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Glam Magazine

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Dois concertos únicos e irrepetíveis encerram a digressão “Carminho Canta Tom Jobim”

Carminho, a maior voz do fado e uma das artistas portuguesas com maior projeção internacional de sempre, acaba de revelar as datas da digressão de apresentação do disco de homenagem a Tom Jobim, “Carminho canta Tom Jobim”, que termina com dois concertos especiais em Portugal, que contarão com a participação de Marisa Monte, voz que partilhou o microfone com Carminho no disco “Carminho Canta Tom Jobim” e mais recentemente no novo álbum dos Tribalistas.

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Portugal vai receber dois concertos únicos e irrepetíveis de Carminho, a grande voz do fado e uma das artistas portuguesas com maior projeção internacional de sempre, a interpretar o aclamado compositor e intérprete brasileiro, ao lado da última formação que o acompanhou. Dia 30 de novembro a fadista sobe ao palco do MEO Arena e dia 2 de dezembro é a vez de atuar no Multiusos de Guimarães. Demorou mais de um ano a tornar possível que o platinado “Carminho canta Tom Jobim” se fizesse à estrada. Depois de conciliar as datas da artista e da Banda Nova (a formação que acompanhou Tom Jobim ao vivo nos seus últimos dez anos, composta pelo filho e neto do criador da bossa nova, Paulo e Daniel Jobim, por Jaques Morelenbaum e Paulo Braga, a digressão europeia está fechada e esta série de concertos únicos e irrepetíveis termina em Portugal, com dois concertos únicos.

 

O disco que agora chega aos palcos, começou a ser desenhado em 2016, quando a convite da própria família de Tom Jobim, Carminho aceitou mergulhar no cancioneiro do compositor. Carminho, que nasceu no meio das guitarras e das vozes do fado, é hoje uma voz aclamada, dentro e fora de Portugal, com três álbuns multiplatinados, “Fado”, “Alma” e “Canto”, que são hoje referências incontornáveis da música do mundo. Foi um passo natural, porque a popularidade e as boas-vindas que Carminho teve no Brasil, com a aclamação do público e da crítica e a recepção calorosa de artistas como Marisa Monte, Caetano Veloso, Chico Buarque, Maria Bethânia ou Milton Nascimento, tornava quase inevitável uma incursão pelo cancioneiro inesgotável da MPB.

 

​Na sua digressão foram escolhidas somente 10 das mais emblemáticas e prestigiadas salas da Europa, como a Elbphilharmonie em Hamburgo, Viena Konzerthaus, Philarmonic em Colónia, La Cigale em Paris, Neumünster Kirche em Zurique, entre outras, e em Londres pelo renomado London Jazz Festival no Barbican Centre. O encerramento da digressão será em Portugal a 30 de novembro em Lisboa (MEO Arena) e a 2 de dezembro em Guimarães (Multiusos) com a presença de Marisa Monte que partilhou o microfone com Carminho no disco “Carminho Canta Tom Jobim” e mais recentemente no novo álbum dos Tribalistas.

 

Stu Larsen em concertos no Porto e em Lisboa…

O Australiano Stu Larsen anuncia novo álbum e digressão europeia com passagem confirmada em Portugal. O cantautor regressa com álbum "Resolute", que sucede ao álbum de estreia "Vagabond" e a diversas digressões mundiais com outro cantador inglês Passenger. Stu Larsen gravou "Resolute" com mensagens de voz improvisadas no seu telemóvel, arquitetando um quadro primitivo para as canções. À medida que Stu Larsen ia passando através de centenas de arquivos, ele manteve-se afastado em locais diferentes para escrever as suas demos, nomeadamente numa casa na Escócia, num apartamento em Espanha e por fim num bunker do exército na Austrália.

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O seu amigo de longa data e produtor / compositor Luke Thompson acabou por se juntar a ele no Estúdio de Mike Rosenberg's, mais conhecido como Passenger em Brighton na Inglaterra para terminar as suas demos. Com as ideias solidificadas, Stu Larsen nunca imaginou o que lhe esperava, aquando numa escala aérea na Indonésia para assistir a um casamento, antes mesmo da gravação formal do álbum que teve lugar na Austrália... "O meu apêndice arrebentou", Stu Larsen suspira e continua: "eu tive que ser submetido a uma cirurgia e não podia voar. O período de recuperação levou cerca de dez dias, mas Luke conhecia as canções tão bem que foi capaz de iniciar a gravação sem mim, felizmente. Embora, eu não estivesse lá durante as duas primeiras semanas, foi incrível poder entrar em estúdio e trabalhar no que ele já tinha feito".

 

Já recuperado, termina as dez músicas do novo álbum. Stu Larsen visualizou "Resolute" com uma demo áspera de "By The River" que rapidamente ganhou meio milhão de streams no Spotify. "By The River" é uma carta de amor arejada a um rio da Nova Zelândia. A canção culmina em um solo forte e selvagem que, como ele descreve, "é o som da frustração que está sendo trabalhado através da minha guitarra."

"Resolute" já está disponível pela Nettwerk Records e anuncia a digressão pela Europa que passará pelas cidades do Porto e Lisboa, a 29 e 31 de Outubro respectivamente. Contará com a primeira parte pelo também australiano Tim Hart e o português Cristóvam que recentemente teve "Walk in the Rain" na banda sonora do re-make do fime "Canção de Lisboa".

 

Hard Club (Porto)

29 de outubro 2017 | 21.00h

 

Teatro Turim (Lisboa)

31 de Outubro 2017 | 21.00h

Branko e Enchufada na Zona no Estúdio Time Out

Já tinha sido anunciada a noite de celebração com Branko no comando da festa. O dia 6 de Outubro vai ser de celebração “Enchufada na Zona”. Branko colocou o carimbo na compilação (o disco contou com mais de 1 milhão de plays no Spotify em 4 semanas) e para a celebração junta a si uma série de parceiros como o caso de Kking Kong, Dotorado Pro, Rastronaut e a inglesa Mina para esta noite no Estúdio Time Out, em Lisboa.

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A compilação apresenta muita da ideia musical que Branko e a sua Enchufada (label) têm colocado no panorama da música electrónica mundial. A reunião dos temas ganhou destaque internacional como o caso da Mixmag, Hyponik, DJ Mag, High Snobiety, entre outros. Mas “Enchufada na Zona” não se resume só à compilação como comprova o programa de rádio com o mesmo nome na NTS (Reino Unido), bem como o nome “Enchufada na Zona” serviu ainda de mote a apresentações no Lisboa Dance Festival (2017) e NOS Alive (Coreto – 2017), apresentando um som único.

 

Para o dia 6 de Outubro está marcada a festa capitaneada por Branko, com o seu team predilecto (Kking Kong, Dotorado Pro e Rastronaut) e ainda a inglesa Mina.

“New Shapes Of Life” é o novo trabalho de Martin Carr

“New Shapes Of Life” é o terceiro disco em nome próprio de Martin Carr e o segundo do artista editado pela Tapete Records. O anterior álbum, “The Breaks”, lidou com os sentimentos de separação do mundo que rodeia Martin Carr. A música era simples, guitarras, teclas e bateria mas, por algum motivo que não entende, Martin Carr ficou mais insatisfeito no final do disco que quando o tinha começado a compôr. Desta vez, quis ir mais fundo.

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photo: Mary Wycherley

 

Grande parte de 2015 foi passado no seu estúdio a tentar escrever músicas, sem chegar a lado nenhum e a sentir-se inútil até que David Bowie morreu. Deixou as suas composições e mergulhou a fundo no trabalho de David Bowie, discos, filmes e biografias. Não fez mais nada durante semanas a fio. Os discos de David Bowie são excelentes, claro, mas o que retirou do trabalho de Bowie foi a responsabilidade do artista, da importância de se exprimir através dum determinado meio e isso fez com que refletisse sobre a sua vida e nos anos que tinha desperdiçado a viver a vida dum artista mas a negligenciar a arte.

Largou tudo em que estava a trabalhar e começou a compôr um novo disco. Começou do zero, compôr e gravar, às vezes ao mesmo tempo, no seu estúdio em Cardiff. Estava à procura dum som e voz que fosse só seu. Esse foi o ponto de partida. Ser ele próprio, tentar descobrir o que fazia dele o que era e porque se comportava daquela forma. As letras foram escritas primeiro, o que é diferente do habitual para Martin Carr, mas eram elas eram a força motriz das músicas e isso fez com que se concentrasse muito mais no que queria dizer do que nas rimas. Escreveu até se sentir vazio.

 

Desconstruiu a forma como trabalhou durante as últimas duas décadas e isso, de alguma forma, o despedaçou. Por ter ido ao limite, o seu bem-estar mental ficou em jogo e começou a sentir-se paranóico e ansioso, a falar consigo próprio até que se foi completamente abaixo e com a ajuda da família, decidiu ir ao médico. Algo que devia ter feito há muitos anos atrás.

 

Tentou voltar ao disco mas o seu lugar já era outro e passou seis meses à procura de alguém para o misturar. No Inverno de 2017 gravou um novo single, “Gold Lift”, inspirado na fotografia de Donald Trump e Nigel Farage tirada no dia a seguir à eleição presidencial. Perguntou a Greg Haver, um produtor e amigo de Cardiff que vivia na Nova Zelândia, se o podia ajudar na mistura. Com a ajuda de Greg que depois enviou a música para Clint Murphy para uma mistura mais aprofundada, Martin Carr encontrou assim a solução para a mistura de “New Shapes Of Life”. Agora medicado, este disco representa o final dessa parte da vida de Martin Carr. Agora está do lado de lá do vidro onde todas as outras pessoas estão. Continua a não encaixar mas sente-se bem com isso. “New Shapes Of Life” é o primeiro disco que fez em que todas as letras fazem sentido e são verdadeiras. É o primeiro disco que soa a Martin Carr e não será o último.

 

Portugal Alive... A melhor música portuguesa à conquista de Espanha

Após 3 edições de sucesso, a melhor música portuguesa da atualidade parte novamente à conquista do país vizinho. Durante dois dias, a 22 e 23 de setembro, o festival Portugal Alive leva até às cidades de Madrid e Barcelona, respetivamente, os artistas portugueses Gala Drop, Senbible Soccers e Pega Monstro. O festival tem por objetivo a promoção da cultura portuguesa contemporânea junto do público espanhol e ainda a aproximação à comunidade portuguesa residente em Espanha.

A entrada é gratuita para todos os concertos.

Gala Drop 2016 by Marta Pina

photo: Marta Pina

 

A internacionalização da nova música portuguesa, composta por diversos géneros e estéticas que não unicamente o Fado, tem sido cada vez mais falada dentro e fora de portas, com artistas portugueses a serem foco de atenção da imprensa e de promotores internacionais. Recentemente, Portugal foi o país de destaque no festival Eurosonic Noorderslag, em Groningen, na Holanda, onde duas dezenas de artistas e grupos portugueses integraram uma plataforma de divulgação da música europeia, com concertos, conferências e encontros entre agentes da indústria musical de todo o mundo. Também o WOMEX, a maior plataforma mundial na divulgação das músicas do Mundo, tem prestado atenções a Portugal. O festival Portugal Alive é uma iniciativa do Cultura Portugal – Mostra de cultura portuguesa em Espanha.

 

22 Setembro 2017 - Sala Caracol / Madrid

23 Setembro 2017 - Plaça Joan Coromines (concerto inserido no BAM Festival das festas de La Mercè) / Barcelona

Ela Vaz apresenta disco de estreia… "Eu"

Após dar rosto e voz a diversos trabalhos musicais na área do fado e da música popular, Ela Vaz aventura-se agora pelo seu próprio caminho. “Eu” é como se chama o primeiro disco d'Ela em nome próprio .

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Para “Eu”, Ela Vaz convidou um grupo de músicos e autores com créditos firmados: Filipe Raposo, Amélia Muge, Uxía, Miguel Calhaz, Viriato Teles, Ricardo Fino, Rão Kyao, Nuno Camarneiro e Rui Oliveira, além de Joaquim Teles (Quiné), que também assina a produção e a maioria dos arranjos. Além dos temas originais, Eu inclui ainda canções de José Afonso, José Mário Branco, João Afonso e Pablo Neruda/Victor Jara.

Eu” é, assim, uma afirmação pessoal que aponta para o futuro sem voltar costas ao passado. Partindo da tradição musical portuguesa, Ela incorpora-lhe a urbanidade e cria uma linguagem musical própria, suficientemente vasta para incluir diferentes sons, palavras de épocas distintas, e individualizada o bastante para ser única.