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Glam Magazine

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Novas quintas apresentam… Joana Barra Vaz

Joana Barra Vaz divide o tempo entre a realização e a música e, desde o lançamento do EP "Passeio Pelo Trilho" apresentou-se ao vivo como "flume" em várias salas do país, inclusivamente, no Teatro São Luiz, a convite de Sérgio Godinho.

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A primeira longa duração foi editada em Setembro de 2016, tendo sido bem acolhida pela imprensa especializada, figurando no topo de várias listas de melhores discos do ano.

Composto entre 2012 e 2013, "Mergulho em Loba" é uma viagem sonora com canções que se sobressaltam sem paragens, em suites, convidando o ouvinte a fazer esse percurso e a sentir a urgência de chegar ao fim com uma resposta na ponta da língua ou no embalo da dança

 

Teatro Aveirense
21 de Setembro 2017 | 21.30h

Grandfather’s House lançam novo video... "Sorrow"

"Sorrow" é o segundo single do novo álbum de GrandFather's House, "Diving", que será editado a 15 de Setembro. Este segundo single, assim como o primeiro "You Got Nothing To Lose", conta com videoclip produzido e realizado pelos leirienses CASOTA Collective, responsáveis por alguns dos melhores telediscos feitos em Portugal nos últimos tempos. Protagonizado por António Cova, este vídeo mostra o protagonista preso numa sala, como preso dentro de si, da sua própria cabeça - transportando qualquer um para essa loucura, que a própria letra do tema quer ilustrar.

Diving_Cover for WebFinalmente, Grandfather’s House irá mostrar todo o trabalho que foi desenvolvido ao longo de quase um ano e que contou com o apoio do espaço GNRation (Braga) na sua concretização. Nesta tour levam Nuno Gonçalves (teclas) que irá acompanhar a banda em todos os concertos ao vivo, assim como terão a honra e a oportunidade de partilhar o palco com Adolfo Luxúria Canibal que também participou no disco. Para este novo registo criaram uma imagem diferente ao vivo, Élio Mateus e João Novais são os responsáveis pelas projeções e visuais durante o concerto.

 

Grandfather’s House é uma banda de Braga que surge em 2012. Com Tiago Sampaio na guitarra, Rita Sampaio nos sintetizadores e voz e João Costeira na bateria, contam até hoje com mais de 250 concertos dados por todo o país e internacionalmente. Com o seu primeiro EP "Skeleton", editado em 2014, percorrem Portugal na sua promoção. Em 2016, editam o longa-duração, "Slow Move", sendo aclamados pelo público e pela crítica tendo, com este, lançado dois singles “Sweet Love Making” e “My Love”.

 

15 de Setembro 2017 - Paredes Urbe Fest (Paredes)

16 de Setembro 2017 - Salão Brazil (Coimbra)

23 de Setembro 2017 – ACERT (Tondela)

30 de Setembro 2017 – Sabotage (Lisboa)

5 de Outubro 2017 - Casa da Música (Porto)

14 de Outubro 2017 - Casa das Artes (Famalicão)

27 de Outubro 2017 – Amiça (Chaves)

26º Guimarães Jazz… 100 anos de discos (1917 - 2017)

De 8 a 18 de novembro, Guimarães recebe mais uma edição do seu festival de jazz. Este ano, o mundo celebra os 100 anos decorridos desde a gravação do primeiro registo discográfico de jazz, um momento simbólico que mudaria para sempre a história desta música. É precisamente esta efeméride que orienta o conceito programático da 26ª edição do Guimarães Jazz. Um dos traços distintivos do Guimarães Jazz é o facto de este ser um festival com um conceito: um conceito primacial e transversal a todas as edições que todos os anos se ramifica em sub-conceitos e ideias de programação subjacentes ao alinhamento em causa. Na sua edição transata, o festival cumpriu vinte e cinco anos de um percurso de reconhecida coerência e vitalidade artística e, nessa ocasião, a organização enfatizou a importância de um festival questionar permanentemente a sua própria história, partindo da ideia segundo a qual pensar a História é, em certo sentido, uma das estratégias possíveis de fazer História.

Nels Cline & Michael Leonhart (1)

Em 2017, a matriz programática do festival passa pela sinalização dos 100 anos decorridos desde a gravação do primeiro registo discográfico de um género musical, até aí quase absolutamente desconhecido e ainda impreciso terminologicamente, a que se convencionou chamar “jazz”. Apesar da irrelevância do acontecimento em termos estritamente musicais, a gravação da Original Dixieland Jass Band corresponde, numa dimensão simbólica, à fundação de uma linguagem musical autónoma. A partir desse momento, a história do jazz mudaria para sempre, até porque a documentação em registo sonoro teve importantes implicações no desenvolvimento de uma música intrinsecamente volátil e que foi sempre, desde a sua génese, baseado na improvisação e na execução em tempo real.

 

Assinalar esta efeméride corresponde, portanto, a questionar e problematizar a noção de património, tanto a um nível narrativo como musical, sugerindo assim uma nova organização da história. É a partir desta ideia de programação que se entretecem as relações entre os diferentes projetos presentes no alinhamento e é também ela que justifica, em parte, a transversalidade de gerações e idiomas musicais presentes nesta edição. Inserido num contexto marcado pela multidisciplinaridade, politemporalidade e polissemia dos fenómenos musicais, o Guimarães Jazz propõe-se captar uma visão panorâmica do passado para, assim, operar uma transformação cultural, o que implica olhar com a mesma atenção para os diferentes estratos temporais que sedimentam a contemporaneidade e identificar neles os sinais que apontam para o futuro, ainda desconhecido, desta música. Cartografar a memória é radiografar o presente.

 

Eclético, aberto e transversal, o Guimarães Jazz pretende afirmar-se como polo difusor de uma reflexão alargada sobre o futuro do jazz e, em sentido mais lato, das práticas musicais e artísticas do século XXI. No entanto, pretendemos sobretudo que nem esse desígnio discursivo, nem o conceito que lhe subjaz, nos distraiam da nossa missão fundamental de divulgação do jazz, através de projetos nos quais, além da pertinência dos seus pressupostos artísticos (um critério fundamental de programação), seja também ponderada a importância de dar a conhecer ao público músicos de grande qualidade, mesmo quando não são eles os líderes das formações.

Nels Cline (1)

O concerto inaugural da edição de 2017 do Guimarães Jazz será protagonizado pelo extraordinário guitarrista Nels Cline (08 novembro), que apresentará o seu muito celebrado projeto “Lovers” acompanhado da Orquestra de Guimarães. Os 100 anos da primeira edição discográfica de jazz são celebrados explicitamente no segundo momento do festival, que apresentará o espetáculo “Jazz – The Story” (09 novembro), desenvolvido pela All Star Orchestra, um ensemble de músicos notáveis onde pontificam, entre outros, os saxofonistas Vincent Herring e James Carter e o contrabaixista Kenny Davis. Seguem-se dois momentos fortes da edição de 2017, reveladores da amplitude geracional e estilística presente neste alinhamento: o vanguardista e histórico baterista do free jazz Andrew Cyrille (10 novembro), que interpretará o álbum “The Declaration of Musical Independence”, considerado um dos grandes discos de jazz de 2016, e a banda Mostly Other People Do The Killing (11 novembro) – um dos mais relevantes e desafiantes projetos de jazz do segundo milénio, o qual se apresentará em septeto pela primeira vez em Portugal.

Jan Garbarek (3)

A segunda semana será preenchida pelo regresso a Guimarães do incontornável Jan Garbarek a 16 de novembro (num concerto que contará com a presença do percussionista indiano Trilok Gurtu), pela atuação da baterista norte-americana Allison Miller (acompanhada por músicos de grande qualidade, como Myra Melford, Ben Goldberg e Kirk Knuffke, entre outros) a 17 de novembro e, finalmente, pela apresentação do espetáculo “Real Enemies”, liderado pelo idiossincrático Darcy James Argue (18 novembro) e executado pela sua big band Secret Society (também uma estreia em solo nacional), um projeto musical inovador com uma dimensão de reflexão política sobre o mundo de vigilância e paranoia digital em que vivemos hoje.

 

A edição de 2017 do Guimarães Jazz incluirá também, para além do programa principal de grandes concertos, duas atuações no Pequeno Auditório do CCVF – a banda VEIN, que contará com a colaboração do reputado saxofonista Rick Margitza (11 novembro), e o quarteto de Jeff Lederer e Joe Fiedler, acompanhado pela vocalista Mary LaRose (18 novembro), grupo que será responsável pelas tradicionais jam sessions e oficinas de jazz, bem como pela direção da Big Band e do Ensemble de Cordas da ESMAE. Por fim, o projeto de parceria entre o Guimarães Jazz e a Porta-Jazz (12 novembro) volta a conhecer um novo capítulo, desta vez incidindo numa relação de cruzamento disciplinar entre música e teatro, que contará com a colaboração do dramaturgo Jorge Louraço Figueira, da atriz Catarina Lacerda e dos músicos Nuno Trocado, Tom Ward, Sérgio Tavares e Acácio Salero.

Festival Nova Música 2017

O Festival Nova Música está de volta!

No dia 23 de Setembro, o Campus de Campolide da Universidade Nova de Lisboa vai receber de braços abertos a sua sexta edição. O cartaz apresenta, com pompa e circunstância, Linda Martini, Golden Slumbers, Luís Severo, Os Polegar, Primeira Dama e Cruzes Canhoto (vencedores do III Concurso de Bandas Nova Música), completando, assim, a selecção barómetro da nova música portuguesa, que subirá aos palcos do festival para o começo do novo ano lectivo.

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Da mesma forma que houve um investimento redobrado na composição do cartaz desta edição, o mesmo aconteceu relativamente à configuração do recinto. Dividido em dois palcos, este ano os concertos decorrerão sem intervalos, tornando o recinto num espaço sonoro constante. A abertura das portas está marcada para as 19:00 e o público vai ser recebido com uma “Happy Hour” que inclui animação musical no relvado, actividades desportivas e uma vasta e adequada oferta de restauração.

 

Estamos perante o primeiro festival anual de cariz solidário organizado por uma universidade portuguesa. Os lucros revertem para o Fundo de Apoio Social da Nova, de modo a apoiar os alunos mais carenciados, através de bolsas de estudo, pagamento de propinas ou material escolar.

Nas edições anteriores, destacaram-se, entre muitos, os espectáculos de B Fachada, Capitães da Areia, Capitão Fausto, Ciclo Preparatório, Da Chick, Diabo na Cruz, Noiserv, Memória de Peixe, Pontos Negros e Sequin.

Mirror People edita EP de Remisturas do Single “Good Times”

Mirror People, projecto do músico Rui Maia, está de volta com um novo EP, encabeçado por “Good Times”, o mais recente tema retirado do álbum “Bring The Light” que foi editado no ínicio do ano. Com uma sonoridade entre o disco, funk e electro, foi composto e escrito por Rui Maia.

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Good Times” aparece também neste EP remisturado pelo produtor SaiR da Omega Supreme Records que assina uma visão mais Funk e leva o tema para um ambiente bastante diferente da versão original. Podem ser aqui encontradas também as remisturas de Mirror People e Rui Maia. Com uma reinterpretação mais dançável, a apostar numa sonoridade mais Disco, surge o próprio projecto Mirror People. Por sua vez, Rui Maia desconstruiu “Good Times” e apresenta uma nova versão mais longa e escura com alguns elementos de Techno. 

Realizado por Vasco Mendes, o video foi filmado na cidade do Porto e conta a história de um robot que se diverte solitariamente, enquanto o seu criador, no conforto do seu lar, o comanda com recurso às novas tecnologias. Espectáculo no Musicbox a 16 de Setembro. Neste espectáculo Mirror People vão apresentar-se no seu mais recente formato e contar com os DJs Stuart e Sheri Vari + Kaspar sendo que o próprio Rui Maia irá participar em ambos os casos.

 

16 de Setembro 2017 - Musicbox (Lisboa)

29 de Setembro 2017 - Sons à Sexta (Fundão)

Outubro, Tomorrow comes Today

14 de Dezembro 2017 - Porto Best Of / Teatro Tivoli (Porto)

 

As Sete Mulheres De Jeremias Epicentro… Ópera Tecnologia e Humor no Campo Alegre

Desde a sua origem, o Quarteto Contratempus, traçou como linha de rumo, a aposta no valioso trabalho de criadores e intérpretes portugueses. Mantendo esta tradição, o novo projeto que apresenta, é mais um fruto dessa aposta: uma ópera cómica do género Singspiel, em um acto. À semelhança do seu projeto “A Querela dos Grilos” (2015), e da criação “Os Dilemas Dietéticos de uma Matrioska do Meio” (2016), o Quarteto manteve a mesma lógica, assumindo novamente a envolvência de todos os instrumentistas em cena, como atores. Nesta atual criação, o Quarteto vai um pouco mais além, incluindo tecnologia ao serviço da performance e da participação do público no espetáculo.

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As Sete Mulheres de Jeremias Epicentro”, com texto original de Mário João Alves, que junta em palco, o Quarteto Contratempus, e uma cantora convidada. A composição musical, também original, foi erguida por Jorge Prendas. António Durães, uniu a música e o texto à encenação e construiu um espetáculo que tem em conta a participação da tecnologia interactiva na performance.

 

A ópera aborda a dualidade, realidade/virtual que vivemos nos nossos dias. Pretende fazer uma reflexão de uma forma divertida sobre a realidade em que vivemos. “As Sete Mulheres de Jeremias Epicentro” são figuras históricas e do imaginário, que podiam estar dentro de um jogo de consola ou que podiam existir mesmo na vida de Jeremias. Todas elas o amam. Todas elas existem e se relacionam ou relacionaram com ele. E Jeremias? É real ou virtual?

O espaço cénico foi pensado para funcionar em profundidade. A cenografia é manipulada por um dispositivo que se veste utilizado pelas cantoras e utilizar-se-á igualmente mapeamento de vídeo.

 

Teatro Campo Alegre (Porto)

16 e 17 de Setembro 2017 | 19.00h / 17.00h

 

 

Viana Bate Forte '17 começa esta sexta-feira

Já são conhecidos os horários do Viana Bate Forte, o festival no coração de Viana do Castelo que trará à cidade os maiores nomes da música nacional. A mais recente confirmação é a artista Raquel Tavares. A fadista actuará em substituição de Salvador Sobral que, por indicação médica, não poderá actuar neste evento.

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Nos dias 15 e 16 de Setembro, Viana do Castelo recebe a segunda edição do Viana Bate Forte, com vários palcos espalhados pelo centro da cidade, onde actuarão bandas locais e ainda Pedro Abrunhosa, Richie Campbell, Dengaz, Luísa Sobral, entre muitos outros. Será ainda a estreia ao vivo do novo single de Jimmy P, como o próprio revelou. Em paralelo à programação musical do Viana Bate Forte, os bares e cafés da região terão horário alargado e será a oportunidade de visitar as várias exposições que estão em exibição nos Museus de Viana do Castelo (Museu do Traje, Museu de Artes Decorativas e Casa dos Nichos), no Navio Gil Eannes, nos Antigos Paços do Concelho, entre muitas outras.

 

15 Setembro

21:30 Da Chick Foxy Band (Palco Pedra)

22:00 Raquel Tavares (Palco Liberdade)

22:15 Valas (Palco Erva)

22:45 Rita Redshoes (Palco República)

00:00 PAUS (Palco Pedra)

00:15 Pedro Abrunhosa & Comité Caviar (Palco Liberdade)

00:30 Moonshiners (Palco Erva)

01:00 Jimmy P (Palco República)

02:00 Aerosoul (Palco Erva)

02:15 Ninja Kore (Palco República)

 

16 Setembro

21:30 Mimicat (Palco Pedra)

22:00 Dengaz (Palco Liberdade)

22:15 Wildifire (Palco Erva)

22:45 Luísa Sobral (Palco República)

00:00 Manuel Fúria & Os Náufragos (Palco Pedra)

00:15 Richie Campbell (Palco Liberdade)

00:30 Julian Burdock (Palco Erva)

01:00 Capitão Fausto (Palco República)

02:00 Fat Cap (Palco Erva)

02:15 Marcelinho da Lua (Palco República)

Projecto português Hoofmark é o primeiro lançamento da Ultraje…

A Ultraje é uma revista atenta aos nomes grandes, mas também muito dedicada ao underground. Assim, nesta segunda metade de 2017, decidiu-se que é tempo de continuar a escrever sobre música, mas também de a lançar. O projecto português Hoofmark é o primeiro lançamento da Ultraje enquanto editora.

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Originalmente lançado em Novembro de 2016 por via digital e em cassete, “Stoic Winds” vê-se agora distribuído fisicamente e em CD pela Ultraje, com data de lançamento marcada para o dia 8 de Dezembro de 2017. De Lisboa, Nuno Ramos não conhece limites nem rótulos, e é também por isso, pelo seu risco conceptual, que Hoofmark merece uma versão física que figure nas estantes dos coleccionadores.

 

Se temas como “Amongst a Sea of Darkness”, “Stoic Winds” e “From the Foot of God’s Throne” são influenciados pelas eras arcaicas do black metal, com Bathory e Mayhem à cabeça, a faixa “Dust Trails” elabora uma mudança de sonoridade que aborda os géneros americana e country com dissonâncias e crueza a toda a largura, mostrando que o artista não vai com modas mas sim com alma. E se, a seguir, com “Dust Trails Blazing” formos arrebatados por uma incursão doom, então isso não será um choque.

Brevemente serão divulgados mais detalhes acerca deste lançamento.

Galeria Francisco Fino apresenta Phantom Limbs de Karlos Gil

A Galeria Francisco Fino apresenta no dia 20 de setembro, pelas 22h, Phantom Limbs, a primeira exposição individual do artista espanhol Karlos Gil em Portugal. A nova mostra é a primeira dedicada a um dos sete artistas representados pela galeria e sucede Morphogenesis, a exposição coletiva que em maio assinalou a abertura do espaço. Phantom Limbs alude à sensação de que um membro amputado ainda está ligado ao corpo e a funcionar como parte deste. O conceito sob o qual Karlos Gil agrega várias séries de obras inéditas em exposição - Redundancy (de-extinction), Stay Gold, Phantom Limbs, Daedalus Overdrive e Black Mirror, criando um ecossistema de analogias entre os fundamentos da escultura contemporânea e os diferentes usos e abusos das novas tecnologias nos processos de criação artística no século XXI. O artista propõe voltar a imaginar as fronteiras entre o orgânico e o artificial, o natural e o industrial, o feito pelo homem e o fabricado pela máquina, questionando, deste modo, muitos dos princípios fundamentais da modernidade.

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Em Redundancy (de-extinction), Gil atualiza uma das suas séries mais icónicas, na qual apresenta duas composições fabricadas com néones reciclados de um antigo letreiro encontrado em Hong Kong, que foram substituídos por tecnologia LED. As peças são reconfiguradas numa complexa corrente de montagem que conserva o vidro, o gás e a cor original, formando duas novas composições que concedem uma vida, também nova, a uma tecnologia em extinção. Um processo semelhante carateriza a série Stay Gold, iniciada em 2015, na qual o artista recorre a um tear de Jacquard do século XIX para traduzir diferentes cartões perfurados, que eram usados em programas informáticos da década de 1950. Um fluxo entre diferentes tecnologias que percorre o trabalho de Gil, tecendo uma malha de contingências formais entre distintos momentos históricos que resultam estar mais próximos do que se poderia antecipar - formam imagens de um tempo fragmentado, uma espécie de conexões entre diferentes corpos.

 

A série de trabalhos que confere o título à exposição - Phantom Limbs, professa a ausência em oposição ao excesso, numa relação clara com os postulados da escultura minimalista. Colocados no chão a compor a sala principal da galeria surgem diferentes blocos de poliuretano de alta densidade – um material utilizado em protótipos aeronáuticos, cuja superfície foi perfurada com o perfil e a forma de objetos e elementos de natureza tecnológica, como móveis, aparelhos periféricos, electrodomésticos e outros. Neste trabalho, Gil reflete sobre a fronteira entre o positivo e o negativo nos processos industriais de criação escultórica, assinalando o uso prostético dos objetos.

 

À semelhança de um jardim artificial encontramos Daedalus Overdrive, um conjunto de peças que viajam desde o mito de Dédalos e Ícaro para refletir sobre os princípios idiossincráticos da década de 20, durante a qual “velocidade” era sinónimo de evolução industrial e prosperidade social. Para esta série, Gil resgatou cinco ornamentos de carros antigos em antiquários espalhados pelo mundo para criar uma simetria desconcertante entre ornamentos de diferentes épocas, onde aparecem figuras de homens e mulheres aladas e ligeiramente inclinadas. Estes ornamentos, símbolos reconhecidos das marcas de automóveis que representam, têm vindo a perder a sua função original e passado progressivamente a serem contemplados como vestígios de um passado glorioso, aqui sublinhado pelo contraste entre o dinamismo e a elegância das formas e o peso do pedestal que as prende ao chão.

 

Black Mirror, um novo corpo de trabalho do artista, é composto por peças dispostas de forma irregular pelo espaço, que consistem em três espelhos inspirados em modelos Art Déco que na superfície de cristal têm integrada uma marca, como se de uma extremidade fantasma se tratasse. As marcas mantêm-se constantes e à superfície do conjunto, que por sua vez foi renderizado com recurso a um programa de controlo numérico, destinado à fabricação posterior dos objetos. 

 

Na exposição Phamton Limbs, Karlos Gil explora com especial interesse o modo como os objetos e o seu significado se transformam quando colocados em novos contextos, utilizando a abstração, a fragmentação e a memória para criar novas narrativas e possibilitar novas leituras, colapsando a distância temporal entre passado, presente e futuro. A exposição estará patente na Galeria Francisco Fino até ao dia 27 de outubro de 2017.