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Glam Magazine

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Coimbra em Blues… Festival Internacional de Blues de Coimbra

Coimbra é uma cidade fervilhante onde se cruzam culturas, que chegam dos quatro cantos do mundo, trazidas pelos jovens que ali aportam para estudar na Universidade. Esta diversidade cultural, que caracteriza Coimbra, é a razão para o ressurgimento do Coimbra em Blues.

Um festival que ao longo da sua existência, ganhou uma crescente projecção nacional e internacional bem como um público fiel.

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Colaborar na afirmação de Coimbra no panorama da cultura nacional e internacional, aproveitando o Convento de São Francisco enquanto equipamento cultural de excelência.

Um Festival que seja veículo de promoção para Coimbra, as suas gentes e para os agentes económicos e turísticos, que poderão estar directa ou indirectamente ligados. Um grande evento com visibilidade nacional e internacional.

Conquistar o público com uma programação que pretende trazer toda uma nova geração de Bluesmen que, neste milénio, continua a construir a história dos Blues e mostrar um leque de músicos representativo dos vários espectros e mutações dos Blues.

 

Paulo Furtado, director Artístico do “Coimbra em Blues”, é um dos artistas portugueses mais bem sucedidos da última década, onde se destacou com os projetos Tédio Boys, Wraygunn e, principalmente, como The Legendary Tigerman. O seu fascínio pelo Blues numa primeira fase começa como para qualquer pessoa que gosta de música. Durante os primeiros 10 anos que começa a ouvir Blues, nunca pensou em tocar o género. É no ano de 97, por ocasião da primeira tourné de Tedio Boys na América, a banda de Coimbra toca com uma série de bandas que pegavam na influência do Blues e misturavam com rock.

Aí conhece o meio e experimenta as afinações abertas em Blues que permitem tocar com slide. Esta mistura de Rock n' Roll e Blues tornou-se numa das coisas fundamentais para o músico que a desenvolve e traz para a sua realidade.

 

“Os Blues vão existir sempre e vai existir sempre gente que está a senti-los e faze-los. Isso nunca irá acabar.” Paulo Furtado.

 

Convento de São Francisco (Coimbra)

15 e 16 de Setembro 2017 | 22.00h

Vagos Metal Fest 2017… Segundo dia…

Embora em números a afluência no segundo dia tenha sido sensivelmente a mesma que no dia anterior, não se fez sentir logo às quatro da tarde, quando os Implore subiram ao palco.

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Ainda assim, tiveram um público compacto e entusiástico o suficiente para receber o grind-death-crust da banda liderada por Gabbo Dubko. O segundo álbum, “Subjugate”, será publicado a 22 de Setembro mas pudemos já ouvir “Loathe”, entre temas mais populares como “Sentenced” e “Disgrace”.

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Os Brutality Will Prevail fizeram jus ao seu nome e deram razão ao vocalista Louis Gauthier quando disse que se não os conhecíamos antes, agora conhecíamos de certeza: o quinteto britânico de hardcore levou Vagos ao rubro tanto com temas do álbum que estão actualmente a promover, “In Dark Places”, como o que já pode ser considerado clássicos, como “Trapped Doors Moving Walls”. Foi com este que encerraram o seu concerto e onde Louis mergulhou no público para participar no crowdsurf.

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Não menos intensa foi a prestação dos sadinos Hills Have Eyes. Ainda há algumas reservas por parte dos “metaleiros mais tradicionais” relativamente ao metalcore e o vocalista Fábio Batista contou que lhes tinham dito que “a malta não ia curti-los”. Ele não quis acreditar e teve razão, uma vez que a resposta do público esteve à altura da entrega da banda - principalmente a partir do momento em que tocaram “The Bringer Of Rain”. Foi ainda a primeira vez que tocaram o novo single “Never Quit” ao vivo e o impacto foi mais do que satisfatório.

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E já que usámos o termo “metaleiros mais tradicionais”, foram eles em especial que tiraram mais proveito do concerto seguinte - Metal Church. A banda mais veterana desta edição do Vagos Metal Fest ilustrou a expressão “velhos são os trapos”, com Mike Howe a percorrer o palco como um adolescente enquanto “Gods Of Second Chance”, “Badlands” ou “Beyond The Black” jorravam dos amplificadores com a mesma garra.

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Há bandas cuja natureza mais sombria não se enquadra em festivais ao ar livre, principalmente se tocarem durante o dia, mas a excelência dos Primordial é sentida em qualquer ambiente. Muito queridos do público português e das bandas mais aguardadas deste festival, independentemente do número de vezes que nos visitam, com ou sem novo material para apresentar. Desde “As Rome Burns” a “Wield Lightning To Split The Sun”, passando pela obrigatória “The Coffin Ships”, os irlandeses deram um excelente espectáculo, cheio de emoções. Ao anunciar o final, “Empire Falls”, A.A. Nemtheanga agradeceu termos partilhado aquele lindo pôr-do-sol com eles.

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Da herança celta seguimos para a sámi, com o arraial típico dos Korpiklaani. Mesmo os temas cantados em finlandês eram alegremente acompanhados pelo público, vocal e coreograficamente. Uma roda viva literal que culminou com as famosas “Beer Beer” e “Vodka”.

Mas comparado com o que veio a seguir, essas rodas eram brincadeiras para crianças; os níveis de adrenalina subiram vários gramas e o seu efeito foi bem mais violento, ainda que maioritariamente não-agressivo. Claro que há sempre um ou outro que leva demasiado a sério o “vamos quebrar essa porra” de Max Cavalera, mas não houve registo de danos extraordinários durante o concerto de Soulfly - apenas personificações de “We Sold Our Souls To Metal”, que a banda brasileiro-americana tocou logo no início. “Umbabarauma” de Jorge Ben Jor foi apresentada como uma música que fazia parte da história dos Soulfly, e logo de seguida, com a mesma justificação, “Refuse/Resist” dos Sepultura. Para o baterista Zyon Cavalera esta terá um significado ainda mais especial, já que é o bater do seu coração, gravado ainda no útero da mãe, que é ouvido na gravação original.

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Na primeira vez que os Powerwolf tocaram em Portugal (2005, como banda de abertura de Gamma Ray), pouca gente ou nenhuma os conhecia. Muito mudou nestes últimos doze anos mas mesmo aqueles que acabavam de conhecer Attila Dorn & C.ª não resistiram a participar nos cânticos de “Armata Strigoi” e “Werewolves Of Armenia”. Um bom entertenimento tanto a nível de som como de imagem.

Quando os Powerwolf deixaram o palco após “We Drink Your Blood”, o público dividiu-se, progressivamente, em quatro: os que foram logo embora, os que tencionavam ficar mas acabaram por desistir ao fim de meia hora de atraso, os que foram embora quando perceberam que Batushka não era a sua praia e os fãs do black metal litúrgico que não arredaram pé até soar o último acorde de “Yekteniya VIII: Spaseniye”. A banda polaca, cuja identidade dos membros é ocultada sob trajes sacerdotais, tocou na íntegra o seu álbum de estreia “Litourgiya” e para quem aprecia o género, o segundo dia do festival não podia ter terminado de melhor forma.

 

Reportagem e Fotografias: Renata Lino

Star Rover & Jesse Harris & Ricardo Dias Gomes na Casa Independente

O duo de Brooklyn, Star Rover, do guitarrista Will Graefe e do baterista Jeremy Gustin, regressam com Ricardo Dias Gomes – o músico brasileiro da banda Cê de Caetano Veloso, entre outros projectos, depois de um concerto único em Março na Casa Independente (na altura estiveram a gravar um disco em conjunto, disco esse que está agora em fase de pós-produção)

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photo: Juan Patino

 

Dia 2 de Setembro o trio toca novamente no nosso palco, e desta vez junta-se outro músico – Jesse Harris, que por esses dias estará também ele a gravar novo disco em Lisboa, nos estúdios de Marcelo Camelo.

Jesse Harris músico, cantor e produtor norte-americano, com obra amplamente reconhecida, o Grammy que ganhou com a canção “Don’t Know Why” de Norah Jones é apenas a face mais visível de um longo percurso, no entanto para além da colaboração com Jones colabora amiúde com outros músicos, Mike Patton,  Willie Nelson, Conor Oberst/Bright Eyes, Cat Power, Star Rover, entre outros são alguns dos nomes de uma extensa lista.

Man Without Country disponibiliza "Lion Mind"

Depois de uma ausência de dois anos, o britânico Ryan James está de regresso ao mundo da música, com o relançamento do projeto Man Without Country e a edição de um “single” digital “double A-side”, apropriadamente intitulado de “Lion Mind / Jaws Of Life”.

Foi através de Man Without Country, fundado em 2007 como um duo ao lado de Tomas Greenhalf, que o compositor nativo do País de Gales lançou dois álbuns de estúdio através da Cooperative Music, e acompanhou na estrada nomes como M83, Alt-J e Warpaint nas suas digressões europeias e norte-americanas.

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O novo duplo lançamento, que mostra dois lados diferentes da visão artística de James, já está disponível para compra em exclusivo na plataforma Music Glue desde 21 de agosto, o mesmo dia em que foi partilhado no YouTube o teledisco para “Lion Mind”. O “double A-side” estará depois presente em todos os serviços de “streaming” e compra digital a partir de 18 de setembro.

Lion Mind”, alimentado pela percussão, é o tema que conta com a voz etérea da cantora e compositora finlandesa Sansa, mais conhecida pela sua colaboração com Kaskade na música “A Little More”. Por outro lado, “Jaws Of Life” expõe um Ryan James mais introspetivo, ao mesmo tempo que revela as suas capacidades na produção de música baseada em sintetizadores, alusiva à década de 80, e na manipulação rítmica, criando uma sonoridade que pode ser comparada ao trabalho de Ulrich Schnauss, Apparat ou até à recente banda sonora da popular série da Netflix “Stranger Things”.

 

Através do projeto Man Without Country, o britânico também já havia chamado à atenção em 2014 pelo trabalho feito com os RÖYKSOPP, ao oferecer os seus hipnotizantes vocais ao tema “Sordid Affair”, o primeiro “single” de avanço do álbum “The Inevitable End”, que se estreou no primeiro lugar da tabela de música eletrónica do iTunes. Em junho deste ano, os RÖYKSOPP lançaram uma reedição deste mesmo disco, no qual incluíram, em exclusivo, a faixa bónus “In The End”, que conta com as vozes de Ryan James e Susanne Sundfør.

 

Ao ser o responsável pela sua própria estética e pela arte gráfica que acompanha os seus lançamentos, James adotou, também, o cargo de diretor artístico de Man Without Country, o que incluí a edição dos seus próprios vídeos musicais ou acompanhamentos visuais para cada um dos seus temas, algo que deseja incorporar num espetáculo audiovisual ao vivo algures em 2018.

Com o final do Verão a chegar os Her Name Was Fire anunciam as primeiras datas da tour de Outono…

Os Her Name Was Fire anunciam agora as primeiras datas da tour de Outono. Cascais Lisboa e Figueira da Foz, são as primeiras paragens após um Verão onde a banda se consolidou perante o público e imprensa ao vencerem o festival SUBROCK, em Espanha.

Way To Control Poster

“Gone In A Haze”, o primeiro single do álbum, veio acompanhado de um vídeo em que é explorada uma trip protagonizada pelo baterista da banda e uma ruiva sedutora que lhe afecta os sentidos pelas memórias que lhe deixou. A história ficou no ar, mas tal como podemos ver no mesmo, seria apenas a primeira parte de um projecto maior, que começa a ganhar dimensão e significado com o novo videoclip do duo de rock de lisboa.

"Way To Control" é a segunda parte desta saga, passada num inóspito bar em que o vocalista (João Campos), rodeado de personagens duvidosas ao bom estilo dos b-movies dos 70’s, se confronta com os seus demónios e dando-se a conhecer um pouco mais da misteriosa Fire.

Esta digressão surge para acompanhar o lançamento do Vinil de "Road Antics", álbum que teve edição pela Blitz Records em Janeiro de 2017.

 

1 de Setembro 2017 - Stairway Club (Cascais)

23 de Setembro 2017 - DRAC (Figueira da Foz)

1 de Outubro 2017 - RCA CLUB (Lisboa)

 

Pedro Mestre ao vivo em Agosto

Passados vinte anos, desde que iniciou o seu percurso musical, Pedro Mestre aposta pela primeira vez num trabalho a solo “Campaniça do Despique”, que evoca o mais genuíno toque da viola Campaniça, que desde sempre acompanhou os cantes de improviso do Alentejo.

Neste espectáculo, Pedro Mestre apresenta ao público temas inéditos, da sua autoria e modas do cancioneiro tradicional Alentejano, as quais ganham novo fôlego, onde a tradição e inovação se fundem.

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photo: Rita Carmo

 

“Campaniça do Despique” é o título do álbum e do concerto, que Pedro Mestre apresentou no passado dia 22 de Setembro de 2015, no Grande Auditório do CCB. Com uma plateia esgotada, o concerto evocou o mais belo do Cante Alentejano e o genuíno toque da viola campaniça, que desde sempre acompanhou os cantes de improviso no Alentejo, que surgiam de modo espontâneo em festas, romarias, nas tabernas e que ainda hoje acontecem, embora de modo organizado e performativo.

 

Depois da edição de vários trabalhos discográficos com os diversos grupos que integra, e passados vinte anos desde que iniciou o seu percurso musical, Pedro Mestre conquistou, em 2016, com o seu primeiro disco, em nome próprio - "Campaniça do Despique" - o prémio Carlos Paredes atribuído pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.

 

Pedro Mestre é um dos grandes impulsionadores e embaixadores da música e tradições do Alentejo, construtor e professor de viola campaniça e de cante alentejano, é também, o responsável pelo projeto "Cante nas Escolas", com o apoio do Ministério da Educação, que visa a sensibilização dos jovens para o património cultural regional

 

26 de Agosto 2017 - Custóias/Matosinhos | 21h20

31 de Agosto 2017 - Castro Verde | 21h30

MGDRV dão identidade visual ao tema "Canto XI"

MGDRV e AddFuel colaboraram com o objectivo de passar o conteúdo de “Canto XI” para um mural e para as ruas da cidade através de azulejos.  

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“Canto XI” é o tema que se apresenta como ponto final e contemporâneo desta épica história. É a visão daquilo que os MGDRV imaginam Luís de Camões a retratar hoje em dia. “Os prazeres da ilha são outros neste século, mas o amor, a tentação e a aventura vão existir sempre na humanidade.”

Da ideia, à execução, até ao dia em que foi finalizado o trabalho passaram 4 meses. A colaboração com o artista AddFuel traduziu-se não só no mural mas também em 11 azulejos. Estes azulejos, que por si só são um símbolo da cultura portuguesa, têm gravadas frases que compõe a letra do “Canto XI” e podem ser encontrados por Alcântara, Cais do Sodré, Bairro Alto ou Amadora.

 

Banho Maria apresentam o álbum "Casa do Castelo"

"Casa do Castelo" é o trabalho estreia dos Banho Maria, banda que cruza estilos que vão do pop-rock ao tradicional e ao fado numa base acústica onde as canções são reflexo das vivências protagonizadas pelos seus seis elementos: Tomané (António Lopes), João Alexandre e Moleiro (Paulo Reis), Cláudia Ferreira, Tiago Silva e Miguel Marcelino.

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A produção esteve a cargo de Nuno Roque (produziu álbuns de Tiago Bettencourt, Capitão Fausto, Mercado Negro, Hands on Approach, Golpes, Clark entre outros). O single de apresentação chama-se “Não Há Amor Como o Primeiro”.

A edição está agendada para o dia 1 de Setembro.

Os temas da álbum “Casa do Castelo” são originais de base acústica e cantados em português. Falam de amores naif e envergonhados sob melodias criadas por violas acústicas, violino, autoharpa, xilofone, teclados analógicos e a percussão.

 

Banho Marianasceram da vontade criativa alimentada em parte no projeto de versões chamado Devolta e outra parte pelo tubo de ensaio que é a Adega do Largo, espaço de tertúlia, animação e discussão mais ou menos privada e mais ou menos inspirada pelas canções portuguesas intemporais, pela amizade e pelas próprias características da região e meio caminho entre uma certa ruralidade e a pressão urbana das cidades envolventes.”