a reforçar a dimensão de um espaço que se quer de abrangência e relevância nacional e internacional.