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Glam Magazine

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“Kassussa”… o single de estreia de Pongo

O primeiro título á solo da artista angolana Pongo, ex-cantora da banda portuguesa Buraka Som Sistema que apareceu nos palcos internacionais durante 10 anos.

Kassussa” é cantado em Kimbundu, língua da região de Luanda em Angola. O primeiro álbum da Pongo, produzido em Paris pela Jardin Rouge, será comercializado para o mundo a partir do início de 2018.

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Mas quem é Pongo?

Luanda. Fim dos anos 90. Os Angolanos tentam esquecer, como podem, a guerra civil que devasta o país, Nesse domingo, no bairro da Cuca, organiza-se um concurso de dança.  Uma menina assiste ao espetáculo, fascinada. Chama-se Pongo, ela tem 8 anos. Sob os gritos da multidão, um homem encadeia febrilmente passos de Semba e de Kizomba. É o seu pai. Essa imagem restar-lhe-á para sempre. Da sua África natal, ela deixará de parte o caos, e guardará no seu íntimo os perfumes, as cores e os jogos sem fim com as suas irmãs. Mas sobretudo os sons, as vibrações e as músicas omnipresentes, essas bolhas alegres, que ritmaram a sua infância, ela que dançou ainda antes de saber andar. A violência, o medo terão finalmente razão da inocência. O exílio é inevitável para ela e para a sua família.

A Europa, Lisboa. Pongo descobre um novo mundo. Uma nova luz. Mas igualmente o desenraizamento, a diferença, a crueldade das outras crianças. Ela cala-se e observa. A música volta e devolve-lhe esperança. Primeiro na igreja, onde ela canta com grande prazer. Depois adolescente, no caminho quotidiano da escola. Os rapazes encontram-se perto da Estação de Queluz. Eles cantam, dançam, tentam atrair o olhar das raparigas. Eles tem um grupo: os “Denon Squad”.

Evidentemente, naturalmente, Pongo junta-se a eles. No início como dançarina, mais tarde atrás do microfone nos seus primeiros concertos de bairro. Ela cresce, descobre a noite e é sempre com a mesma imprudência que penetra no meio do Kuduro lisboeta.

Primeiras gravações em estúdio. Ela gosta desse ambiente. E compreende que deve seguir esse caminho que a música lhe mostra. Os Buraka Som Sistema descobrem-na e propõem-lhe que se junte a eles em cena para um concerto mítico no MusicBox de Cais de Sodré. Ela brilha, arde de talento e de energia e faz, desde o dia seguinte aparição nas redes sociais. Primeiros elogios, o olhar dos amigos muda, e tudo se desencadeia muito rapidamente. Ela acompanha o grupo numa tournée que os fará tocar nas maiores cidades e festivais do planeta. Pongo voou, ela sente que tudo é doravante possível.

Hoje, a menina de Cuca, tem vinte e cinco anos. Diva dum Kuduro mestiço e progressivo, ela escreve e interpreta as suas próprias canções. Pongo incarna a renovação do género, misturando a mistura das suas raízes africanas, langa, zaïco, com EDM, bass music, dancehall e pop melódica. A sua voz poderosa, ritmada, mas igualmente frágil e sensível, arrasta-nos para o seu universo envolvente, aos confins da dança e da saudade.

EDP Vilar de Mouros 2017 revela horários de Concertos…

O Festival EDP Vilar de Mouros acaba de revelar os horários de atuação para os seus concertos, que se vão realizar de 24 a 26 de agosto em Vilar de Mouros. A organização acaba também de anunciar um novo jogo de cartas muito especial, baseado na história do primeiro e mais carismático festival português de música e que enaltece o vasto legado musical que Vilar de Mouros tem criado nos últimos 51 anos de existência.

Horários EDP Vilar de Mouros 2017

A banda britânica The Veils, que conta com êxitos como “The Leavers Dance", "Through The Deep, Dark Wood" e "Vicious Traditions", abre o festival EDP Vilar de Mouros pelas 20h00 de dia 24 de agosto, subindo ao palco para dar início à longa jornada musical que irá decorrer em Vilar de Mouros. O encerramento do festival cai sobre os ombros dos 2ManyDjs que pelas 02h00 vão transformar o recinto numa gigantesca pista de dança.

 

O EDP Vilar de Mouros 2017 é o primeiro festival de música nacional com um jogo de cartas, denominado Vilar de Mouros, criado propositadamente para enaltecer a história e o legado que o emblemático festival tem vindo a construir nos últimos 51 anos. Idealizado e desenvolvido por Fernando Zamith, autor do livro “Vilar de Mouros: 35 anos de festivais”, o jogo é composto por 88 cartas que recordam os cartazes, artistas, palcos e locais míticos de Vilar de Mouros.

 

O cartaz do Festival EDP Vilar de Mouros 2017 reflete a aposta da organização em reafirmar o evento através da transversalidade de estilos musicais e de gerações. Estão confirmadas as atuações de Primal Scream, 2ManyDjs, The Jesus and Mary Chain, The Mission, The Dandy Warhols, The Psychedelic Furs, Morcheeba, The Young Gods, The Boomtown Rats, The Veils, George Ezra, Peter Bjorn and John, Avec, Capitão Fausto, Salvador Sobral, Golden Slumbers e Zanibar Aliens.

 

Tori Amos… “Cloud Riders”, o primeiro tema do seu novo álbum foi revelado

Uma das artistas mais bem-sucedidas, prolificas e influentes da sua geração, Tori Amos acaba de revelar “Cloud Riders”, o primeiro tema do seu muito aguardado novo álbum de estúdio, “Native Invader”, que será lançado com o selo discográfico da Decca Records a 8 de Setembro.

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O 15.º álbum de Amos é um festim intenso de melodia, protesto, ternura e dor. No verão de 2016, Tori iniciou uma viagem pelas montanhas de North Carolina. O seu objetivo era relacionar-se de novo com as histórias e as canções da família da sua mãe, que eram da zona de North Carolina e Tennessee Smoky Mountain. Nesse inverno, dois planos sísmicos acabaram por deitar o plano por terra. A queda que se viveu com as eleições nos EUA. E, em janeiro, a sua mãe, Maryellen Amos, sofreu um AVC grave que lhe tirou a capacidade de falar.

Mais de duas décadas desde o seu primeiro álbum de estúdio, “Little Earthquakes”, que recentemente atingiu o n.º 27 da lista da NPR dos 150 Melhores Álbuns feitos por Mulheres, o trabalho de Tori continua tão poderoso como sempre. A 6 de setembro inicia, na Irlanda, uma digressão mundial que se prolonga até outubro.

 

Sucedendo a “Unrepentant Geraldines” (2014), o seu oitavo álbum que alcança o Billboard Top 10, “Native Invader” é o 15.º álbum de estúdio de Tori Amos e estará disponível física e digitalmente, bem como em vinil, no final do ano. A edição em CD estará disponível nas versões standard e deluxe, sendo que esta última inclui um livro de capa dura e dois temas bónus. Uma pioneira, Tori foi a primeira artista de uma editora multinacional a oferecer um single para download. Nomeada para vários prémios Grammy, Tori Amos já viu as suas canções serem transformadas em romances gráficos e produziu vídeos inovadores ao longo de toda a carreira. No final de 2016, lançou o tema “Flicker” para o aclamado documentário da Netflix Audrie and Daisy, abordando questões ligadas à violação nas escolas. Uma célebre humanitária, Tori é cofundadora da RAINN (Rape, Abuse and Incest National Network), que é a maior organização nos EUA contra a agressão sexual.

           

Bons Sons 2017… Partida, Lagartixa, Fugida

A aldeia abriu as portas e o cartaz começa forte, logo no primeiro dia. O BONS SONS hoje é o espaço ideal para acompanhar projectos emergentes e a evolução da mais recente música portuguesa. Cem Soldos enche-se de cor com a feira de novo artesanato e com as simpáticas Tixas, que nascem de um projecto de intercâmbio cultural que une gerações. Chegar a Cem Soldos é tão fácil que, para uma escapadela de fim-de-semana, vale a pena – prometemos só o melhor programa cultural do país, pensado para toda a família.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

Hoje arrancamos os concertos com Band’Olim na igreja de S. Sebastião, um projecto de originais com raízes na tradição musical portuguesa, folk e clássica, seguidos de SingularLugar, um duo com sotaque lusófono a criar pontes entre o popular e o erudito, que incluem no reportório composições originais, além de temas tradicionais e canções de Fausto e José Afonso.

Vencedores da edição 2016 do Festival Termómetro, os Whales são uma das mais recentes revelações da nova música de Leiria e vão estrear esta edição do Palco Giacometti. No adro da igreja, Manuel Fúria no seu percurso a solo acompanhado pelos Náufragos mantém o cruzamento pródigo entre o rock e a música tradicional portuguesa, que já havia ensaiado no seu projecto colectivo Os Golpes. De volta ao coreto, vamos poder ver Surma, a one-woman-band com sons que oscilam entre o jazz e o post-rock, a pintar-nos paisagens desconhecidas.

Com o cair da noite e a inaugurar o soalho do Palco Lopes Graça, os Holy Nothing, vão misturar projecções com sintetizadores, palavras com imagens, música com cinema. A percorrer o vão entre o rock’n’roll e o garage-rock com pinceladas indie dos 80s, o quarteto barcelense Glockenwise vai inflamar o Palco Eira.

Os Virgem Suta transpiram portugalidade e assumem-no. Vão tocar guitarras, adufe e cavaquinho no palco mais central, porque lhes é natural e a isto juntar uma letra mordaz que só contribui para dançarmos com um sorriso.

À nossa espera no Palco Eira vão estar os Capitão Fausto com três álbuns de canções orelhudas em carteira. Entre o rock e a pop, têm-se afirmado na cena musical portuguesa com crescente maturidade e inspiração.

A pista de dança liderada pelo Palco Aguardela começa com a batida balançante de Thunder & Co., uma referência nos valores emergentes da música portuguesa, com um registo sonoro único e emocionante. A fechar a noite, Groove Salvation traz as suas remixagens com sons house, deep house e tech house.

Além do cartaz musical, o Auditório é o espaço das artes performáticas em parceria com a Materiais Diversos. Hoje Ana Jezabel e António Torres trazem um debate sobre o próprio corpo, sobre as suas características, sobre a personalidade que o veste, aspetos para esquecer, ocultar, e que, contudo, perduram e emergem incontrolavelmente.

 

Cem Soldos enche-se de cor com as Tixas, a mascote do BONS SONS e símbolo da dinâmica da aldeia. A sua manufactura une diferentes gerações, fortalece laços, potencia a criatividade e assegura a continuidade do saber-fazer tradicional. É no âmbito do projecto Avós & Netos que nascem as Tixas, de várias cores, formas e tamanhos, depois adaptadas a porta-chaves, pregadeiras ou ganchos, levando a todo o lado a mensagem do festival.

Gabriel O Pensador e Pedro Abrunhosa nos Concertos Comemorativos dos 120 Anos do Teatro Diogo Bernardes

Este fim-de-semana, nas noites de sexta e sábado, Ponte de Lima acolhe os concertos de Gabriel O Pensador e Pedro Abrunhosa & Comité Caviar, integrados nos Concertos Comemorativos dos 120 Anos do Teatro Diogo Bernardes.

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O cantor e compositor brasileiro, Gabriel O Pensador, que atua na noite de sexta, dia 11 de agosto, é um dos maiores nomes do rap brasileiro, Gabriel diferenciou-se de boa parte de seus pares por ser um rapaz branco de classe-média. Desde o início faz das letras uma crítica social e moral o que lhe valeu reconhecimento imediato pelo público.

A sua popularidade é internacional e Portugal fã do seu hip-pop irreverente. Gabriel "O Pensador" é presença assídua em Portugal. Temas como "2345meia78", "Cachimbo da Paz", "Festa da Música", "Astronauta", "Até quando", entre outros, são temas reconhecidos pelo público português.

 

No sábado, 12 de agosto, Ponte de Lima recebe Pedro Abrunhosa & Comité Caviar, donos de muitos dos temas sobejamente conhecidos do público. Pedro Abrunhosa, músico com uma carreira repleta de êxitos, em 2010 reúne Comité Caviar. Alia-se ao produtor João Bessa, e lança o álbum Longe, que atinge o galardão de dupla platina. Canções como “Fazer o que Ainda não Foi feito”, "Não Desistas de Mim", “Pode o Céu Ser Tão Longe", juntam-se a tantos outros hinos, lendas, adágios, a que Pedro Abrunhosa nos habituou desde sempre.

Durante todo este tempo, percorre o País de Norte a Sul, esgotando todas as salas de espetáculo onde atua e deixando um rasto de mais de 100 concertos, todos eles únicos, todos eles inesquecíveis, passando ainda pelo Brasil, por Angola, por Espanha e por França. Em dezembro de 2013 foi editado o 7.º disco de estúdio de Pedro Abrunhosa, "Contramão".

 

A entrada para estes dois concertos é livre.

5º Indie Music Fest… Distribuição por dias, palcos e horários

Estamos a pouco menos de 3 semanas do inicio de mais uma edição do Indie Music Fest e já é conhecida a distribuição de bandas por dias do festival…

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31 de Agosto 2017

18:01 - El Señor / Palco Cisma

19:01 - Moda Americana / Palco Relva

20:01 - Foque / Palco Cisma

21:01 - Them Flying Monkeys / Palco Relva

22:01 - Heavy Cross of Flowers / Palco Cisma

23:01 - Flying Cages / Palco Relva

00:01 - Killadelphia / Palco Cisma

01:01 - Astrodome / Palco Relva

 

1 de Setembro 2017

16:01 - Indian Rubber / Palco Relva

17:01 - Los Luchos / Palco Cisma

18:01 - The Phantom Trio / Palco Relva

19:01 - Toulouse / Palco Indie Music Fest

20:01 - George Marvinson / Palco Cisma

21:01 - Conjunto Corona / Palco Indie Music Fest

22:01 - Pãodemónio / Palco Relva

23:01 - Lucky Who / Palco Cisma

23:31 - Marvel Lima / Palco Indie Music Fest

00:31 - Rapaz Ego / Palco Cisma

01:01 - Manuel Fúria & Os Náufragos / Palco Indie Music Fest

02:01 - The Lazy Faithful / Palco Relva

 

2 de Setembro 2017

16:01 - The Miami Flu / Palco Relva

17:01 - Moon Preachers / Palco Cisma

17:46 - Eden Lewis II / Palco Relva

18:46 - Twin Transistors / Palco Indie Music Fest

19:46 - Mr Gallini / Palco Cisma

20:31 - Nice Weather For Ducks / Palco Indie Music Fest

21:31 - Paraguaii / Palco Relva

22:31 - Jonny Abbey / Palco Cisma

23:01 - The Poppers / Palco Indie Music Fest

00:01 - Fuzzil / Palco Cisma

00:31 - Stone Dead / Palco Indie Music Fest

01:31 - Pás de Problème / Palco Relva

      

Avicii está de volta com novo EP… “AVĪCI”

Depois de oito anos intensos de criação de música e em digressão por todo o mundo, Avicii (Tim Bergling), anunciou que ia deixar os palcos. Por todo mundo pensou-se que tinha abandonado a música de vez. Pouco depois, Tim iniciou uma viagem pelos EUA com os seus amigos e criativos mais próximos, e esta viagem transformadora levou-o a fazer aquilo que sempre mais gostou de fazer: compor música. Um dos primeiros temas que surgiu deste processo foi “Without You”, uma canção sobre liberdade e empoderamento, com a participação de Sandro Cavazza.

Avicii

Agora, Avicii lança “AVĪCI”, o seu muito aguardado EP, composto por seis novos temas, sendo a primeiro conjunto de inéditos que lança desde 2015. O EP conta colaborações de AlunaGeorge, Rita Ora, Billy Raffoul, Sandro Cavazza e Vargas & Lagola, continuando assim a prática de Avicii de trabalhar com grandes vocalistas que conseguem dar uma energia incrível e criar melodias viciantes para a sua música.

 

A autêntica máquina de êxitos que é Rita Ora participa no hino pop “Lonely Together”, tema que cruza a música pop com a música de dança como só Avicii sabe fazer. Os AlunaGeorge, duo natural de Londres, aparecem em “What Would I Change It Yo”, uma reflexão mais suave de alguém que acredita finalmente que o “agora” tem mesmo de ser vivido. Billy Raffoul, cantautor de 22 anos nascido no Canadá, emprega a sua voz poderosa a “You Be Love”, que foi gravada em Nashville. 

O EP abre com “Friend of Mine”, que mistura as fronteiras entre as raízes folk e os sintetizadores mais acutilantes. É uma história de uma amizade perdida cantada pelos suecos Vargas & Lagona, que no passado já trabalharam com Miike Snow, Madonna, Axwell /\ Ingrosso, Katy Perry, entre outros.

 

II CONTAR… Festival de Contos do Mundo em beja

Entre 22 e 27 de agosto de 2017, o CONTAR – Festival de Contos do Mundo faz-se “andarilho”. Parte da Biblioteca, percorre a mouraria, o Pax Julia e instala-se no edifício do Antigo Hospital da Misericórdia.

Na segunda edição, a parceria entre a Câmara Municipal de Beja e a Ouvir e Contar – Associação de Contadores de Histórias alarga-se ao Centro Unesco para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial e à Santa Casa da Misericórdia de Beja, que abre as portas da sua CASA - o Antigo Hospital da Misericórdia – para acolher todos os que gostam de ouvir e contar histórias.

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II CONTAR -  Festival de Contos do Mundo começa devagar, como convém a um festival que tem o ‘Tempo’ como pano de fundo. A 22 de Agosto marca encontro com um dos primeiros Artífices do Tempo pelas 18h30. O Mestre Torrão, o homem do Cante, vai estar à espera para, em amena cavaqueira, falar sobre essa arte sem Tempo’. 

 

Os contos e o Jantar Narrado – a decorrer no átrio da Biblioteca Municipal -  convidam a ficar por ali e depois seguir em grupos para o Centro Histórico. É que dia 22 de Agosto, pelas 21h30 e Há contos na Mouraria!

A 23 e 24 de Agosto, Jorge Serafim e Ana Sofia Paiva vão partilhar Histórias que se contam por aí, dando o pontapé de saída a duas residências que decorrerão até às Palavras Andarilhas de 2018. Ao longo de todo o festival, as Histórias para brincar com o tempo assomam às manhãs e fins de tarde, dirigidas a pais e filhos, e os Contos para enganar o tempo percorrem algumas IPSSs do concelho, levando jogos de dizer e de contar.

 

No Antigo Hospital da Misericórdia, as noites frescas convidam a usar um abafo e a escutar as Histórias à margem do tempo, pelas duas duplas de narradores que contando se completam: Nicolás Buenaventura, Maria Morais, Maurício Corrêa Leite, Ana Griot, Michèle Nguyen, Antonella Gilardi, Celso Sanmartín, Carles Garcia Domigo e Clare Murphy. São eles que, entre 25 e 27 de Agosto, levam o público pela mão numa viagem por Portugal, Espanha, Itália, Bélgica, Irlanda, Colômbia e Brasil.

 

Entre 25 e 27 de agosto, O Mercadinho de Coisas Miúdas serve de pretexto para passar o tempo com conversas dinamizadas à volta de objetos (livros e brinquedos), olhares e memórias. António Parrinha, Rogério Fialho, Armando Horta, Manuel Paula, José Barbieri, Rui Arimateia, Idalina Cacito, Mariana Bicho, Mariana Lopes, Mestre Pica e Joaquim Gonçalves são alguns dos Artífices do Tempo desta edição. 

 

A reflexão sobre o papel da narração e das narrativas na construção e no entendimento do mundo e do outro volta a marcar presença com o programa Narrare Humanum Est, desta vez, oferecendo tertúlias entre narradores que vêm cruzar experiências, certezas e dúvidas sobre isto que nos torna humanos – a capacidade de nos narrarmos. Se eu quiser falar com Deus e Histórias Bendictas serão o tema das sessões realizadas na capela, enquanto, no Museu da Farmácia, a conversa se faz Entre Mesinhas e Rezas.

 

Entretanto, no teatro Pax Julia, o festival propõe uma programação de espetáculos narrativos e poéticos que abarca todas as idades: dos mais pequenos, com  A Balada das 20 meninas friorentas, de Margarida Mestre; passando pelo jovens, com Vy, de Michèle Nguyen; aos adultos, com Dar à Luz – A aventura do Pensamento. Já a torre de Menagem do Castelo de Beja será o palco do espetáculo The king of Lies, de Clare Murphy.

 

Mas não só de palavras se faz este festival! Nos jantares narrados confirma-se o lema: No comer e no “contar” o pior é começar, já que serão animados pelos narradores presentes no encontro.

Entre 23 e 27 de Agosto, as noites são rematadas com pequenos concertos cantados e/ou dançados com Eduardo Ramos, que traz o som do alaúde e da herança árabe em Portugal, os Parapente 700, com músicas e danças europeias, as Moçoilas, com os cantares das serras algarvias, e os Samba sem Fronteira, cujo nome diz tudo.

 

Fora da cidade de Beja, as Noites d’ir ao fresco acontecerão nas freguesias rurais do concelho. Aqui uma praça, além uma escadaria, acolá um largo, dinamizadas por  José Craveiro, Cláudia Fonseca, Ana Santos, Thomas Bakk , entre outros.

O programa do festival dirige-se a público de todas as idades e é completamente gratuito.