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Glam Magazine

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Vagos Metal Fest… E chegamos ao terceiro dia

O último dia do festival começou com o thrash dos Reaktion. Ainda menos pessoas àquela hora - 3 dias de festival começavam a pesar - mas em número mais que suficiente para receber os espanhóis de braços abertos.

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Abertos que é como quem diz no ar e no meio de mosh pits, pois a prestação dos espanhóis convenceu todos os presentes. Apresentando o seu álbum de estreia “Blackmailed Existence”, destacam-se os temas “111” e “Prostituted City”.

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Já os Attick Demons celebravam mais de 20 anos do seu heavy/power metal, tão conhecido do público. O ano passado viu a aguardada edição de “Let’s Raise Hell” e foi mais ou menos isso que provocaram em Vagos. Um concerto da velha guarda nacional que agradou todas as gerações presentes.

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Também os Miss Lava fizeram furor, uma vez que o seu stoner rock dá bastante ênfase à parte do rock. “Sonic Debris” é já o seu terceiro álbum e foi com ele que começaram - “The Silent Ghost Of Doom” - e terminaram - “Planet Darkness” - a sua actuação. Ainda mais recentemente lançaram um EP em vinil, “Dominant Rush”, e deste trabalho também “Black Unicorn” pôs toda a gente a mover o corpo ao seu ritmo.

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Esse movimento tornou-se bastante mais violento com o deathcore dos Chelsea Grin. “Self Inflicted” saiu em Janeiro e é considerado o seu melhor trabalho à data, mas a banda de Salt Lake City optou por trazer-nos um pouco de toda a sua história, visitando os outros três álbuns da sua discografia. Para o fim guardaram “Broken Bonds”, embora a ligação com o público de Vagos tenha sido tudo menos quebrada.

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No entanto foram os Havok que trouxeram à vida a expressão “partir tudo”. Para muitos terá sido o melhor concerto do festival, mas dada a diversidade de estilos, concordemos apenas que foi o melhor concerto thrash do festival. Desde “Point Of No Return” e “No Amnesty” a temas mais recentes como “Ingsoc”, “Hang ‘Em High” e “F.P.C.” (em que David Sanchez chamou a atenção para o baixo de Nick Schendzielos que, neste tema em particular, é de facto impressionante), foi todo um alinhamento de elite.

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Um outro tipo de brutalidade foi trazido pelos Whitechapel, pelo que quando o seu concerto terminou meia hora antes do que tinha sido anunciado, o desapontamento geral foi enorme. Não é certo o porquê desse encurtamento, mas suspeita-se que esteja relacionado com a saída do baterista Ben Harclerod apenas quatro dias antes e que o seu substituto Chason Westmoreland (Burning The Masses) não tenha tido tempo suficiente para ensaiar um alinhamento de hora e meia. Mas durante a hora que esteve em palco, a interpretar temas dos últimos três trabalhos da banda de Knoxville, esteve à altura desta e o concerto foi memorável.

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Tendo os Whitechapel antecipado a saída de palco, os HammerFall fizeram o mesmo com a entrada e “Hector’s Hymn” ecoou por volta das 22:30. O álbum de estreia dos suecos celebra 20 anos este ano mas ao contrário do que algumas bandas fazem, não o tocaram na íntegra; optaram por um medley seguido do tema-título completo, acompanhado sentidamente pelo público - a quem Joacim Cans se dirigiu como “Templários de Vagos” e a quem perguntou várias vezes, retoricamente, se viviam para o metal. Como cabeças de cartaz, tiveram direito a um encore de três músicas: “Hammer High”, “Bushido” e, como era de esperar, “Hearts On Fire”.

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Cansaço à parte, as duas últimas bandas destinavam-se a ouvidos mais eclécticos e uma boa parte dos festivaleiros deu Vagos por terminado após HammerFall. Mas o death metal técnico dos Gorguts tem bastante fãs, especialmente entre músicos, e o recinto não ficou, de todo, despido. Ainda foram muitos os que ficaram para ver a destreza de Luc Lemay e seus companheiros a interpretar “From Wisdom To Hate”, “Obscura”, “Le Toit Du Monde” ou “Forgotten Arrows”.

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Já para os Cough o número de resistentes era notoriamente baixo. Ao contrário dos Miss Lava, o seu stoner funde-se com o sludge e o doom, não com o rock, e embora o ambiente nocturno seja perfeito para a sua sonoridade, não o torna mais cativante ao final de três dias. Mas envoltos em fumo e luzes fracas, os quatro moço de Richmond lá apresentaram o seu último trabalho, “Still They Pray”.

E assim nos despedimos do Vagos Metal Fest 2017, já com a confirmação da edição do próximo ano, que terá mais um palco e mais um dia de concertos. Manter-vos-emos informados de todas as novidades, pois um ano passa a voar.

 

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Texto e fotografias: Renata Lino